Twinless – Um Gêmeo a Menos
Filme

Twinless – Um Gêmeo a Menos

★ 7.3 2025 1h 40m 16 Comédia · Drama

Roman (Dylan O'Brien) é um operário de Portland, Oregon, que perdeu o irmão gêmeo Rocky em um acidente de carro recente. Hetero, fechado emocionalmente, Roman não consegue lidar com o luto sozinho — Rocky era seu oposto em tudo, especialmente…

Diretor
James Sweeney
Elenco
Dylan O'Brien, James Sweeney, Aisling Franciosi
Produção
TPC, Permut Presentations
Origem
EUA
Título original
Twinless

Sinopse

Roman (Dylan O'Brien) é um operário de Portland, Oregon, que perdeu o irmão gêmeo Rocky em um acidente de carro recente. Hetero, fechado emocionalmente, Roman não consegue lidar com o luto sozinho — Rocky era seu oposto em tudo, especialmente por ter sido abertamente gay. Por sugestão da terapeuta, Roman se inscreve num grupo de apoio para gêmeos sobreviventes da morte do irmão.

Lá ele conhece Dennis (James Sweeney), nerd irônico que também perdeu o gêmeo. As biografias parecem espelhadas, mas invertidas: Dennis é gay, e o irmão que ele perdeu era hetero. Os dois homens, completamente diferentes em personalidade, formam amizade improvável que cresce rápido. Quando Roman conhece Marcie (Aisling Franciosi), colega exuberante de Dennis, segredos do passado começam a emergir e o que parecia luto compartilhado revela camada mais sombria.

Dirigido e escrito por James Sweeney, Twinless: Um Gêmeo a Menos estreou no Festival de Sundance em janeiro de 2025 — onde venceu o Prêmio do Público e o Prêmio Especial do Júri de melhor atuação para Dylan O'Brien.

Análise — Notícias Flix

8.4
de 10

Twinless: Um Gêmeo a Menos é o tipo de filme que prova que o cinema independente americano ainda tem fôlego depois da era Sundance dos anos 2010. James Sweeney, em sua segunda longa após Straight Up (2019), entrega aqui uma comédia negra psicológica sobre luto, identidade e os limites da empatia entre desconhecidos — material que poderia facilmente cair em piegas sentimental, mas que Sweeney sabe manter em registro afiado de ironia controlada.

A maior conquista do filme é a performance dual de Dylan O'Brien. O ator, conhecido por Maze Runner e American Assassin, vive aqui dois personagens completamente diferentes: Roman, o gêmeo sobrevivente fechado e emocionalmente reprimido, e Rocky, o irmão morto que aparece em flashbacks e cujas escolhas estéticas e comportamentais eram opostas — gay assumido, vestindo cores pastéis, expressivo. O Prêmio Especial do Júri de Sundance que ele recebeu "por interpretar dois papéis em uma única performance corajosa" não é exagero. O ator do Wolf Pack na Teen Wolf finalmente teve material à altura.

Sweeney como Dennis funciona como contrapeso. Ele constrói o personagem como nerd cinéfilo irônico — alguém cuja inteligência verbal é máscara para vulnerabilidade que ele não admite. A química com O'Brien é o coração do filme, e a relação que se desenvolve entre Roman e Dennis tem complexidade que poucos roteiros americanos recentes acertam. Aisling Franciosi (vinda de O Sino do Inferno e A Pena Negra) entra como elemento desestabilizador na segunda metade, levando o filme para território imprevisível.

A direção de Sweeney equilibra duas linguagens — comédia escolar de enredo e drama de luto profundo — sem que nenhuma das duas vença sobre a outra. O ritmo de 100 minutos é justo, com reviravoltas que aparecem na hora certa. A fotografia de Greg Cotten captura Portland em luz cinzenta sufocante apropriada ao tom interno dos personagens. A trilha sonora coreana de Jung Jae-il (compositor de Parasita, de Bong Joon-ho) sustenta tensão emocional inesperada para um filme indie americano.

97% no Rotten Tomatoes (sobre 110 críticas), 79 no Metacritic, CinemaScore A, três prêmios em Sundance — recepção crítica e popular alinhada que é raríssima no cinema autoral americano contemporâneo. Para fãs de cinema independente queer no estilo de Brokeback Mountain, Beautiful Thing ou Toda Vez Que a Gente Diz Adeus, é programa obrigatório. Para quem busca comédia americana com profundidade dramática, é descoberta da temporada 2025.

Pontos fortes

  • Dylan O'Brien em performance dual premiada em Sundance — papel que define carreira
  • Sweeney como Dennis sustenta nerd cinéfilo irônico com vulnerabilidade real
  • Trilha de Jung Jae-il (Parasita, de Bong Joon-ho) sustenta tensão emocional
  • Equilíbrio raro entre comédia escolar e drama de luto profundo
  • Aisling Franciosi como Marcie leva o filme para território imprevisível

Pontos fracos

  • Reviravolta da segunda metade exige fôlego emocional do espectador
  • Estrutura de comédia negra pode afastar quem busca drama convencional
  • Tom irônico em momentos de luto pode parecer frio para parte do público
  • Distribuição Lionsgate-Roadside limitada deixou o filme com alcance menor que merecia
  • Final ambíguo divide opinião sobre o que é conclusão verdadeira
Vale a pena se: Você curte cinema indie queer americano no estilo de A Vida em Si Mesma, Toda Vez Que a Gente Diz Adeus ou Estranha Forma de Vida, gosta de Dylan O'Brien em fase autoral, e topa uma comédia negra que mistura luto e identidade sexual sem cair em sentimentalismo.

Bilheteria

Orçamento
US$ 2 mi
Arrecadação mundial
US$ 1 mi
Retorno
0,7× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
James Sweeney
Fotografia
Greg Cotten
Trilha sonora
Jung Jae-il
Edição
Nikola Boyanov
Duração
100 min

Curiosidades sobre Twinless – Um Gêmeo a Menos

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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