Como Rey quase foi outra atriz em Star Wars

Por Rafael Duarte 23/06/2026 às 02:31 5 min de leitura
Como Rey quase foi outra atriz em Star Wars
5 min de leitura

Olivia Cooke revelou que fez teste para viver Rey antes de Star Wars: O Despertar da Força, passou por mais de uma audição e saiu com uma memória bem menos glamourosa do que o fã imagina. A atriz resumiu sem rodeios: foi mal. A fala parece só curiosidade de bastidor, mas mexe com um papel que carregava o futuro inteiro de Star Wars nas costas.

Resumo rápido

  • Olivia Cooke fez audições em Los Angeles e com J.J. Abrams
  • A atriz disse que foi “péssima” e elogiou a escolha de Daisy Ridley
  • Lucasfilm ainda desenvolve Star Wars: Nova Ordem Jedi com Rey

O teste que Olivia Cooke não esqueceu

Cooke contou que participou de mais de uma etapa do processo para Rey. Houve uma audição em Los Angeles e outra já com J.J. Abrams, que dirigiria Star Wars: O Despertar da Força.

Não saiu com a clássica história de “quase consegui”. Foi o contrário. A própria atriz tratou a experiência com um nível raro de honestidade.

“Fui péssima. Realmente muito ruim.”

Ela também reconheceu que Daisy Ridley era a escolha certa. Isso importa porque tira a revelação do campo da amargura e coloca no lugar certo: bastidor de casting grande, competitivo e brutal.

Perder um teste desses significa pouca coisa? Em talento, quase nada. Em franquia, tudo depende de encaixe.

Como Rey quase foi outra atriz em Star Wars — foto de divulgação
Como Rey quase foi outra atriz em Star Wars — foto de divulgação (Reprodução)

Rey era mais do que um papel principal

Quando a Lucasfilm procurava a nova protagonista, não estava só escalando uma heroína. Estava escolhendo o novo rosto da saga depois da trilogia clássica e das prequels.

Isso muda o tamanho da cobrança. A atriz precisava convencer em cena, funcionar em close, vender aventura, segurar drama e ainda bancar anos de franquia pela frente.

Cooke hoje é um nome forte por A Casa do Dragão, série disponível na Max no Brasil com dublagem. Ainda assim, um teste perdido em Star Wars não soa estranho nem para ator veterano.

Grandes franquias funcionam assim. Às vezes não é sobre ser melhor. É sobre ter a química certa, a energia certa e o tom que o estúdio quer naquele momento.

Daisy Ridley virou esse rosto em três filmes: Star Wars: O Despertar da Força, Star Wars: Os Últimos Jedi e Star Wars: A Ascensão Skywalker. Goste ou não da trilogia, Rey ficou marcada na cultura pop.

Por que a escolha de Daisy Ridley fazia sentido

Ridley entrou em Star Wars como uma presença nova. Isso ajudou bastante.

Rey precisava passar descoberta, impulso e mistério ao mesmo tempo. Em O Despertar da Força, a personagem praticamente apresenta uma nova era da saga. Se o centro não funciona, o resto desaba.

Cooke perceber isso hoje dá ainda mais peso à história. Não é o relato de alguém tentando reescrever o passado. É o oposto: uma atriz de prestígio olhando para trás e dizendo que a decisão final acertou.

Também desmonta uma fantasia comum de internet. Nem todo “quase foi escalado” virou injustiça histórica. Às vezes o papel encontrou mesmo a pessoa certa.

Daisy Ridley como Rey em cena de Star Wars: O Despertar da Força, segurando o sabre de luz
Daisy Ridley como Rey em cena de Star Wars: O Despertar da Força, segurando o sabre de luz (Reprodução)

O próximo capítulo de Rey ainda está em aberto

A fala de Cooke puxa outra conversa: Rey continua nos planos da Lucasfilm. O projeto mais associado à personagem hoje é Star Wars: Nova Ordem Jedi (Star Wars: New Jedi Order).

O nome segue tratado como provisório. E esse detalhe importa, porque mostra o estágio do projeto: a ideia existe, mas o filme ainda busca forma definitiva.

Item Dado confirmado
Título usado até aqui Star Wars: Nova Ordem Jedi (Star Wars: New Jedi Order)
Personagem no centro Rey
Atriz ligada ao projeto Daisy Ridley
Estúdio Lucasfilm
Status Projeto em desenvolvimento

Quem quiser acompanhar os anúncios oficiais pode ficar de olho no site oficial de Star Wars. Por enquanto, o movimento é esse: a personagem não foi abandonada, mas a volta dela ainda não virou filme concreto na mesma velocidade que o fandom esperava.

O que fica dessa história

O relato de Olivia Cooke humaniza um processo que muita gente trata como matemática. Não é. Teste para franquia desse tamanho envolve timing, direção de elenco, leitura da personagem e plano de longo prazo.

Tem também um detalhe divertido aí. Hoje, vendo Cooke em A Casa do Dragão, dá para imaginar uma versão alternativa de Star Wars com outra energia para Rey. Funcionaria? Talvez. Mas seria outra personagem.

Enquanto isso, a versão que o público conhece segue intacta. Daisy Ridley virou o rosto da era sequencial, e nem uma revelação curiosa de bastidor muda isso.

Rey segue no Disney+ enquanto o novo filme patina

No Brasil, os três filmes da trilogia de Rey estão no Disney+, com dublagem em português. É ali que a discussão volta sempre: rever a personagem ajuda a entender por que a Lucasfilm ainda insiste nela.

Já Olivia Cooke pode ser vista na Max, também com opção de dublagem, em A Casa do Dragão. O estranho dessa história não é ela ter perdido o papel. É Rey seguir central para Star Wars tantos anos depois, enquanto Nova Ordem Jedi ainda parece mais promessa de bastidor do que filme de verdade.

Trailer