O Impossível
Filme

O Impossível

"Nada é mais poderoso que o espírito humano."

★ 7.4 2012 1h 54m 12 Drama · História · Thriller

Tailândia, 26 de dezembro de 2004. A família Bennett — María (Naomi Watts), Henry (Ewan McGregor) e os três filhos pequenos Lucas (Tom Holland), Thomas e Simon — passa as férias de Natal num resort à beira-mar em Khao Lak.…

Diretor
J. A. Bayona
Elenco
Naomi Watts, Ewan McGregor, Tom Holland
Produção
Apaches Films, Telecinco Cinema
Origem
Espanha
Título original
The Impossible

Onde Assistir O Impossível no Brasil

Telecine Amazon Channel
Filmelier Plus Amazon Channel
Lionsgate+ Amazon Channels

Sinopse

Tailândia, 26 de dezembro de 2004. A família Bennett — María (Naomi Watts), Henry (Ewan McGregor) e os três filhos pequenos Lucas (Tom Holland), Thomas e Simon — passa as férias de Natal num resort à beira-mar em Khao Lak. Na manhã seguinte ao Natal, um terremoto submarino de magnitude 9.1 atinge o Oceano Índico. Minutos depois, ondas gigantescas se aproximam da costa.

O tsunami devasta tudo. O resort vira escombros em segundos. María e Lucas são arrastados juntos por quilômetros, agarrados a fragmentos de madeira. María sofre ferimentos graves, e Lucas, com 12 anos, precisa assumir a função adulta de manter os dois vivos. Em paralelo, Henry e os dois meninos menores estão separados deles. O caos pós-tsunami transforma a busca em jornada que atravessa hospitais lotados e listas de desaparecidos.

Dirigido por J. A. Bayona (O Orfanato), com roteiro de Sergio G. Sánchez, O Impossível é baseado na história real da família espanhola Belón-Álvarez. María Belón colaborou diretamente com a produção. O filme rendeu indicação ao Oscar de Naomi Watts.

Análise — Notícias Flix

8.0
de 10

O Impossível é um caso raro de cinema-catástrofe que se recusa a transformar tragédia em espetáculo. J. A. Bayona, em sua segunda longa-metragem após O Orfanato (2007), assume o tsunami do Oceano Índico de 2004 — um dos maiores desastres naturais da história moderna, com mais de 225 mil mortos — não como pano de fundo para ação heróica, mas como evento devastador cujo peso emocional é o que conduz toda a narrativa. O resultado é um dos melhores filmes europeus dos anos 2010.

A maior conquista do filme é a sequência do tsunami. Bayona se recusou a usar CGI computacional para a onda principal e construiu, junto com os engenheiros Pau Costa e Felix Berges, um tanque de água de 25x12x4 metros em Alicante, na Espanha, com mais de um milhão de litros. Naomi Watts e Tom Holland filmaram cinco semanas dentro do tanque, com câmeras subaquáticas e detritos reais sendo arremessados pela água. Watts ficou efetivamente presa debaixo d'água em um incidente técnico que ela descreveu como "aterrorizante". A textura física que se vê na tela — corpos golpeados por destroços, máscaras de água, gritos engasgados — é resultado disso, não de pós-produção.

Naomi Watts entrega o que pode ser sua melhor performance. Ela constrói María Bennett como mulher fisicamente despedaçada mas eticamente intacta — em meio à dor extrema, ela cuida do Lucas, salva uma criança desconhecida no caos, escolhe não desistir. A indicação ao Oscar de melhor atriz em 2013 (perdeu para Jennifer Lawrence em O Lado Bom da Vida) foi unânime. Tom Holland, em sua estreia em filme live-action — antes de virar Homem-Aranha pelo MCU em 2016 —, demonstra a presença emocional rara que o levaria à Marvel três anos depois. A audição dele, enviada como fita gravada, surpreendeu Bayona pela maturidade. Ewan McGregor, na metade paralela do filme, sustenta o pai cuja única motivação é a esperança de reencontro.

A escolha mais corajosa do roteiro de Sergio G. Sánchez foi manter a história real da família Belón-Álvarez como espinha dorsal. María Belón, mãe da família real, trabalhou diretamente com Sánchez no roteiro, exigindo fidelidade aos fatos. Apesar disso, houve crítica sobre a decisão de tornar a família europeia branca em vez de espanhola — escolha comercial que María Belón aceitou na época, mas que envelheceu como decisão duvidosa em retrospecto.

A trilha de Fernando Velázquez (parceiro de Bayona desde O Orfanato e futuro O Segredo de Marrowbone) sustenta o peso emocional sem chantagem. A fotografia de Óscar Faura captura paisagens devastadas de Phuket com olhar respeitoso. Faturou US$ 198 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 45 milhões. Foi recorde de bilheteria espanhola — superou Titanic no mercado nacional. Para fãs de drama-catástrofe sério (Voo, Capitão Phillips, 28 Anos Depois), é peça essencial.

Pontos fortes

  • Naomi Watts em performance que rendeu indicação ao Oscar de melhor atriz
  • Tom Holland em estreia em filme live-action prenuncia carreira Marvel
  • Sequência do tsunami filmada em tanque de 25x12x4m com 1 milhão de litros
  • Roteiro fiel à história real, com participação direta da María Belón
  • Trilha de Fernando Velázquez sustenta peso emocional sem chantagem

Pontos fracos

  • Decisão de transformar família espanhola em britânica branca recebeu críticas posteriores
  • Algumas sequências de hospital podem parecer excessivas para parte do público
  • Foco numa única família entre 225 mil mortos pode parecer reducionista
  • Tom Holland ainda em fase de aprendizado em alguns momentos dramáticos
  • Ritmo do segundo ato perde força entre busca e reencontro
Vale a pena se: Você curte cinema de catástrofe sério no estilo de Capitão Phillips, Patriots Day ou 33 Crianças Resgatadas, gosta de Naomi Watts em registro dramático, e topa um filme baseado em fatos reais sobre o tsunami de 2004 sem espetacularização gratuita.

Bilheteria

Orçamento
US$ 45 mi
Arrecadação mundial
US$ 198 mi
Retorno
4,4× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Sergio G. Sánchez
Fotografia
Óscar Faura
Trilha sonora
Fernando Velázquez
Edição
Elena Ruiz
Duração
114 min

Curiosidades sobre O Impossível

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

Galeria