Onde Assistir O Grito no Brasil
Sinopse
Tóquio, presente. Karen Davis (Sarah Michelle Gellar) é uma estudante americana de assistência social que se mudou para o Japão com o namorado Doug (Jason Behr). Karen aceita um substituto temporário para uma colega que desapareceu — o trabalho é cuidar de uma idosa americana, Emma Williams (Grace Zabriskie), que vive num casarão antigo. A casa está estranha, e Emma passa horas em catatonia.
Karen logo descobre o que a colega anterior viveu antes de desaparecer. A casa carrega uma maldição — chamada "grudge" no japonês original — que se origina de uma morte violenta cometida em fúria extrema. Quem entra na casa fica ligado à maldição. O espírito vingativo de Kayako Saeki (Takako Fuji), assassinada anos antes pelo marido, se manifesta com som gutural característico, cabelos negros e gesto contraído. Cada nova vítima vira parte da cadeia.
Dirigido pelo japonês Takashi Shimizu, que adaptou seu próprio Ju-On: The Grudge (2002), com produção de Sam Raimi pela Ghost House Pictures, O Grito é remake americano filmado integralmente em Tóquio. Arrecadou US$ 187 milhões sobre US$ 10 milhões.
Análise — Notícias Flix
O Grito é caso raro de remake hollywoodiano que respeita o material original — porque o original é dirigido pela mesma pessoa. Takashi Shimizu, criador da franquia Ju-On em 1998 (com curta-metragens), depois Ju-On: The Grudge (2002) e Ju-On: The Grudge 2 (2003), foi convidado pessoalmente por Sam Raimi (Evil Dead, futuro Homem-Aranha) para dirigir a versão americana. Raimi havia visto Ju-On em festival e ficado obcecado, decidindo produzir o remake através da Ghost House Pictures. Em vez de relocar a história para os EUA, eles tomaram decisão raríssima: manter o filme em Tóquio, com Sarah Michelle Gellar substituindo a protagonista japonesa.
A escolha de Tóquio é o que define o filme. Nada de enviar elenco americano para set em Vancouver fingindo ser Japão. As locações são reais — Yanagibashi, Shibuya, Yoyogi, Nerima — e o clima específico do horror japonês contemporâneo (J-horror) preserva-se intacto. O Saeki House construído em estúdio foi reconstrução fiel da casa original do Ju-On. Takako Fuji e Yuya Ozeki, atores japoneses que interpretaram Kayako e Toshio na trilogia japonesa, voltam aos papéis no remake — mantendo continuidade física direta entre os dois universos.
Sarah Michelle Gellar, em fase pós-Buffy A Caça-Vampiros (1997-2003) e em busca de transição para cinema, entrega Karen com vulnerabilidade adequada ao gênero. A performance dela funciona porque o roteiro de Stephen Susco a coloca como espectadora-aprendiz, não como heroína de ação — Karen reage ao horror, não o combate. Em paralelo, Jason Behr (Jason em Roswell), William Mapother (Outros), Clea DuVall e Grace Zabriskie completam o elenco coral americano.
A maior conquista visual está nos sons. Christopher Young, compositor de Hellraiser e Sinister, criou para Kayako o famoso "death rattle" — som gutural característico que se tornou marca registrada da franquia. O design sonoro abstrato é mais assustador que as aparições visuais, e o filme inteiro construído como se pudesse haver uma criatura ali em cada porta entreaberta. As mortes são executadas com paciência incomum em horror americano: o terror é antecipação, não explosão.
Faturou US$ 187 milhões mundial sobre US$ 10 milhões — um dos filmes mais lucrativos de 2004. 39% no Rotten Tomatoes (recepção mista — críticos americanos não entenderam a estética J-horror), mas público-alvo aprovou. Gerou continuação O Grito 2 (2006, também com Shimizu) e O Grito 3 (2009, sem ele). A versão de 2020, dirigida por Nicolas Pesce, é considerada inferior pela maioria. Para fãs de J-horror (O Chamado, A Maldição, Cabine Telefônica), O Grito é peça obrigatória da onda americana.
Pontos fortes
- Takashi Shimizu (criador do original) dirige o remake — caso raro de continuidade autoral
- Filmagem integral em Tóquio preserva clima específico do J-horror japonês
- Takako Fuji e Yuya Ozeki repetem Kayako e Toshio do original japonês
- Death rattle de Christopher Young virou marca registrada do horror moderno
- Bilheteria de US$ 187 milhões sobre US$ 10 milhões — uma das maiores ROIs de 2004
Pontos fracos
- Estrutura narrativa fragmentada confunde quem espera horror linear
- Sarah Michelle Gellar é eclipsada pela presença visual da criatura Kayako
- Recepção crítica americana mista (39% RT) por não entender estética J-horror
- Continuações posteriores diluíram a marca da franquia
- Roteiro de Stephen Susco preserva mistério em excesso para alguns gostos
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 10 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 183 mi
- Retorno
- 18,3× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Stephen Susco
- Fotografia
- 山本英夫
- Trilha sonora
- Christopher Young
- Edição
- Jeff Betancourt
- Duração
- 96 min
Curiosidades sobre O Grito
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Dirigido pelo criador do original japonês
Takashi Shimizu, criador da franquia Ju-On (Ju-On: The Curse, 2000; Ju-On: The Grudge, 2002), foi pessoalmente convidado por Sam Raimi para dirigir a versão americana do próprio filme — caso raríssimo de remake hollywoodiano com mesmo diretor do original. Sam Raimi viu Ju-On em festival e produziu o remake pela Ghost House Pictures.
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Filmado integralmente em Tóquio
A produção rodou completamente em Tóquio com locações reais — Yanagibashi, Shibuya, Yoyogi, Suginami e Nerima. Sarah Michelle Gellar passou três meses no Japão filmando suas cenas, com refilmagens em julho de 2004. A Saeki House foi construída em estúdio Toho como reconstrução fiel da casa original.
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Atores japoneses do original repetem papéis
Takako Fuji e Yuya Ozeki, atores japoneses que interpretaram a vingativa Kayako Saeki e o pequeno Toshio na trilogia japonesa (Ju-On: The Curse, Ju-On: The Grudge, Ju-On: The Grudge 2), repetem os papéis no remake americano — mantendo continuidade física direta entre os dois universos da franquia.
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Bilheteria de US$ 187 milhões com orçamento de US$ 10 milhões
O filme arrecadou US$ 187,3 milhões mundialmente sobre orçamento de menos de US$ 10 milhões — retorno de mais de 18× o investimento, fazendo dele um dos filmes mais lucrativos de 2004. Sucesso comercial gerou continuações americanas O Grito 2 (2006), O Grito 3 (2009) e O Grito (2020).
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Death rattle de Christopher Young virou marca da franquia
O famoso som gutural característico de Kayako, conhecido como "death rattle", foi criado pelo compositor Christopher Young — também responsável pelas trilhas de Hellraiser, Sinister e Drag Me to Hell. O efeito sonoro virou um dos elementos mais imitados do horror moderno e marca registrada de toda a franquia Grudge.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal