Saneamento Básico, O Filme
Filme

Saneamento Básico, O Filme

"Se é para fazer, melhor fazer bem feito."

★ 7.1 2007 1h 52m 12 Comédia

Saneamento Básico, O Filme é o filme brasileiro de comédia de 2007 escrito e dirigido por Jorge Furtado (Houve Uma Vez Dois Verões, O Homem que Copiava). Foi distribuído pela Casa de Cinema de Porto Alegre em 5 de outubro…

Onde assistir
Diretor
Jorge Furtado
Elenco
Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga
Produção
Globo Filmes, Casa de Cinema de Porto Alegre
Origem
Brasil

Onde Assistir Saneamento Básico, O Filme no Brasil

Netflix
HBO Max
Globoplay
MUBI
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Telecine Amazon Channel
MUBI Amazon Channel

Sinopse

Saneamento Básico, O Filme é o filme brasileiro de comédia de 2007 escrito e dirigido por Jorge Furtado (Houve Uma Vez Dois Verões, O Homem que Copiava). Foi distribuído pela Casa de Cinema de Porto Alegre em 5 de outubro de 2007 e é um dos filmes brasileiros mais elogiados criticamente do final dos anos 2000. Sua premissa é absurdamente original — comunidade rural do interior gaúcho descobre que pode receber verba pública para fazer um filme, mas não para construir saneamento básico, e decide fazer o filme para ganhar dinheiro suficiente para construir a fossa que realmente precisa.

A história se passa na vila fictícia de Linha Cristal, comunidade rural italiana descendente no interior do Rio Grande do Sul. Marina (Fernanda Torres, vencedora do Globo de Ouro 2025 por Ainda Estou Aqui), professora local, descobre que a prefeitura tem verba para projetos culturais — incluindo cinema — mas não para infraestrutura. Junto com o marido Joaquim (Wagner Moura, Tropa de Elite, Narcos), ela mobiliza a comunidade para realizar um filme amador local em troca dos recursos. O projeto: um filme de monstro, que se chamará O Monstro. Mas a produção atrai problemas inesperados — desavenças entre vizinhos, ambições pessoais conflitantes e crise existencial sobre o que é fazer cinema.

O elenco coadjuvante é histórico do cinema brasileiro: Lázaro Ramos (O Pagador de Promessas) como Fabrício; Camila Pitanga (Linha Cruzada) como Silene; Bruno Garcia (A Grande Família) como Antônio; Tonico Pereira (Tropa de Elite) como o prefeito Aroldo; Janaína Kremer como a roteirista; e Paulo José (lendário ator brasileiro). A cinematografia ficou a cargo de Alex Sernambi. A trilha sonora é de Leo Henkin com referências à música caipira gaúcha.

Análise — Notícias Flix

8.0
de 10

Saneamento Básico, O Filme é uma das melhores comédias do cinema brasileiro dos anos 2000 — sátira sofisticada sobre cultura, política, e a relação entre arte e infraestrutura. Jorge Furtado, em seu sexto longa-metragem após Houve Uma Vez Dois Verões (2002) e O Homem que Copiava (2003), continua sua especialidade: comédia com camadas múltiplas que combina humor popular com inteligência crítica.

A aposta narrativa central é a metalinguagem. O filme é sobre fazer um filme — comunidade que descobre que pode receber verba pública para projeto cultural mas não para infraestrutura básica decide ironicamente fazer o filme para ganhar dinheiro para construir a fossa. A premissa é uma metáfora elegante da relação entre arte e necessidade material no Brasil — sociedade que prioriza cultura sobre saneamento, fenômeno real do governo federal brasileiro dos anos 2000 com Lei Rouanet e similares.

Fernanda Torres como Marina entrega performance característica. A atriz brasileira (filha de Fernanda Montenegro), em fase pré-Ainda Estou Aqui (Walter Salles, 2024, vencedora do Globo de Ouro 2025 por Melhor Atriz Drama), demonstra alcance cômico que poucos atores brasileiros conseguem. Marina é construída como professora frustrada, mãe carinhosa, mediadora comunitária — equilíbrio difícil que Fernanda Torres entrega com naturalidade.

Wagner Moura como Joaquim foi um dos primeiros papéis em filme nacional após o estouro com Tropa de Elite (José Padilha, 2007, mesmo ano). Moura tinha 31 anos durante as filmagens. Sua química com Fernanda Torres é uma das melhores casais de cinema brasileiro do final dos anos 2000. Lázaro Ramos como Fabrício, ambicioso aspirante a cineasta amador, é o destaque coadjuvante — combinando excentricidade com vulnerabilidade emocional.

A recepção foi excepcional. Mais de 220 mil espectadores nas salas brasileiras (modesto para padrão brasileiro mas considerável para filme indie de Jorge Furtado). Venceu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2008 em duas categorias — Melhor Filme e Melhor Direção. Foi exibido em festivais internacionais — Toronto Film Festival, San Sebastián, Mar del Plata. Foi indicado ao Goya espanhol de Melhor Filme Latino-Americano. No Brasil, é considerado clássico imediato — frequentemente exibido em sessões da Cinemark e na Globoplay. Disponível em Globoplay e Prime Video (incluído).

Bilheteria

Arrecadação mundial
US$ 773

Ficha técnica

Roteiro
Jorge Furtado
Fotografia
Jacob Solitrenick
Edição
Giba Assis Brasil
Duração
112 min

Curiosidades sobre Saneamento Básico, O Filme

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

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