Supergirl em O Homem do Amanhã: A peça que faltava

Por Rafael Duarte 01/07/2026 às 12:31 5 min de leitura
Supergirl em O Homem do Amanhã: A peça que faltava
5 min de leitura

Milly Alcock já tratou a volta de Kara Zor-El como algo maior do que uma participação rápida. Ao falar sobre O Homem do Amanhã (Man of Tomorrow), a atriz deixou claro que a Supergirl segue no centro do novo Universo DC de James Gunn, agora dividindo espaço com Superman, Lex Luthor e Brainiac.

Resumo rápido

  • Milly Alcock comentou o retorno de Supergirl em O Homem do Amanhã
  • As filmagens principais começaram em abril de 2026
  • Brainiac será o vilão central contra Superman e Lex Luthor

A estrela de A Casa do Dragão (House of the Dragon) também destacou que o clima no set é diferente do vivido em Supergirl. E não parou aí: ela elogiou David Corenswet, Nicholas Hoult, Alan Tudyk e Lars Eidinger, o núcleo que deve segurar a próxima fase da DC no cinema.

Quem Milly Alcock colocou no radar

O comentário de Milly não foi só fofoca de bastidor. Ele ajuda a desenhar o tamanho da personagem dentro do DCU. Depois de aparecer em Superman, ganhar filme próprio em 2026 e voltar tão cedo, Kara já não parece uma heroína lateral.

Isso faz diferença. O antigo DCEU vivia tropeçando justamente na falta de continuidade. James Gunn está indo para o lado oposto: personagens entram e retornam rápido, sem aquele limbo de anos entre um filme e outro.

Ficha técnica O Homem do Amanhã
Título original Man of Tomorrow
Tipo Filme
Universo Universo DC
Direção James Gunn
Roteiro James Gunn
Estúdio DC Studios / Warner Bros. Pictures
Gênero Super-herói, ação, ficção científica
Status Em produção
Início das filmagens Abril de 2026
Lançamento previsto 2027
Superman / Clark Kent David Corenswet
Lex Luthor Nicholas Hoult
Supergirl / Kara Zor-El Milly Alcock
Gary, o robô Alan Tudyk
Brainiac Lars Eidinger
Vilão central Brainiac
David Corenswet como Superman ao lado de Nicholas Hoult como Lex Luthor em arte promocional de O Homem do Amanhã
David Corenswet como Superman ao lado de Nicholas Hoult como Lex Luthor em arte promocional de O Homem do Amanhã (Reprodução)

Superman e Lex no mesmo lado

Essa é a parte mais curiosa do projeto. O Homem do Amanhã vai juntar Superman e Lex Luthor contra Brainiac. Sim, herói e arqui-inimigo dividindo o mesmo tabuleiro.

Funciona? No papel, sim. Lex sempre rende melhor quando entra na história como ameaça racional, não só como bilionário surtado de laboratório. Colocá-lo ao lado do Superman, mesmo que por interesse próprio, abre um conflito melhor do que pancadaria vazia.

Nicholas Hoult e David Corenswet já formam uma dupla importante para esse DCU. Se o filme acertar a tensão entre os dois, Gunn ganha um motor dramático que a DC passou anos tentando construir sem sucesso.

Alan Tudyk como Gary, o robô, entra como peça estranha desse quebra-cabeça. Lars Eidinger, por sua vez, assume Brainiac, um vilão que os fãs pedem há muito tempo em live-action grande de cinema.

Brainiac finalmente sai do quase

Brainiac não é um vilão qualquer do catálogo da DC. Ele mexe com invasão, tecnologia e escala cósmica. Em outras palavras: é o tipo de ameaça que obriga o DCU a crescer de verdade.

Por isso a volta da Supergirl pesa tanto. Kara costuma funcionar bem quando a história encosta em destruição planetária, herança kryptoniana e perda. Brainiac junta tudo isso numa tacada só.

James Gunn parece ter entendido uma coisa básica: não adianta falar em universo compartilhado se cada filme vive isolado. O Homem do Amanhã puxa Superman, mantém Supergirl em circulação e já aponta para retornos em 2027.

É um desenho bem mais claro do que o antigo modelo da DC. Naquela fase, filmes anunciavam mundos enormes e mal conseguiam sustentar o próprio roteiro. Aqui, pelo menos, os personagens estão conversando entre si desde cedo.

Onde o filme entra na linha do tempo do DCU

A ordem faz sentido. Superman abriu a porta em 2025. Supergirl ampliou esse núcleo em 2026. Agora, O Homem do Amanhã aparece como próxima grande etapa do plano de Gunn, não como apêndice.

Isso ajuda até quem não acompanha quadrinhos. Você não precisa decorar vinte personagens para entender a lógica: Superman estabelece o mundo, Supergirl ganha peso e Brainiac surge como teste real de escala para esse universo.

A DC mantém essa construção como espinha dorsal do selo em seu site oficial. No papel, é o tipo de organização que a Marvel transformou em rotina e a DC quase nunca conseguiu repetir.

Sem streaming no Brasil por enquanto

O Homem do Amanhã ainda não está disponível no Brasil porque segue em produção. As filmagens começaram em abril de 2026, e a previsão de lançamento ficou para 2027, primeiro nos cinemas.

Até aqui, não há plataforma confirmada no país nem detalhe sobre dublagem em português. O dado concreto é outro: Milly Alcock voltou cedo, Brainiac finalmente entrou no jogo e James Gunn já amarrou Superman, Lex e Supergirl no mesmo filme. Se isso vai virar o melhor acerto do novo DCU ou mais um plano grande demais, 2027 responde.

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