Corajosos
Filme

Corajosos

"A honra começa em casa."

★ 7.6 2011 2h 9m 12 Drama

Albany, Geórgia. Quatro policiais — Adam Mitchell (Alex Kendrick), Nathan Hayes (Ken Bevel), Shane Fuller (Kevin Downes) e David Thomson (Ben Davies) — patrulham as ruas durante o dia e tentam ser pais presentes à noite. As tentativas falham mais…

Diretor
Alex Kendrick
Elenco
Ken Bevel, Alex Kendrick, Kevin Downes
Produção
TriStar Pictures, Provident Films
Origem
EUA
Título original
Courageous

Onde Assistir Corajosos no Brasil

Netflix
Netflix Standard with Ads

Sinopse

Albany, Geórgia. Quatro policiais — Adam Mitchell (Alex Kendrick), Nathan Hayes (Ken Bevel), Shane Fuller (Kevin Downes) e David Thomson (Ben Davies) — patrulham as ruas durante o dia e tentam ser pais presentes à noite. As tentativas falham mais do que acertam. Adam tem dificuldade de se conectar com o filho adolescente; Shane vive divorciado; David é solteiro e tem uma filha cuja existência nunca assumiu publicamente.

Quando uma tragédia inesperada atinge a família de Adam, todos os quatro são forçados a confrontar quem realmente são como pais. Em vez de resolver individualmente, decidem escrever juntos uma "Resolução" — declaração escrita de princípios cristãos sobre paternidade que cada um deles assina perante família e igreja. A partir desse momento, cada um precisa cumprir o que escreveu.

Dirigido por Alex Kendrick (que também coescreveu com o irmão Stephen e protagoniza), Corajosos é o quarto filme da Sherwood Pictures — produtora ligada à Sherwood Baptist Church de Albany, Geórgia. Foi distribuído pela TriStar Pictures e arrecadou US$ 34,5 milhões sobre orçamento de US$ 1-2 milhões.

Análise — Notícias Flix

6.6
de 10

Corajosos é o quarto e mais ambicioso filme produzido pela Sherwood Pictures — produtora cinematográfica ligada à Sherwood Baptist Church, igreja batista da Geórgia que decidiu fazer cinema como ministério em 2003. Para entender o filme, é preciso entender o contexto. Os irmãos Alex e Stephen Kendrick eram pastores associados de mídia da igreja quando Alex propôs uma ideia incomum: usar voluntários da congregação para produzir filmes com mensagem cristã, gravados em Albany, com orçamento de campanha publicitária pequena. Flywheel (2003) custou US$ 20 mil. Facing the Giants (2006) faturou 102× o orçamento. Fireproof (2008) virou o filme independente mais lucrativo do ano. Corajosos foi o quarto e maior projeto.

A escolha mais arriscada do filme é não esconder o que ele é. Não há tentativa de fazer drama secular com camada cristã disfarçada — desde os primeiros minutos, os personagens citam versículos, oram em cena, debatem teologia. Para audiência cristã evangélica americana, isso é exatamente o que vende ingressos. Para crítica laica, é o que afasta. O filme não tenta agradar os dois mundos, e essa decisão estética é o que o torna comercialmente bem-sucedido dentro do nicho.

Tecnicamente, Corajosos é o melhor produto da Sherwood Pictures. Bob Scott na fotografia entrega imagem profissional sem grande ambição, mas competente. A direção de Alex Kendrick avançou em ritmo e direção de atores em comparação com Fireproof. As cenas de ação policial — perseguições, abordagens, prisões — são filmadas com seriedade incomum em produções amadoras de igreja. Algumas sequências (especialmente a que envolve a tragédia central, evitando spoiler) têm peso emocional real e funcionam fora do circuito cristão.

Onde o filme tropeça é no roteiro. Stephen e Alex Kendrick precisam dar conta de quatro arcos paternos paralelos em 129 minutos. Cada arco fica menor do que mereceria — David, o mais jovem, tem subtrama interessante sobre paternidade não assumida que o filme resolve em poucas cenas. Adam vira protagonista quase absoluto, deixando os outros três como apoio. As performances dos atores não-profissionais (a maioria voluntários da congregação) variam — Ken Bevel funciona bem, Robert Amaya como Javier oferece alívio cômico necessário, mas alguns coadjuvantes são amadores demais para o material que o filme propõe.

A bilheteria é o que mais surpreende. Custou entre US$ 1 e US$ 2 milhões. Faturou US$ 34,5 milhões mundiais — retorno de aproximadamente 17× o investimento. A Sherwood Pictures distribuiu a Resolution Pledge gratuitamente em sites cristãos depois do lançamento, e centenas de milhares de pais americanos assinaram o documento. Alex Kendrick venceu Most Inspiring Performance no Movie Guide Awards 2011. Para audiência cristã evangélica, é peça obrigatória da década de 2010. Para crítica laica, é caso de estudo sobre cinema de ministério como modelo econômico viável.

Pontos fortes

  • Bilheteria de US$ 34,5mi sobre US$ 1-2mi — uma das maiores ROIs de 2011
  • Cenas de ação policial filmadas com seriedade incomum em produção amadora
  • Robert Amaya como Javier oferece alívio cômico bem dosado
  • Tragédia central tem peso emocional real fora do circuito cristão
  • Resolution Pledge virou documento real assinado por centenas de milhares de pais

Pontos fracos

  • 129 minutos não dão conta de quatro arcos paternos paralelos
  • Performances de atores não-profissionais variam de qualidade
  • Adam vira protagonista absoluto, diluindo os outros três pais
  • Mensagem cristã explícita afasta audiência laica desde os primeiros minutos
  • Subtrama de David Thomson sobre paternidade não assumida resolve-se rápido demais
Vale a pena se: Você é parte do público de cinema cristão evangélico americano (Fireproof, War Room, Os Insubstituíveis), gosta de drama familiar com mensagem religiosa explícita, e topa um filme de ministério produzido por uma igreja batista da Geórgia com voluntários e orçamento mínimo.

Bilheteria

Orçamento
US$ 1 mi
Arrecadação mundial
US$ 36 mi
Retorno
35,7× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Stephen Kendrick
Fotografia
Bob Scott
Trilha sonora
Mark Willard
Edição
Bill Ebel
Duração
129 min

Curiosidades sobre Corajosos

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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