Obsessão (Obsession) estreou nos cinemas brasileiros em 14/05/2026 e já saiu com um selo que terror quase nunca ganha: A- no CinemaScore. Para um gênero que costuma apanhar na reação imediata do público, isso diz bastante sobre a força do filme — e sobre o boca a boca que pode vir agora.
Terror com nota alta na saída da sessão? Aí tem assunto.
Dirigido e escrito por Curry Barker, o longa mistura romance doentio, horror psicológico e body horror. A história acompanha um jovem que usa o sobrenatural Salgueiro dos Desejos para fazer a garota por quem é obcecado se apaixonar por ele. Claro que dá errado. E dá errado feio.
Ficha rápida de Obsessão
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Título original | Obsession |
| Título no Brasil | Obsessão |
| Direção e roteiro | Curry Barker |
| Elenco principal | Michael Johnston, Inde Navarrette, Cooper Tomlinson, Megan Lawless e Andy Richter |
| Gênero | Terror, suspense, romance sombrio, horror psicológico |
| Estreia no Brasil | 14/05/2026 |
| Exibição no Brasil | Cinemas |
| Recepção do público | A- no CinemaScore |
| Destaque em festival | Grande Prêmio do Público no Festival de Cinema da Catalunha |
| Avisos de conteúdo | Violência sangrenta e extrema, imagens sinistras, conteúdo sexual, linguagem forte e breve nudez gráfica |
O CinemaScore mede a reação do público logo após a sessão. Não é termômetro perfeito de qualidade. Mas é ótimo para entender impacto imediato.
E no terror esse impacto costuma ser cruel. Muita gente entra esperando susto tradicional, sai com algo mais estranho ou pesado e derruba a nota. Por isso, um A- foge do padrão.
Por que um A- quase não aparece no terror
Filme de terror costuma viver entre a aprovação apaixonada dos fãs e a rejeição do público casual. Um ama o gore. Outro odeia. Um compra o desconforto. Outro sai irritado. Resultado: a média geralmente cai.
Obsessão parece ter atravessado essa barreira. Isso sugere duas coisas. Primeiro, o conceito funciona de cara. Segundo, o filme não depende só de choque barato para segurar a atenção.
Também ajuda o fato de ele vender uma ideia fácil de entender. Amor obsessivo, artefato sobrenatural e consequência grotesca. É quase um conto moral de namoro tóxico, mas coberto de sangue.
Esse tipo de mistura costuma lembrar filmes como Pearl, Hereditário e O Homem Invisível, cada um por um motivo. Não porque sejam iguais. Mas porque todos usam trauma, desejo e controle como combustível do horror.
O romance vira pesadelo rápido
Na tela, Michael Johnston interpreta Bear, o rapaz que recorre ao Salgueiro dos Desejos para manipular o amor de Nikki, vivida por Inde Navarrette. Quando a relação nasce de um atalho sobrenatural, o resto já vem contaminado.
O filme não parece interessado em ser fofinho nem irônico. A pegada é mais suja. Mais desconfortável. Menos “terror adolescente de susto” e mais espiral de culpa, posse e mutilação emocional — às vezes literal.
Essa é a combinação que pode explicar a resposta forte do público. O filme tem um gancho quase pop, mas entrega imagens agressivas e um romance venenoso. Quem entra só pelo conceito amoroso tende a encontrar algo bem mais ácido.
Curry Barker ainda não é um nome gigante para o público geral, mas esse tipo de recepção ajuda a mudar isso rápido. Festival ajuda. CinemaScore ajuda mais ainda. Especialmente para um terror independente que precisa convencer na conversa de corredor.
Não é terror para qualquer sessão de domingo
Tem um detalhe importante: a descrição de conteúdo já entrega o nível da brincadeira. Violência sangrenta extrema, imagens perturbadoras, conteúdo sexual e nudez breve. Não é aquele terror para ver distraído comendo pipoca doce.
Quem curte body horror deve achar prato cheio. Quem tem estômago mais fraco talvez saia reclamando — o que torna essa nota ainda mais curiosa. Normalmente, filmes assim apanham na avaliação popular. Aqui, o público comprou a viagem.
Isso pode empurrar Obsessão para além da bolha do fã de terror. Não como fenômeno de massa, claro. Mas como aquele indie estranho que cresce porque muita gente sai dizendo a mesma coisa: “é pesado, mas funciona”.
Em cartaz no Brasil desde 14 de maio
No Brasil, Obsessão está em exibição nos cinemas desde 14/05/2026. Até agora, não há indicação de lançamento em streaming no catálogo brasileiro, então o circuito teatral é a única opção.
A dublagem em português também não foi confirmada amplamente para o lançamento nacional. Na prática, isso significa checar sessão por sessão na sua cidade. Em redes maiores, a tendência é encontrar pelo menos opções legendadas.
Para quem gosta de terror psicológico com romance tóxico no centro, o filme chega com um argumento raro: o público aprovou de verdade. A pergunta agora é outra. Esse A- vai segurar Obsessão nas próximas semanas ou o Brasil vai tratar o filme como curiosidade de estreia?