O Grito
Filme

O Grito

"...ela não perdoa ...ela não esquece."

★ 5.9 2004 1h 36m 16 Mistério · Terror · Thriller

Tóquio, presente. Karen Davis (Sarah Michelle Gellar) é uma estudante americana de assistência social que se mudou para o Japão com o namorado Doug (Jason Behr). Karen aceita um substituto temporário para uma colega que desapareceu — o trabalho é…

Diretor
清水崇
Elenco
Sarah Michelle Gellar, Jason Behr, 藤貴子
Produção
Ghost House Pictures
Origem
EUA
Título original
The Grudge

Onde Assistir O Grito no Brasil

Oldflix
Lionsgate+ Amazon Channels

Sinopse

Tóquio, presente. Karen Davis (Sarah Michelle Gellar) é uma estudante americana de assistência social que se mudou para o Japão com o namorado Doug (Jason Behr). Karen aceita um substituto temporário para uma colega que desapareceu — o trabalho é cuidar de uma idosa americana, Emma Williams (Grace Zabriskie), que vive num casarão antigo. A casa está estranha, e Emma passa horas em catatonia.

Karen logo descobre o que a colega anterior viveu antes de desaparecer. A casa carrega uma maldição — chamada "grudge" no japonês original — que se origina de uma morte violenta cometida em fúria extrema. Quem entra na casa fica ligado à maldição. O espírito vingativo de Kayako Saeki (Takako Fuji), assassinada anos antes pelo marido, se manifesta com som gutural característico, cabelos negros e gesto contraído. Cada nova vítima vira parte da cadeia.

Dirigido pelo japonês Takashi Shimizu, que adaptou seu próprio Ju-On: The Grudge (2002), com produção de Sam Raimi pela Ghost House Pictures, O Grito é remake americano filmado integralmente em Tóquio. Arrecadou US$ 187 milhões sobre US$ 10 milhões.

Análise — Notícias Flix

6.6
de 10

O Grito é caso raro de remake hollywoodiano que respeita o material original — porque o original é dirigido pela mesma pessoa. Takashi Shimizu, criador da franquia Ju-On em 1998 (com curta-metragens), depois Ju-On: The Grudge (2002) e Ju-On: The Grudge 2 (2003), foi convidado pessoalmente por Sam Raimi (Evil Dead, futuro Homem-Aranha) para dirigir a versão americana. Raimi havia visto Ju-On em festival e ficado obcecado, decidindo produzir o remake através da Ghost House Pictures. Em vez de relocar a história para os EUA, eles tomaram decisão raríssima: manter o filme em Tóquio, com Sarah Michelle Gellar substituindo a protagonista japonesa.

A escolha de Tóquio é o que define o filme. Nada de enviar elenco americano para set em Vancouver fingindo ser Japão. As locações são reais — Yanagibashi, Shibuya, Yoyogi, Nerima — e o clima específico do horror japonês contemporâneo (J-horror) preserva-se intacto. O Saeki House construído em estúdio foi reconstrução fiel da casa original do Ju-On. Takako Fuji e Yuya Ozeki, atores japoneses que interpretaram Kayako e Toshio na trilogia japonesa, voltam aos papéis no remake — mantendo continuidade física direta entre os dois universos.

Sarah Michelle Gellar, em fase pós-Buffy A Caça-Vampiros (1997-2003) e em busca de transição para cinema, entrega Karen com vulnerabilidade adequada ao gênero. A performance dela funciona porque o roteiro de Stephen Susco a coloca como espectadora-aprendiz, não como heroína de ação — Karen reage ao horror, não o combate. Em paralelo, Jason Behr (Jason em Roswell), William Mapother (Outros), Clea DuVall e Grace Zabriskie completam o elenco coral americano.

A maior conquista visual está nos sons. Christopher Young, compositor de Hellraiser e Sinister, criou para Kayako o famoso "death rattle" — som gutural característico que se tornou marca registrada da franquia. O design sonoro abstrato é mais assustador que as aparições visuais, e o filme inteiro construído como se pudesse haver uma criatura ali em cada porta entreaberta. As mortes são executadas com paciência incomum em horror americano: o terror é antecipação, não explosão.

Faturou US$ 187 milhões mundial sobre US$ 10 milhões — um dos filmes mais lucrativos de 2004. 39% no Rotten Tomatoes (recepção mista — críticos americanos não entenderam a estética J-horror), mas público-alvo aprovou. Gerou continuação O Grito 2 (2006, também com Shimizu) e O Grito 3 (2009, sem ele). A versão de 2020, dirigida por Nicolas Pesce, é considerada inferior pela maioria. Para fãs de J-horror (O Chamado, A Maldição, Cabine Telefônica), O Grito é peça obrigatória da onda americana.

Pontos fortes

  • Takashi Shimizu (criador do original) dirige o remake — caso raro de continuidade autoral
  • Filmagem integral em Tóquio preserva clima específico do J-horror japonês
  • Takako Fuji e Yuya Ozeki repetem Kayako e Toshio do original japonês
  • Death rattle de Christopher Young virou marca registrada do horror moderno
  • Bilheteria de US$ 187 milhões sobre US$ 10 milhões — uma das maiores ROIs de 2004

Pontos fracos

  • Estrutura narrativa fragmentada confunde quem espera horror linear
  • Sarah Michelle Gellar é eclipsada pela presença visual da criatura Kayako
  • Recepção crítica americana mista (39% RT) por não entender estética J-horror
  • Continuações posteriores diluíram a marca da franquia
  • Roteiro de Stephen Susco preserva mistério em excesso para alguns gostos
Vale a pena se: Você curte J-horror clássico no estilo de O Chamado (Ringu), A Maldição (Ju-On) e Cabine Telefônica (One Missed Call), gosta de horror que aposta em atmosfera e som sobre jump scares, e topa um remake hollywoodiano que respeita o material japonês original.

Bilheteria

Orçamento
US$ 10 mi
Arrecadação mundial
US$ 183 mi
Retorno
18,3× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Stephen Susco
Fotografia
山本英夫
Trilha sonora
Christopher Young
Edição
Jeff Betancourt
Duração
96 min

Curiosidades sobre O Grito

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

Galeria

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