Os Mercenários vai ganhar um spin-off feminino, e desta vez o projeto saiu do limbo. Expendabelles voltou ao jogo com apoio da Lionsgate, ambientação no fim dos anos 1990 e a missão bem clara de reinventar uma franquia que cansou em Expend4bles. Abaixo, o que já foi confirmado e o que essa aposta pode mudar para quem acompanha ação no Brasil.
É uma ideia antiga, mas não a mesma tentativa de anos atrás. A versão anterior foi engavetada por problemas de história. Agora, o pacote reaparece com Eclectic Pictures e Hollywood Ventures Group, apresentado em Cannes como origem de uma equipe feminina de operativas de elite.
| Ficha rápida | Detalhe confirmado |
|---|---|
| Título | Expendabelles |
| Tipo | Spin-off cinematográfico de Os Mercenários |
| Status | Em desenvolvimento |
| Produtoras | Eclectic Pictures e Hollywood Ventures Group |
| Apoio | Lionsgate |
| Ambientação | Fim dos anos 1990, durante a tensão do Y2K |
| Função na franquia | História de origem de uma equipe feminina de elite |
| Franquia-mãe | Os Mercenários (The Expendables) |
O que já existe de fato
A confirmação mais importante é simples: Expendabelles não é rumor, nem papo de desenvolvimento eterno. O filme está ativo, tem produtoras definidas e conta com a Lionsgate por trás, depois de o estúdio assumir os direitos da franquia no fim de 2025.
Também já existe uma direção criativa. A trama se passa no fim dos anos 1990, em plena paranoia do Y2K, aquele medo global de pane tecnológica na virada do milênio. Não é detalhe pequeno. Isso dá ao spin-off uma cara visual diferente da linha principal.
Falta o básico que costuma vender anúncio grande: elenco, direção e roteiro assinados publicamente. Mas a proposta narrativa já está na mesa. Em vez de colocar só mais um time em campo, o filme quer contar a formação dessa equipe dentro do universo de Os Mercenários.

A marca cansou, e a Lionsgate sabe disso
Não adianta fingir que a franquia vinha embalada. Expend4bles, lançado em 2023, foi o pior momento da série em crítica e bilheteria. A página do filme no Rotten Tomatoes mostra bem como a recepção desabou.
Quando uma marca de ação vive de nostalgia e começa a perder até esse gás, o caminho mais óbvio é mexer na fórmula. Foi o que a Lionsgate escolheu fazer. Menos dependência de astros masculinos envelhecidos, mais chance de abrir universo com outro recorte.
Funciona automaticamente? Claro que não. Trocar o elenco sem trocar a ideia nunca resolve muita coisa. O spin-off só faz sentido se vier com identidade própria, e não como “Os Mercenários, só que com mulheres”.
Existe mercado para isso. Basta olhar para títulos como Ballerina, The Old Guard e Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa. Todos venderam ação feminina com personalidade mais definida do que simples reaproveitamento de marca.
| Filme | Recorte | Plataforma no Brasil | O que Expendabelles precisa aprender |
|---|---|---|---|
| Ballerina | Spin-off feminino de franquia de ação | A definir após o cinema | Ter estilo próprio, não viver só de ligação com a saga principal |
| The Old Guard | Equipe de guerreiras com apelo global | Netflix | Construir elenco com química e mitologia clara |
| Aves de Rapina | Ação feminina com identidade visual forte | Catálogo varia por janela | Assumir tom e estética sem pedir desculpa |
| As Panteras | Time feminino em missão | Catálogo varia por janela | Evitar cara de produto montado em reunião |

Y2K pode ser a melhor ideia do pacote
Entre tudo que foi revelado, a ambientação talvez seja o detalhe mais esperto. Fim dos anos 1990 significa moda exagerada, tecnologia analógica encostando no digital e tensão geopolítica com outra textura. Isso pode afastar o projeto da cara genérica de ação de streaming.
Mas será que só o visual segura? Não. O ganho real está em usar esse período para justificar a origem da equipe. Missões mais físicas, menos satélite em tempo real, mais improviso e menos tela verde. Para uma franquia que sempre vendeu porrada bruta, combina.
Também existe um lado comercial aí. A era Y2K virou atalho de marketing em música, moda e cinema. Se o filme souber usar essa nostalgia sem virar fantasia de carnaval, já nasce com um diferencial que Expend4bles claramente não tinha.
Sem elenco ainda, mas os nomes óbvios já estão rondando
Nenhuma atriz foi anunciada até agora. Mesmo assim, a conversa de mercado já aponta para um tipo de escalação bem claro: estrelas de ação com peso geracional. Linda Hamilton, Sigourney Weaver, Uma Thurman, Michelle Yeoh, Angelina Jolie e Halle Berry são nomes que encaixam fácil nesse imaginário.
Nem todas fariam sentido juntas. Nem todas topariam. Mas a lógica é essa. Expendabelles precisa vender legado, presença e fisicalidade logo no primeiro pôster. Sem um elenco desse tamanho, o projeto corre o risco de parecer só uma marca reciclada.
Tem outra dúvida prática: cinema ou streaming? Hoje, o filme ainda não teve janela de lançamento definida. A Lionsgate apoia o desenvolvimento, mas não há confirmação pública sobre distribuição global, data ou modelo de estreia.
Na Netflix, a franquia segue viva no Brasil
Enquanto o spin-off não ganha elenco nem calendário, os quatro filmes de Os Mercenários seguem disponíveis na Netflix no Brasil, de acordo com o catálogo citado na apuração. Para quem quiser refrescar a memória, está tudo lá: do original de 2010 até Expend4bles.
Esse é o cenário hoje. A franquia ainda existe, mas precisa provar que tem combustível fora da nostalgia de Stallone, Statham e companhia. Um time feminino no papel é uma boa virada. Na tela, depois do último tropeço, a pergunta continua aberta: alguém ainda quer entrar nessa missão?