Maníaco do Parque
Filme

Maníaco do Parque

★ 5.8 2024 1h 43m 14 Crime · Drama · Terror

Maníaco do Parque é o filme brasileiro de 2024 dirigido por Maurício Eça (Tudo por um Pop Star), produzido pela Santa Rita Filmes e distribuído pelo Amazon Prime Video. Estreou no encerramento do Festival do Rio em 12 de outubro…

Onde assistir
Diretor
Maurício Eça
Elenco
Silvero Pereira, Giovanna Grigio, Bruno Garcia
Produção
Santa Rita Filmes
Origem
Brasil

Onde Assistir Maníaco do Parque no Brasil

Amazon Prime Video
Amazon Prime Video with Ads

Sinopse

Maníaco do Parque é o filme brasileiro de 2024 dirigido por Maurício Eça (Tudo por um Pop Star), produzido pela Santa Rita Filmes e distribuído pelo Amazon Prime Video. Estreou no encerramento do Festival do Rio em 12 de outubro de 2024 e chegou ao streaming em 18 de outubro do mesmo ano.

O roteiro é de L.G. Bayão (Minha Fama de Mau) e parte de documentos judiciais do caso real de Francisco de Assis Pereira, motoboy condenado em 1998 por estuprar e matar pelo menos sete mulheres no Parque do Estado, em São Paulo. Silvero Pereira (Bacurau, Pantanal) interpreta o assassino, em transformação física que rendeu os elogios mais consensuais da crítica.

A narrativa é construída sob a perspectiva de Elena (Giovanna Grigio), repórter fictícia investigando o caso para o jornal onde trabalha. O elenco coadjuvante traz Marco Pigossi, Bruno Garcia, Mel Lisboa, Xamã, Augusto Madeira e Christian Malheiros. O roteiro foi desenvolvido por uma equipe composta exclusivamente por mulheres.

Análise — Notícias Flix

5.0
de 10

Maníaco do Parque é o tipo de filme que enfrenta um problema estrutural impossível — como contar a história de um criminoso real sem espetacularizar suas vítimas? Maurício Eça e o roteirista L.G. Bayão optam por uma solução clássica do true crime: criam Elena, repórter fictícia interpretada por Giovanna Grigio, como ponto de vista do espectador. O filtro funciona em parte: dá distância moral ao espetáculo e justifica trechos de exposição. Mas também dilui o foco do filme entre a investigação (que é ficção) e os crimes (que são fatos).

A crítica especializada brasileira foi dura. André Zuliani, no Omelete, escreveu que o filme tropeça em definir sua narrativa — entre suspense policial, drama de imprensa e biopic do assassino, nunca decide qual quer ser. Thiago Stivaletti, na Folha, considerou a produção fraca e citou a atuação de Silvero Pereira como o único elemento que sustenta o conjunto. O Estado de Minas usou a expressão amontoado de estereótipos para descrever o tratamento que o filme dá às personagens femininas — vítimas e jornalista —, com motivações superficiais e arcos narrativos pouco desenvolvidos.

A atuação de Silvero Pereira merece o elogio que recebeu. O ator passou meses estudando depoimentos, perfis psicológicos compilados pela criminóloga Ilana Casoy e cenas de programas de TV da época em que Francisco de Assis foi exposto pela imprensa em 1998. Pereira não tenta humanizar o personagem nem o transforma em vilão de cinema — entrega um homem comum e medíocre cuja banalidade é parte do horror. É a melhor performance do ator desde Bacurau (2019), e a única razão pela qual o filme não desaba.

O contexto brasileiro do projeto importa: foi rodado durante o pico do interesse global por true crime após Dahmer (Netflix, 2022) e o sucesso de séries como Pacto Brutal (Star+, 2022) sobre Suzane von Richthofen. A equipe declara que tentou inverter a fórmula colocando o feminino no centro — produção, roteiro e ponto de vista são femininos — mas o resultado divide o público entre quem vê uma tentativa válida de denúncia e quem considera apenas mais um produto de entretenimento sobre violência feminina. Disponível no Prime Video Brasil.

Ficha técnica

Roteiro
L.G. Bayão
Fotografia
Marcelo Trotta
Trilha sonora
Ed Cortês
Edição
Gustavo Giani
Duração
103 min

Curiosidades sobre Maníaco do Parque

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

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