Lisbela e o Prisioneiro
Filme

Lisbela e o Prisioneiro

★ 7.8 2003 1h 44m L Comédia · Romance

Lisbela e o Prisioneiro é o filme brasileiro de comédia romântica de 2003 dirigido por Guel Arraes (O Auto da Compadecida, Caramuru: A Invenção do Brasil) a partir de roteiro de Arraes, Pedro Bial e Jorge Furtado baseado na peça…

Diretor
Guel Arraes
Elenco
Selton Mello, Débora Falabella, Virginia Cavendish
Produção
Natasha Filmes, Estúdios Mega
Origem
Brasil

Sinopse

Lisbela e o Prisioneiro é o filme brasileiro de comédia romântica de 2003 dirigido por Guel Arraes (O Auto da Compadecida, Caramuru: A Invenção do Brasil) a partir de roteiro de Arraes, Pedro Bial e Jorge Furtado baseado na peça teatral homônima de Osman Lins, escrita em 1961 e premiada com o Prêmio Jabuti em 1965. Foi distribuído pela Sony Pictures Brasil em 10 de outubro de 2003 e é considerado um dos melhores filmes brasileiros do início dos anos 2000 — junto com Cidade de Deus (2002) e Tropa de Elite (2007).

A história se passa no Recife dos anos 1950 e acompanha Leléu (Selton Mello, Auto da Compadecida, A Dona do Pedaço), pequeno conquistador interiorano que se diz dublê e ator de cinema, percorrendo o sertão pernambucano em meio a uma série de aventuras amorosas. Quando ele chega a uma pequena cidade interiorana, conhece Lisbela (Débora Falabella, A Dona do Pedaço, Avenida Brasil), jovem moça idealista e apaixonada por cinema. A relação dos dois se complica quando o marido traído de Inaura (Virgínia Cavendish, anterior conquista de Leléu) — o assassino profissional Frederico Evandro (Marco Nanini, Comédia, Carga Pesada) — descobre as traições e parte em sua perseguição.

O elenco coadjuvante é histórico do cinema brasileiro: Bruno Garcia como Douglas, irmão crítico de Lisbela; Heloísa Périssé (Sai de Baixo) como uma das conquistas de Leléu; Aramis Trindade (Tropa de Elite, Carandiru); Mariana Lima (A Dona do Pedaço); Rogério Cardoso, ator pernambucano. A trilha sonora ficou a cargo de André Moraes e Jaques Morelenbaum, com músicas de forró e baião pernambucanos. A cinematografia ficou a cargo de Walter Carvalho (Central do Brasil, Cidade de Deus).

Análise — Notícias Flix

8.0
de 10

Lisbela e o Prisioneiro é uma das melhores comédias românticas do cinema brasileiro moderno — produção que combinou inteligência cinematográfica, raízes culturais regionais nordestinas e elenco extraordinário em equilíbrio difícil de replicar. Guel Arraes, em fase pós-O Auto da Compadecida (1999, sucesso colossal de cinema brasileiro), continuou explorando o universo cultural pernambucano com adaptação de Osman Lins (escritor pernambucano clássico do século 20).

A aposta narrativa central é a romance dual. Em vez de uma única história linear, Guel Arraes constrói o filme em duas tramas paralelas que convergem inevitavelmente: a corte de Leléu para Lisbela (comédia romântica leve) e a perseguição mortal de Frederico Evandro (suspense). A tensão entre os dois gêneros — comédia leve versus suspense violento — é o motor narrativo do filme. Resultado é estética única, comparável a Os Bons Companheiros (Scorsese, 1990) misturado com Cinema Paradiso (Tornatore, 1988).

Selton Mello como Leléu é a interpretação mais lembrada da carreira dele. O ator mineiro, em fase pós-O Auto da Compadecida, entrega Leléu como conquistador desbocado, mentiroso patológico e charme constantemente disponível. Sua química com Débora Falabella é um dos melhores casais de cinema brasileiro do século 21. Mello declarou em entrevistas que considera Leléu o personagem favorito da carreira dele — comparável apenas a Ninho de Cobras de Pina Bausch (sua interpretação de dança em Hamburg, 2005) em significado pessoal.

Marco Nanini como Frederico Evandro é o vilão memorável. O ator pernambucano, lendário da TV brasileira (Sai de Baixo, Caramuru), entrega o cangaceiro vingador como figura ambígua — assassino frio mas com código de honra rígido, vingador legítimo de adultério (em contexto cultural nordestino dos anos 50). A performance é considerada uma das melhores de Nanini no cinema, ao lado de Tropa de Elite.

A recepção foi excepcional. Mais de 3 milhões de espectadores nas salas brasileiras (top 5 de 2003 entre filmes nacionais), R$ 16 milhões de bilheteria. Venceu 3 prêmios no Grande Prêmio Cinema Brasil 2004 (Melhor Diretor, Roteiro Adaptado, Trilha Sonora) e foi selecionado para representar o Brasil no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2004 (não foi indicado). É considerado clássico imediato do cinema brasileiro — frequentemente exibido na Sessão da Tarde da Globo e em festivais internacionais de cinema. No Brasil, está disponível no Globoplay e Prime Video (incluído na assinatura).

Ficha técnica

Roteiro
Guel Arraes
Fotografia
Uli Burtin
Trilha sonora
Zéu Britto
Edição
Paulo Henrique Farias
Duração
104 min

Curiosidades sobre Lisbela e o Prisioneiro

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

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