Onde Assistir O Galinho Chicken Little no Brasil
Sinopse
Oakey Oaks é uma cidade pacata habitada por animais antropomórficos onde a vida segue rotinas previsíveis — até que Chicken Little (voz de Zach Braff), um galo pequeno e nervoso filho de Buck Cluck (Garry Marshall), corre pela cidade gritando que "o céu está caindo". Toda a cidade entra em pânico. Quando descobrem que era apenas uma avelã, Chicken Little vira motivo de chacota e fonte de constrangimento para o pai.
Um ano depois, Chicken Little tenta reconstruir a reputação no time de beisebol da escola, ao lado dos amigos Abby Mallard (Joan Cusack), Runt (Steve Zahn) e Peixe-Fora-d'Água. Quando finalmente consegue o home run que o redime, mais um pedaço do céu cai na cabeça dele — só que dessa vez é parte de uma nave alienígena invisível. Chicken Little tem uma noite para provar à cidade que as ameaças são reais.
Dirigido por Mark Dindal (As Loucuras do Imperador), O Galinho Chicken Little é o primeiro filme totalmente CGI da Walt Disney Animation sem ajuda da Pixar — marco técnico em meio à crise que terminou com a aquisição da Pixar pela Disney em 2006.
Análise — Notícias Flix
O Galinho Chicken Little é um daqueles filmes cuja importância histórica supera a qualidade do produto final. Em 2005, a Walt Disney Animation Studios estava em crise existencial: a parceria com a Pixar — que havia produzido Toy Story (1995), Monstros S.A. (2001) e Procurando Nemo (2003) sob distribuição Disney — caminhava para o término. Steve Jobs, dono da Pixar, e Michael Eisner, então CEO da Disney, não se davam. O contrato de distribuição expiraria em breve, e a Disney precisava provar que conseguia fazer animação CGI sozinha. Chicken Little foi a tentativa.
A escolha de Mark Dindal para dirigir teve lógica. Dindal vinha de As Loucuras do Imperador (2000), uma das comédias 2D mais celebradas do estúdio na era pré-Pixar. A produção foi rápida (3 anos), o orçamento generoso (US$ 150 milhões) e a tecnologia mobilizada incluiu o Disney Digital 3D — primeira projeção 3D digital de um longa em cerca de 100 cinemas selecionados. Pelo lado técnico, foi marco. Pelo lado narrativo, é onde tudo trava.
O roteiro de Steve Bencich, Ron J. Friedman e Ron Anderson tenta combinar atualização da fábula clássica de Esopo com paródia de filmes de invasão alienígena dos anos 1950 — combinação que deveria render comédia inteligente para crianças e referências para adultos. O resultado é frenético, com piadas de cultura pop datadas (R.E.M., Spice Girls, Pernalonga em referências aleatórias) e personagens construídos como tipos genéricos. Comparando com a Pixar do mesmo período (Os Incríveis, 2004; Carros, 2006), a diferença de profundidade dramática é evidente.
Zach Braff (Scrubs) entrega Chicken Little com energia adolescente correta — passou por casting com 40 atores antes de ser escolhido. Garry Marshall (diretor de Uma Linda Mulher) como Buck Cluck e Don Knotts como o prefeito Turkey Lurkey trazem timing veterano. Mas o destaque vocal é Joan Cusack como Abby Mallard, melhor amiga do protagonista — performance que rende as melhores cenas do filme.
A bilheteria foi paradoxal. US$ 314 milhões mundiais sobre US$ 150 milhões — sucesso comercial que garantiu retorno financeiro mas ficou abaixo dos blockbusters Pixar do mesmo período. Madagascar (DreamWorks, 2005) faturou mais. Críticos foram duros. E em janeiro de 2006, três meses depois do lançamento de Chicken Little, Bob Iger fechou a aquisição da Pixar pela Disney por US$ 7,4 bilhões — adquirindo Steve Jobs e John Lasseter no processo. Lasseter virou diretor criativo de toda animação Disney. Os filmes seguintes (Detona Ralph, Frozen, Moana, Zootopia) levariam o estúdio à idade de ouro contemporânea.
Para fãs de animação Disney pré-Frozen, é peça curiosa de catálogo. Para crianças pequenas, ainda funciona como entretenimento de domingo. Para estudiosos da história da Disney moderna, é registro fundamental do momento em que o estúdio quase decidiu seu próprio destino.
Pontos fortes
- Joan Cusack como Abby Mallard rende as melhores cenas vocais do filme
- Primeiro lançamento Disney Digital 3D em cerca de 100 cinemas selecionados
- Marco histórico como primeiro CGI integral da Disney sem Pixar
- Animação tecnicamente competente para padrão de 2005
- Bilheteria sólida de US$ 314 milhões mundiais sobre US$ 150 milhões
Pontos fracos
- Roteiro frenético com piadas datadas de cultura pop dos anos 2000
- Personagens construídos como tipos genéricos sem profundidade dramática
- Crítica majoritariamente negativa: A.O. Scott do NYT chamou de pastiche sem inspiração
- Comparação com Pixar do mesmo período (Os Incríveis, Carros) deixou Disney atrás
- Madagascar (DreamWorks, 2005) superou em bilheteria no mesmo ano
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 150 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 314 mi
- Retorno
- 2,1× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Steve Bencich
- Trilha sonora
- John Debney
- Edição
- Dan Molina
- Duração
- 81 min
Curiosidades sobre O Galinho Chicken Little
-
Primeira animação CGI integral da Disney sem Pixar
Chicken Little é o primeiro filme totalmente em CGI produzido pela Walt Disney Animation Studios sem produção da Pixar — desconsiderando Dinossauro (que mistura CGI e live-action), Mickey, o Mago do Natal (direct-to-video) e Valiant (apenas distribuído pela Disney). O filme foi produzido na sede da Disney em Burbank, Califórnia.
-
Primeiro filme em Disney Digital 3D
Foi o primeiro longa-metragem lançado em formato Disney Digital 3D — projetado em cerca de 100 cinemas selecionados em 25 grandes mercados, usando servidores Dolby Digital Cinema. A tecnologia foi desenvolvida com colaboração da Industrial Light & Magic.
-
Lançado em momento crítico da relação Disney-Pixar
O filme estreou em 4 de novembro de 2005, em pleno período de negociação tensa entre Steve Jobs (CEO da Pixar) e Michael Eisner (CEO da Disney). Três meses depois, em janeiro de 2006, Bob Iger fechou a aquisição da Pixar pela Disney por US$ 7,4 bilhões — encerrando o conflito.
-
Zach Braff escolhido entre 40 atores
O ator de Scrubs foi escalado para a voz de Chicken Little após disputa com 40 outros atores. Mark Dindal comentou em entrevistas: "Ele projetou a voz ligeiramente para soar como uma criança de ensino médio. Foi único — e ele trouxe energia incrível."
-
Bilheteria de US$ 314 milhões mundiais
O filme arrecadou US$ 314,4 milhões mundialmente sobre orçamento de US$ 150 milhões — sucesso comercial mas inferior a Madagascar (DreamWorks), que liderou a animação de 2005. Foi a maior bilheteria de Mark Dindal até hoje, mesmo com crítica majoritariamente negativa.
Datas-chave
-
Lançamento mundial
Elenco principal