Onde Assistir A Hora do Rush no Brasil
Sinopse
A Hora do Rush (Rush Hour no original) é o filme americano de ação e comédia buddy cop de 1998 dirigido por Brett Ratner (Quarteto Fantástico, X-Men: O Confronto Final) a partir de roteiro de Jim Kouf e Ross LaManna. Foi distribuído pela New Line Cinema em 18 de setembro de 1998 e é considerado um dos filmes que estabeleceu o gênero buddy cop interracial dos anos 90, ao lado de Máquina Mortífera (1987) e Beverly Hills Cop (1984).
A história acompanha o inspetor Lee (Jackie Chan), policial chinês de Hong Kong, que viaja a Los Angeles para investigar o sequestro de Soo Yung, filha do cônsul chinês. O FBI, querendo manter o caso fora das mãos de Lee, designa o detetive afro-americano James Carter (Chris Tucker, comediante stand-up em sua primeira grande produção) — supostamente para babá-lo e mantê-lo distante do caso. Mas Lee e Carter, depois de inicial choque cultural e antipatia, formam parceria improvável que acaba sendo central para resolver o sequestro.
O elenco coadjuvante traz Tom Wilkinson (O Patriota, Pequenas Grandes Coisas) como Thomas Griffin/Juntao, vilão britânico aparentemente respeitável, Tzi Ma como o cônsul Han Solon, Ken Leung como Sang, Elizabeth Peña como Tania Johnson, Mark Rolston como o agente do FBI Russ, e Chris Penn como Clive, irmão de Carter. A direção de coreografia de ação ficou a cargo do próprio Jackie Chan, com a equipe Hong Kong Stunt Team — modelo de coreografia rápida e cômica que ele havia desenvolvido nos filmes da Golden Harvest de Hong Kong nos anos 80.
Análise — Notícias Flix
A Hora do Rush é o filme que apresentou Jackie Chan ao mainstream americano de forma definitiva. O ator hongconguense, já lendário na Ásia desde os anos 70 (Drunken Master 1978, Police Story 1985, Armour of God 1986), havia tentado entrar em Hollywood várias vezes sem sucesso — The Big Brawl (1980), The Cannonball Run (1981, papel coadjuvante) e The Protector (1985) foram todos fracassos. A Hora do Rush, com US$ 33 milhões de orçamento, mudou completamente esse cenário.
A aposta narrativa central é a química Chan-Tucker. Brett Ratner construiu o filme em torno da diferença cultural e linguística entre os dois protagonistas — o cantor calmo e meticuloso de Hong Kong versus o detetive falante e impetuoso de Los Angeles. Chris Tucker, comediante stand-up que havia trabalhado com Ice Cube em Sexta-Feira em Apuros (1995), entrega Carter como personagem hyperbólico cuja velocidade verbal contrasta com a serenidade física de Chan. O resultado é uma das comédias de parceria mais bem-sucedidas dos anos 90.
Jackie Chan trouxe sua filosofia de coreografia de ação cômica para o filme. Diferente do registro brutal de Bruce Lee ou da elegância coreografada de John Woo, Chan especializou-se em ação fisicamente cômica — escadas, mesas, escritórios, qualquer objeto cotidiano vira arma ou ferramenta de defesa. As cenas de luta em A Hora do Rush — incluindo a famosa sequência no salão de massagem chinês e o clímax no Salão Dourado — são consideradas das melhores coreografias de Chan em produção americana.
A recepção foi mista mas comercial foi explosiva. 60% no Rotten Tomatoes, Metacritic 60. Bilheteria mundial de US$ 244 milhões sobre orçamento de US$ 33 milhões — ROI de mais de 7x. Foi o nono filme de maior bilheteria de 1998, surpresa para New Line Cinema que esperava sucesso modesto. Originou franquia: A Hora do Rush 2 (2001, US$ 347M), A Hora do Rush 3 (2007, US$ 258M). A Hora do Rush 4 está em desenvolvimento desde 2018 — em maio 2026 ainda sem confirmação. Brett Ratner ficou afastado de Hollywood após denúncias de comportamento inapropriado em 2017 (#MeToo). No Brasil, está disponível no Prime Video, Apple TV (compra/aluguel) e exibições regulares na Globo e TNT.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 33 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 245 mi
- Retorno
- 7,4× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Ross LaManna
- Fotografia
- Adam Greenberg
- Trilha sonora
- Ira Hearshen
- Edição
- Mark Helfrich
- Duração
- 97 min
Curiosidades sobre A Hora do Rush
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Filme que finalmente trouxe Jackie Chan a Hollywood
Jackie Chan já era lendário na Ásia desde os anos 70 (Drunken Master 1978, Police Story 1985) mas havia falhado várias vezes em entrar no mainstream americano. Antes de A Hora do Rush, ele tentou The Big Brawl (1980), The Cannonball Run (1981, coadjuvante) e The Protector (1985) — todos fracassos. A Hora do Rush mudou isso definitivamente, transformando Chan no maior astro de ação asiático de Hollywood até hoje.
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Chris Tucker em maior papel da carreira
Chris Tucker, comediante stand-up de Atlanta, ganhou seu maior papel cinematográfico em A Hora do Rush. Antes dele, havia trabalhado com Ice Cube em Sexta-Feira em Apuros (1995) e havia interpretado Ruby Rhod em O Quinto Elemento (Luc Besson, 1997). Recebeu US$ 3 milhões por A Hora do Rush — depois faturaria US$ 20 milhões por A Hora do Rush 2 (2001), tornando-se o ator afro-americano mais bem pago de Hollywood naquele ano. Após Rush Hour 3 (2007), Tucker praticamente se aposentou do cinema.
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Bilheteria mundial de US$ 244 milhões — ROI de 7x
Arrecadou US$ 244 milhões mundialmente sobre orçamento de US$ 33 milhões — ROI de mais de 7x. Foi o nono filme de maior bilheteria de 1998. New Line Cinema, esperando sucesso modesto, foi pega de surpresa pelo desempenho explosivo do filme — produção foi feita com agenda compacta de 8 semanas em Los Angeles e Hong Kong. Franquia total dos 3 filmes arrecadou mais de US$ 850 milhões mundialmente.
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Jackie Chan dirigiu suas próprias coreografias
Jackie Chan dirigiu pessoalmente as coreografias de ação do filme, com sua equipe Hong Kong Stunt Team. Brett Ratner declarou em entrevistas que entregou cenas de luta completamente para Chan e Sammo Hung (coordenador de stunts não-creditado). Chan filmava com sua filosofia tradicional de Hong Kong: takes longos, objetos cotidianos como armas, e physical comedy física improvisada no momento. É uma das poucas produções de Hollywood em que a estética de luta de Hong Kong foi preservada sem edição americana excessiva.
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Sequência no salão de massagem inspirada em Police Story
A famosa sequência no salão de massagem chinês — em que Lee e Carter precisam escapar enquanto os atacantes lutam em volta — é homenagem direta a Police Story (1985) de Jackie Chan, especialmente a cena do shopping center. Chan trouxe inúmeras referências às suas produções hongconguenses para A Hora do Rush, incluindo gags com escadas, vasos e objetos cotidianos como armas — sua marca registrada.
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Brett Ratner afastado de Hollywood em 2017
Brett Ratner, diretor de A Hora do Rush 1, 2 e 3 (além de X-Men: O Confronto Final 2006), ficou afastado de Hollywood após múltiplas denúncias de comportamento inapropriado em 2017 durante o movimento #MeToo. Atrizes como Olivia Munn e Natasha Henstridge fizeram acusações graves. Warner Bros. encerrou contrato de US$ 450 milhões com a produtora dele (RatPac-Dune Entertainment). Ratner não dirigiu nenhum filme desde 2014 (Hercules com Dwayne Johnson).
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Tom Wilkinson como vilão britânico
Tom Wilkinson (O Patriota, Eternal Sunshine, Pequenas Grandes Coisas) interpreta o vilão Thomas Griffin/Juntao — pessoa aparentemente respeitável que se revela como antagonista chinês-britânico. Foi escolha curiosa em 1998 — Wilkinson era ator dramático britânico conhecido por personagens sérios (Maquiavel, Cromwell). Brett Ratner escalou-o especificamente para subverter expectativas. Wilkinson trabalhou com Jackie Chan novamente em A Hora do Rush 3 (2007). Wilkinson faleceu em dezembro de 2023 aos 75 anos.
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Disponível no Prime Video Brasil
No Brasil, A Hora do Rush está disponível no Prime Video desde 2024 — incluído na assinatura. Apple TV, Google Play e YouTube têm também para aluguel/compra. Exibições regulares na Globo (Sessão da Tarde e Cinema na Madrugada), TNT, AXN e Warner. A dublagem brasileira foi feita pela Delart com Wendel Bezerra como Jackie Chan/Inspetor Lee e Marco Antônio Costa como Chris Tucker/James Carter. A franquia completa (3 filmes) tem mesmo elenco de dublagem em todos os filmes.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal