Guerra de influência ganha força em A Casa do Dragão

Por Marina Costa 16/06/2026 às 11:31 5 min de leitura
Guerra de influência ganha força em A Casa do Dragão
5 min de leitura

A Casa do Dragão (House of the Dragon) já deixou claro qual deve ser a virada da 3ª temporada: menos vantagem automática de dragão e mais guerra de influência. O nome novo nesse tabuleiro é Ormund Hightower, vivido por James Norton, enquanto Aemond Targaryen entra numa fase mais calculista, mais pressionada e, por isso mesmo, mais perigosa.

Resumo rápido

  • James Norton vive Ormund Hightower na 3ª temporada
  • Ryan Condal compara Ormund a Tywin Lannister
  • Aemond reage à ascensão dos dragonseeds

Essa comparação com Tywin Lannister chama atenção rápido. Só que ela funciona mais como atalho dramático do que como cópia de personagem.

Em vez de repetir um Tywin 2.0, a série parece usar Ormund para reforçar algo que sempre fez esse universo funcionar: dragão assusta, mas dinheiro, exército e nome de casa continuam decidindo muita coisa.

Quem é Ormund Hightower na 3ª temporada

Nos livros de Fogo & Sangue, Ormund Hightower existe mais como peça histórica do que como personagem aprofundado. A TV tem espaço para mexer nisso.

Ryan Condal já definiu o papel dele com uma frase curta e muito clara:

“O Tywin Lannister deste mundo.”

Não é pouca coisa. Tywin, em Game of Thrones, era a figura que entrava numa sala e mudava o peso da conversa sem sacar espada.

Com Ormund, o desenho parece parecido. Ele chega como um senhor com poder econômico, força militar e presença política suficiente para virar um problema real dentro da guerra.

Aemond Targaryen montado em Vhagar sobre um campo de batalha escuro, com expressão fria e tensa
Aemond Targaryen montado em Vhagar sobre um campo de batalha escuro, com expressão fria e tensa (Reprodução)
Ficha técnica Detalhe
Título no Brasil A Casa do Dragão
Título original House of the Dragon
Formato Série
Showrunner Ryan Condal
Base literária Fogo & Sangue, de George R. R. Martin
Universo Game of Thrones
Plataforma no Brasil Max
Gênero Fantasia épica, drama político, guerra
Elenco citado James Norton e Ewan Mitchell
Status 3ª temporada em desenvolvimento avançado

Não é sobre copiar Tywin Lannister

A comparação tem utilidade porque o público entende o arquétipo na hora. Tywin era poder feudal na forma mais fria possível.

Ormund deve ocupar esse espaço dentro da Casa Hightower. Menos explosão emocional. Mais cálculo.

Também vale segurar a empolgação com uma leitura literal. Quando Condal fala em riqueza, exército e até dragão, o recado principal é o tamanho da ameaça, não uma ficha de RPG jogada na mesa.

Faz sentido. A série precisa de um novo centro de gravidade político, e Ormund parece entrar exatamente para isso.

Otto Hightower sempre operou como cérebro do bloco verde. Alicent carrega o peso moral e familiar. Ormund, se a série acertar a mão, pode ser a peça que transforma influência em força de campo.

Aemond perde a folga que tinha

Do outro lado, Aemond Targaryen continua central. Só que agora o terreno mudou.

A ascensão dos dragonseeds, descendentes valirianos capazes de montar dragões, bagunça a vantagem que ele tinha no ar. Vhagar continua monstruosa, mas já não resolve tudo sozinha.

Isso empurra Aemond para um lugar mais interessante. Ele volta menos soberano e mais reativo.

Segundo o que já foi adiantado sobre a temporada, o personagem entra numa fase com mais clareza, mais desespero e mais estratégia. Tradução simples: um antagonista que pensa mais, mas também pode errar mais feio.

Ewan Mitchell já fazia de Aemond uma presença desconfortável em cena. Se a 3ª temporada realmente puxar esse lado mais cru e mais impaciente, o personagem pode ficar ainda melhor.

É boa notícia. A Casa do Dragão cresce quando o conflito deixa de ser só “quem tem o maior dragão” e vira disputa por legitimidade, recurso e medo.

Por que a 3ª temporada pode ficar mais política e mais cruel

Esse é o ponto mais forte do movimento. Ormund sobe o peso da Casa Hightower, enquanto Aemond perde margem de controle.

Uma coisa puxa a outra. Quando a vantagem militar já não basta, alianças valem mais. E alianças em Westeros quase sempre cobram sangue depois.

Na prática, a 3ª temporada tem chance de ficar menos dependente do espetáculo imediato e mais próxima do melhor Game of Thrones: gente poderosa tentando sobreviver numa mesa onde todo mundo mente bem.

Se a série conseguir aprofundar Ormund sem transformá-lo só em “novo Tywin”, acerta em cheio. O risco existe, claro. Comparação grande demais às vezes vira armadilha.

Mas o material bruto é bom. James Norton tem presença para vender autoridade, e Aemond já entra pronto para reagir de forma cada vez mais torta.

Na Max, A Casa do Dragão ganha outra guerra

No Brasil, as duas primeiras temporadas seguem disponíveis na Max, com opções de dublagem e legendas em português. A página oficial da série continua ativa no site da HBO.

Quem quiser revisar o tabuleiro antes da nova fase já consegue fazer isso agora. A dúvida boa é outra: quando Ormund entrar de vez no jogo, Aemond vai continuar sendo o nome mais temido da série ou vai descobrir que, em Westeros, o poder mais perigoso nem sempre vem do céu?

Trailer