As Crônicas de Spiderwick
Filme

As Crônicas de Spiderwick

"O mundo deles é mais próximo do que você imagina."

★ 6.7 2008 1h 36m L Aventura · Drama · Família

Recém-divorciada, Helen Grace (Mary-Louise Parker) muda-se de Nova York para uma propriedade colonial em ruínas em New England, herdada do tio-avô. A casa Spiderwick Estate está abandonada há décadas, escondida no meio da floresta, e os três filhos dela —…

Diretor
Mark Waters
Elenco
Freddie Highmore, Sarah Bolger, David Strathairn
Produção
Paramount Pictures, The Kennedy/Marshall Company
Origem
EUA
Título original
The Spiderwick Chronicles

Sinopse

Recém-divorciada, Helen Grace (Mary-Louise Parker) muda-se de Nova York para uma propriedade colonial em ruínas em New England, herdada do tio-avô. A casa Spiderwick Estate está abandonada há décadas, escondida no meio da floresta, e os três filhos dela — os gêmeos Jared e Simon (ambos vividos por Freddie Highmore) e a irmã mais velha Mallory (Sarah Bolger) — não escondem o desconforto.

A verdade é que a casa esconde algo. No sótão, Jared encontra o Guia de Campo de Spiderwick — manuscrito ilustrado feito por Arthur Spiderwick (David Strathairn), catalogando criaturas mágicas invisíveis aos humanos. Quando Jared abre o livro proibido, ele e os irmãos passam a enxergar duendes, ogros, hobgoblins e trolls que sempre estiveram lá. Mulgarath (voz de Nick Nolte), o ogro vilão da floresta, quer o livro a qualquer custo.

Dirigido por Mark Waters (Meninas Malvadas), com produção da Kennedy/Marshall Company de Frank Marshall, As Crônicas de Spiderwick adapta a série de livros infantis de Tony DiTerlizzi e Holly Black (cinco volumes entre 2003-2004). Arrecadou US$ 164 milhões mundiais sobre US$ 90 milhões.

Análise — Notícias Flix

6.6
de 10

As Crônicas de Spiderwick é caso interessante de adaptação literária infanto-juvenil dos anos 2000 que ficou no meio do caminho — boa demais pra ser descartada como blockbuster genérico, mediana demais pra integrar o cânon dos clássicos da fantasia familiar. Mark Waters, vindo de Meninas Malvadas (2004), assumiu projeto comercialmente arriscado: adaptar uma série de cinco livros relativamente curtos da Tony DiTerlizzi e Holly Black em um único filme de 96 minutos. A solução foi compactar tramas, reduzir personagens secundários e centralizar tudo no Jared.

A escolha mais corajosa do filme é o casting duplo de Freddie Highmore. O ator britânico, então com 16 anos vindo de A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005) e Em Busca da Terra do Nunca (2004), interpreta os dois irmãos gêmeos Jared e Simon — personalidades opostas, mesmo rosto, em cenas em que aparecem juntos. A técnica usa motion capture e CGI para sobrepor as duas performances, e funciona bem. Highmore consegue diferenciar os personagens pelo gestual: Jared é tenso, agitado, brusco; Simon é tímido, observador, gentil. Os melhores momentos do filme são as cenas em que eles brigam.

A direção de Waters tem ofício de cinema familiar, mas falta a identidade autoral que diretores como Henry Selick (Coraline) ou Spike Jonze (Onde Vivem os Monstros, 2009) trariam ao gênero. As criaturas — duendes, ogros, hobgoblins criadas pela ILM — são tecnicamente impecáveis, mas faltam ao filme momentos de horror suspense que o material original tinha. Sarah Bolger como Mallory entrega irmã mais velha com força física rara para o gênero (a personagem usa esgrima como arma). Mary-Louise Parker, Joan Plowright como tia Lucinda e David Strathairn como Arthur Spiderwick sustentam o coadjuvante.

A trilha de James Horner (Titanic, Coração Valente, Avatar) é o nome maior por trás das câmeras. Falecido em 2015, Horner entregou aqui uma das suas trilhas familiares mais discretas mas eficientes — combinação de motivos celtas com sonoridade orquestral grandiosa que ressoa o universo de fada europeu da história.

Faturou US$ 164 milhões mundiais sobre US$ 90 milhões — sucesso comercial moderado que não justificou continuação cinematográfica. Em 2024, a Disney lançou série televisiva The Spiderwick Chronicles (Roku, depois Disney+), recomeçando do zero a adaptação. Para fãs dos livros originais, o filme é peça válida que respeita o material com competência. Para crianças que descobrem hoje, ainda funciona como entretenimento familiar.

Pontos fortes

  • Freddie Highmore em performance dupla como gêmeos Jared e Simon
  • Sarah Bolger entrega Mallory com força física rara em filme infantil
  • Trilha de James Horner combina motivos celtas com orquestra grandiosa
  • Criaturas mágicas com efeitos visuais da ILM tecnicamente impecáveis
  • Adaptação respeitosa da série literária de Tony DiTerlizzi e Holly Black

Pontos fracos

  • Compactação dos cinco livros em 96 minutos sacrifica muito do material original
  • Direção de Mark Waters tem ofício mas falta identidade autoral
  • Faltam momentos de horror suspense que o material literário tinha
  • US$ 164mi sobre US$ 90mi não justificou continuação cinematográfica
  • Personagens secundários da família ficam unidimensionais
Vale a pena se: Você curte fantasia familiar dos anos 2000 no estilo de Coraline, Ponte Para Terabítia ou A Bússola de Ouro, gostou dos livros de Tony DiTerlizzi e Holly Black, e topa um filme que respeita o material original com competência sem entregar densidade autoral.

Bilheteria

Orçamento
US$ 90 mi
Arrecadação mundial
US$ 164 mi
Retorno
1,8× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Karey Kirkpatrick
Fotografia
Caleb Deschanel
Trilha sonora
James Horner
Edição
Michael Kahn
Duração
96 min

Curiosidades sobre As Crônicas de Spiderwick

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

Galeria

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