Onde Assistir O Impossível no Brasil
Sinopse
Tailândia, 26 de dezembro de 2004. A família Bennett — María (Naomi Watts), Henry (Ewan McGregor) e os três filhos pequenos Lucas (Tom Holland), Thomas e Simon — passa as férias de Natal num resort à beira-mar em Khao Lak. Na manhã seguinte ao Natal, um terremoto submarino de magnitude 9.1 atinge o Oceano Índico. Minutos depois, ondas gigantescas se aproximam da costa.
O tsunami devasta tudo. O resort vira escombros em segundos. María e Lucas são arrastados juntos por quilômetros, agarrados a fragmentos de madeira. María sofre ferimentos graves, e Lucas, com 12 anos, precisa assumir a função adulta de manter os dois vivos. Em paralelo, Henry e os dois meninos menores estão separados deles. O caos pós-tsunami transforma a busca em jornada que atravessa hospitais lotados e listas de desaparecidos.
Dirigido por J. A. Bayona (O Orfanato), com roteiro de Sergio G. Sánchez, O Impossível é baseado na história real da família espanhola Belón-Álvarez. María Belón colaborou diretamente com a produção. O filme rendeu indicação ao Oscar de Naomi Watts.
Análise — Notícias Flix
O Impossível é um caso raro de cinema-catástrofe que se recusa a transformar tragédia em espetáculo. J. A. Bayona, em sua segunda longa-metragem após O Orfanato (2007), assume o tsunami do Oceano Índico de 2004 — um dos maiores desastres naturais da história moderna, com mais de 225 mil mortos — não como pano de fundo para ação heróica, mas como evento devastador cujo peso emocional é o que conduz toda a narrativa. O resultado é um dos melhores filmes europeus dos anos 2010.
A maior conquista do filme é a sequência do tsunami. Bayona se recusou a usar CGI computacional para a onda principal e construiu, junto com os engenheiros Pau Costa e Felix Berges, um tanque de água de 25x12x4 metros em Alicante, na Espanha, com mais de um milhão de litros. Naomi Watts e Tom Holland filmaram cinco semanas dentro do tanque, com câmeras subaquáticas e detritos reais sendo arremessados pela água. Watts ficou efetivamente presa debaixo d'água em um incidente técnico que ela descreveu como "aterrorizante". A textura física que se vê na tela — corpos golpeados por destroços, máscaras de água, gritos engasgados — é resultado disso, não de pós-produção.
Naomi Watts entrega o que pode ser sua melhor performance. Ela constrói María Bennett como mulher fisicamente despedaçada mas eticamente intacta — em meio à dor extrema, ela cuida do Lucas, salva uma criança desconhecida no caos, escolhe não desistir. A indicação ao Oscar de melhor atriz em 2013 (perdeu para Jennifer Lawrence em O Lado Bom da Vida) foi unânime. Tom Holland, em sua estreia em filme live-action — antes de virar Homem-Aranha pelo MCU em 2016 —, demonstra a presença emocional rara que o levaria à Marvel três anos depois. A audição dele, enviada como fita gravada, surpreendeu Bayona pela maturidade. Ewan McGregor, na metade paralela do filme, sustenta o pai cuja única motivação é a esperança de reencontro.
A escolha mais corajosa do roteiro de Sergio G. Sánchez foi manter a história real da família Belón-Álvarez como espinha dorsal. María Belón, mãe da família real, trabalhou diretamente com Sánchez no roteiro, exigindo fidelidade aos fatos. Apesar disso, houve crítica sobre a decisão de tornar a família europeia branca em vez de espanhola — escolha comercial que María Belón aceitou na época, mas que envelheceu como decisão duvidosa em retrospecto.
A trilha de Fernando Velázquez (parceiro de Bayona desde O Orfanato e futuro O Segredo de Marrowbone) sustenta o peso emocional sem chantagem. A fotografia de Óscar Faura captura paisagens devastadas de Phuket com olhar respeitoso. Faturou US$ 198 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 45 milhões. Foi recorde de bilheteria espanhola — superou Titanic no mercado nacional. Para fãs de drama-catástrofe sério (Voo, Capitão Phillips, 28 Anos Depois), é peça essencial.
Pontos fortes
- Naomi Watts em performance que rendeu indicação ao Oscar de melhor atriz
- Tom Holland em estreia em filme live-action prenuncia carreira Marvel
- Sequência do tsunami filmada em tanque de 25x12x4m com 1 milhão de litros
- Roteiro fiel à história real, com participação direta da María Belón
- Trilha de Fernando Velázquez sustenta peso emocional sem chantagem
Pontos fracos
- Decisão de transformar família espanhola em britânica branca recebeu críticas posteriores
- Algumas sequências de hospital podem parecer excessivas para parte do público
- Foco numa única família entre 225 mil mortos pode parecer reducionista
- Tom Holland ainda em fase de aprendizado em alguns momentos dramáticos
- Ritmo do segundo ato perde força entre busca e reencontro
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 45 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 198 mi
- Retorno
- 4,4× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Sergio G. Sánchez
- Fotografia
- Óscar Faura
- Trilha sonora
- Fernando Velázquez
- Edição
- Elena Ruiz
- Duração
- 114 min
Curiosidades sobre O Impossível
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Tom Holland em sua estreia em filme live-action
O Impossível foi a estreia de Tom Holland em filme live-action — quatro anos antes de ele ser escalado como Homem-Aranha pela Marvel em 2016. Ele enviou audição em fita para J. A. Bayona depois de carreira como protagonista do musical Billy Elliot no West End de Londres, e foi escolhido apesar de chegar tarde ao processo de casting.
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Filmado em tanque de 25x12x4 metros na Espanha
Bayona se recusou a usar CGI para a onda principal e construiu um tanque de 25x12x4 metros em Alicante, na Espanha, com mais de um milhão de litros de água. Naomi Watts e Tom Holland filmaram cinco semanas dentro do tanque. Watts chegou a ficar presa debaixo d'água em um acidente técnico que ela descreveu como "aterrorizante".
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Baseado na família espanhola Belón-Álvarez
O filme adapta a história real da família Belón-Álvarez — María, Enrique e os três filhos Lucas, Tomás e Simón — que estavam em férias na Tailândia em 26 de dezembro de 2004 quando o tsunami atingiu a costa. María Belón trabalhou diretamente com o roteirista Sergio G. Sánchez para garantir a fidelidade dos eventos.
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Recorde de bilheteria na Espanha
O filme arrecadou mais de €40 milhões na Espanha (US$ 52 milhões) — superando até Titanic de James Cameron no mercado nacional espanhol. A estreia teve 10,3 milhões de euros nos primeiros quatro dias e vendeu 1,4 milhão de ingressos no fim de semana inicial.
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Indicação ao Oscar de melhor atriz para Naomi Watts
A atriz foi indicada ao Oscar de melhor atriz no 85º Academy Awards (2013) pela performance como María. Perdeu o prêmio para Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida), mas a indicação reposicionou Watts como uma das atrizes dramáticas mais respeitadas de sua geração — papel que ela voltaria a confirmar em séries como The Loudest Voice e em filmes como Birdman.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal