The Hunting Party foi cancelada pela NBC após duas temporadas, encerrando cedo a série criminal estrelada por Melissa Roxburgh, de Manifest. Abaixo, o que caiu de fato, por que isso aconteceu e quais séries ocupam esse espaço agora no Brasil.
Foi um corte típico de TV aberta. Rápido, seco e antes de a série realmente virar hábito.
O que caiu de fato
A NBC encerrou The Hunting Party depois do segundo ano. A série acompanhava uma equipe de investigadores atrás de assassinos perigosos que escaparam de uma prisão ultrassecreta.
Melissa Roxburgh liderava o elenco, cercada por Nick Wechsler, Patrick Sabongui, Josh McKenzie, Sara Garcia e Kyra Leroux. No Brasil, a produção estava no Globoplay.
| Ficha técnica | Detalhes confirmados |
|---|---|
| Título | The Hunting Party |
| Gênero | Drama criminal, procedural, suspense |
| Criador | JJ Bailey |
| Showrunners | JJ Bailey e Jake Coburn |
| Emissora original | NBC |
| Produtora | Universal Television |
| Elenco principal | Melissa Roxburgh, Nick Wechsler, Patrick Sabongui, Josh McKenzie, Sara Garcia e Kyra Leroux |
| Status | Cancelada |
| Temporadas | 2 |
| Disponibilidade no Brasil | Globoplay |
Tem um detalhe importante. Cancelamento não significa enterro automático.
A Universal Television ainda pode tentar vender a série para outro canal ou streaming. Isso existe no mercado, mas ainda está longe de ser sinal de resgate confirmado.

Por que a NBC desistiu tão cedo
A NBC não apresentou uma justificativa pública detalhada. Mesmo assim, o padrão desse tipo de corte é conhecido: audiência semanal abaixo do esperado, concorrência forte na grade e conta de produção que deixa de fechar.
Procedural de rede aberta vive de regularidade. Se o público não volta toda semana, a emissora perde interesse rápido.
Também pesou a dificuldade de criar identidade própria. A premissa da caçada a fugitivos era boa, mas o gênero já está lotado de séries mais consolidadas, como The Blacklist, Criminal Minds e FBI.
Melissa Roxburgh ajudava a chamar atenção, claro. O problema é que nome conhecido segura estreia, não segura grade inteira.
E tem mais. Procedurais costumam encontrar o próprio ritmo depois de um tempo, quando a dinâmica da equipe fica redonda. Duas temporadas podem parecer bastante no papel, mas para esse formato é pouco.
Os fãs compraram a briga
Nas redes, a reação veio em duas frentes. A primeira foi da base que seguiu Melissa Roxburgh depois de Manifest. A segunda, do público que gosta de série policial clássica, com caso da semana e equipe fixa.
A bronca faz sentido. Esse tipo de série não depende só de um mistério grande; depende de rotina. Quando a engrenagem começa a encaixar, vem o cancelamento.
Também apareceu a velha campanha por resgate em streaming. É um movimento previsível, mas nem sempre funciona. Para uma plataforma topar a conta, a série precisa mostrar fôlego fora da TV linear.
Em outras palavras: barulho de fã ajuda, mas não resolve sozinho.
O que assistir agora no lugar
Se o apelo de The Hunting Party era a mistura de investigação, suspense e elenco carismático, há opções mais firmes no catálogo brasileiro. Algumas até conversam direto com o público que foi atrás da série por causa de Melissa Roxburgh.
| Série | Plataforma no Brasil | Perfil | Por que lembra |
|---|---|---|---|
| Manifest | Netflix | Mistério serializado | Tem Melissa Roxburgh e aposta forte no gancho de episódio |
| The Blacklist | Netflix | Crime procedural | Criminosos perigosos, operação especial e ritmo de rede aberta |
| Will Trent | Disney+ | Investigação policial | Procedural mais afiado, com protagonista mais marcante |
| Criminal Minds: Evolução | Disney+ | Perfis criminais | Equipe especializada e casos mais sombrios |
Se a sua entrada foi Melissa Roxburgh, o caminho natural continua sendo Manifest. Agora, se a graça estava na caça a criminosos da semana, The Blacklist e Will Trent entregam melhor.
The Hunting Party segue associada ao Globoplay no Brasil, enquanto a Universal tenta decidir se ainda existe jogo fora da NBC. Se nenhum streaming comprar essa ideia, a série vai parar exatamente no momento em que procedurais costumam começar a funcionar de verdade.