O Galinho Chicken Little
Filme

O Galinho Chicken Little

"Quando se trata de salvar o mundo, até que ajuda cantar de galo."

★ 5.9 2005 1h 21m L Animação · Comédia · Família

Oakey Oaks é uma cidade pacata habitada por animais antropomórficos onde a vida segue rotinas previsíveis — até que Chicken Little (voz de Zach Braff), um galo pequeno e nervoso filho de Buck Cluck (Garry Marshall), corre pela cidade gritando…

Diretor
Mark Dindal
Elenco
Zach Braff, Garry Marshall, Don Knotts
Produção
Walt Disney Pictures, Walt Disney Feature Animation
Origem
EUA
Título original
Chicken Little

Onde Assistir O Galinho Chicken Little no Brasil

Sinopse

Oakey Oaks é uma cidade pacata habitada por animais antropomórficos onde a vida segue rotinas previsíveis — até que Chicken Little (voz de Zach Braff), um galo pequeno e nervoso filho de Buck Cluck (Garry Marshall), corre pela cidade gritando que "o céu está caindo". Toda a cidade entra em pânico. Quando descobrem que era apenas uma avelã, Chicken Little vira motivo de chacota e fonte de constrangimento para o pai.

Um ano depois, Chicken Little tenta reconstruir a reputação no time de beisebol da escola, ao lado dos amigos Abby Mallard (Joan Cusack), Runt (Steve Zahn) e Peixe-Fora-d'Água. Quando finalmente consegue o home run que o redime, mais um pedaço do céu cai na cabeça dele — só que dessa vez é parte de uma nave alienígena invisível. Chicken Little tem uma noite para provar à cidade que as ameaças são reais.

Dirigido por Mark Dindal (As Loucuras do Imperador), O Galinho Chicken Little é o primeiro filme totalmente CGI da Walt Disney Animation sem ajuda da Pixar — marco técnico em meio à crise que terminou com a aquisição da Pixar pela Disney em 2006.

Análise — Notícias Flix

5.8
de 10

O Galinho Chicken Little é um daqueles filmes cuja importância histórica supera a qualidade do produto final. Em 2005, a Walt Disney Animation Studios estava em crise existencial: a parceria com a Pixar — que havia produzido Toy Story (1995), Monstros S.A. (2001) e Procurando Nemo (2003) sob distribuição Disney — caminhava para o término. Steve Jobs, dono da Pixar, e Michael Eisner, então CEO da Disney, não se davam. O contrato de distribuição expiraria em breve, e a Disney precisava provar que conseguia fazer animação CGI sozinha. Chicken Little foi a tentativa.

A escolha de Mark Dindal para dirigir teve lógica. Dindal vinha de As Loucuras do Imperador (2000), uma das comédias 2D mais celebradas do estúdio na era pré-Pixar. A produção foi rápida (3 anos), o orçamento generoso (US$ 150 milhões) e a tecnologia mobilizada incluiu o Disney Digital 3D — primeira projeção 3D digital de um longa em cerca de 100 cinemas selecionados. Pelo lado técnico, foi marco. Pelo lado narrativo, é onde tudo trava.

O roteiro de Steve Bencich, Ron J. Friedman e Ron Anderson tenta combinar atualização da fábula clássica de Esopo com paródia de filmes de invasão alienígena dos anos 1950 — combinação que deveria render comédia inteligente para crianças e referências para adultos. O resultado é frenético, com piadas de cultura pop datadas (R.E.M., Spice Girls, Pernalonga em referências aleatórias) e personagens construídos como tipos genéricos. Comparando com a Pixar do mesmo período (Os Incríveis, 2004; Carros, 2006), a diferença de profundidade dramática é evidente.

Zach Braff (Scrubs) entrega Chicken Little com energia adolescente correta — passou por casting com 40 atores antes de ser escolhido. Garry Marshall (diretor de Uma Linda Mulher) como Buck Cluck e Don Knotts como o prefeito Turkey Lurkey trazem timing veterano. Mas o destaque vocal é Joan Cusack como Abby Mallard, melhor amiga do protagonista — performance que rende as melhores cenas do filme.

A bilheteria foi paradoxal. US$ 314 milhões mundiais sobre US$ 150 milhões — sucesso comercial que garantiu retorno financeiro mas ficou abaixo dos blockbusters Pixar do mesmo período. Madagascar (DreamWorks, 2005) faturou mais. Críticos foram duros. E em janeiro de 2006, três meses depois do lançamento de Chicken Little, Bob Iger fechou a aquisição da Pixar pela Disney por US$ 7,4 bilhões — adquirindo Steve Jobs e John Lasseter no processo. Lasseter virou diretor criativo de toda animação Disney. Os filmes seguintes (Detona Ralph, Frozen, Moana, Zootopia) levariam o estúdio à idade de ouro contemporânea.

Para fãs de animação Disney pré-Frozen, é peça curiosa de catálogo. Para crianças pequenas, ainda funciona como entretenimento de domingo. Para estudiosos da história da Disney moderna, é registro fundamental do momento em que o estúdio quase decidiu seu próprio destino.

Pontos fortes

  • Joan Cusack como Abby Mallard rende as melhores cenas vocais do filme
  • Primeiro lançamento Disney Digital 3D em cerca de 100 cinemas selecionados
  • Marco histórico como primeiro CGI integral da Disney sem Pixar
  • Animação tecnicamente competente para padrão de 2005
  • Bilheteria sólida de US$ 314 milhões mundiais sobre US$ 150 milhões

Pontos fracos

  • Roteiro frenético com piadas datadas de cultura pop dos anos 2000
  • Personagens construídos como tipos genéricos sem profundidade dramática
  • Crítica majoritariamente negativa: A.O. Scott do NYT chamou de pastiche sem inspiração
  • Comparação com Pixar do mesmo período (Os Incríveis, Carros) deixou Disney atrás
  • Madagascar (DreamWorks, 2005) superou em bilheteria no mesmo ano
Vale a pena se: Você é fã da Disney pré-Frozen, gosta de animação familiar dos anos 2000 no estilo de Spirit, A Era do Gelo ou Madagascar, e topa um filme historicamente importante como ponto de virada antes da Disney comprar a Pixar — sem cobrar do roteiro a profundidade dos blockbusters CGI atuais.

Bilheteria

Orçamento
US$ 150 mi
Arrecadação mundial
US$ 314 mi
Retorno
2,1× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Steve Bencich
Trilha sonora
John Debney
Edição
Dan Molina
Duração
81 min

Curiosidades sobre O Galinho Chicken Little

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

Galeria

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