Sem Devil May Cry 6, mas a Capcom já deu o sinal

Por Leandro Lopes 18/05/2026 às 09:29 5 min de leitura
Sem Devil May Cry 6, mas a Capcom já deu o sinal
5 min de leitura

Devil May Cry recebeu o sinal mais forte em anos de que a Capcom voltou a tratar a franquia como prioridade. A marca apareceu no plano de expansão da empresa, mas com um detalhe crucial: isso ainda não é anúncio de Devil May Cry 6.

Calma. O “update de lançamento” que circulou lá fora é bem menos direto do que parece.

Não é Devil May Cry 6 ainda

A Capcom publicou, em seu site de relações com investidores, um documento com resultados de 2026 e metas de crescimento para 2027. Nele, a empresa fala em expandir marcas com novos projetos, continuações, remakes e ports.

Devil May Cry está nessa fila. Isso é ótimo para os fãs, mas não existe data oficial, teaser ou nome de jogo novo confirmado.

Na prática, a leitura correta é outra. A Capcom não tratou a série como catálogo esquecido; tratou como franquia viva, com espaço para voltar a crescer.

Ficha Detalhes
Nome Devil May Cry
Estúdio / publicadora Capcom
Criador Hideki Kamiya
Gênero Ação, hack and slash, aventura
Primeiro jogo 2001
Último jogo principal Devil May Cry 5
Diretor de Devil May Cry 5 Hideaki Itsuno
Lançamento de Devil May Cry 5 08/03/2019
Vendas de Devil May Cry 5 em 2026 2,71 milhões de unidades
Vendas acumuladas de Devil May Cry 5 12,94 milhões de unidades
Metacritic de Devil May Cry 5 Faixa de 88–89, dependendo da plataforma
Plataformas de Devil May Cry 5 PS4, Xbox One, PC; Special Edition em PS5 e Xbox Series
Classificação de Devil May Cry 5 18+
Série relacionada Devil May Cry, animação da Netflix
Streaming no Brasil Netflix
Dublagem em português Sim
Status da franquia Ativa e priorizada pela Capcom
Dante e Trish em Devil May Cry
Dante e Trish em Devil May Cry (Reprodução)

12,94 milhões mudam a conversa

O centro dessa história tem nome: Devil May Cry 5. O jogo vendeu 2,71 milhões de unidades só em 2026 e chegou a 12,94 milhões no acumulado.

Não tem maquiagem aqui. É número de franquia que segue puxando caixa sete anos depois do lançamento.

Isso ajuda a entender por que a Capcom abriu espaço para falar em sequência, remake e port no mesmo pacote estratégico. Quando um jogo antigo continua vendendo assim, remake deixa de parecer nostalgia e vira negócio.

Mas será que isso aponta mais para Devil May Cry 6 ou para um remake do primeiro game? Hoje, as duas hipóteses fazem sentido.

O remake tem apelo óbvio. O primeiro Devil May Cry saiu em 2001, nasceu no PlayStation 2 e carrega boa parte da identidade que a série usa até hoje.

Ao mesmo tempo, um novo capítulo principal teria o caminho mais curto. Devil May Cry 5 encerrou seu arco em alta, foi muito bem avaliado e consolidou de vez a força de Dante, Nero e Vergil no imaginário da marca.

review da segunda temporada de Devil May Cry
review da segunda temporada de Devil May Cry (Reprodução)

A Netflix empurrou a marca de volta

Tem outro motor nessa retomada. A série animada de Devil May Cry na Netflix reacendeu o interesse pela franquia, e isso aparece tanto na conversa online quanto no timing dessas vendas.

A segunda temporada ganhou pôster, clipe musical e material de recapitulação. Não é o tipo de campanha que uma plataforma faz quando quer só cumprir tabela.

O final da temporada ainda deixa gancho para continuação. Traduzindo: a marca está rodando em duas frentes ao mesmo tempo, no streaming e nos games.

No Brasil, isso pesa bastante. A animação está na Netflix daqui com opção de dublagem em português, o que amplia a porta de entrada para quem nunca encostou nos jogos.

E esse efeito cruzado já aconteceu antes. Castlevania virou vitrine para a Konami, Arcane ajudou a empurrar League of Legends para outro público e Cyberpunk: Edgerunners fez Cyberpunk 2077 renascer.

Devil May Cry entra nessa mesma lógica. Quem chegou pela Netflix pode acabar comprando Devil May Cry 5; quem já jogava ganha mais uma razão para cobrar o próximo passo.

Adi Shankar analisa a segunda temporada de ‘Devil May Cry’, a chegada de Vergil e os futuros arcos da história
Adi Shankar analisa a segunda temporada de ‘Devil May Cry’, a chegada de Vergil e os futuros arcos da história (Reprodução)

Na Netflix e nos consoles, a marca segue viva

Para quem está no Brasil, o cenário é bem claro. A série animada de Devil May Cry está disponível na Netflix, com dublagem, enquanto Devil May Cry 5 segue acessível no PS4, Xbox One, PC e na Special Edition de PS5 e Xbox Series.

Também existem caminhos para revisitar o passado, como a Devil May Cry HD Collection e outras versões já lançadas pela Capcom. Ou seja: dá para entrar na franquia agora, sem depender de anúncio novo.

O que a Capcom fez foi menos barulhento do que um trailer e mais importante do que parece. A empresa colocou Devil May Cry no papel como prioridade; falta transformar esse papel na única coisa que o fã realmente quer ver: qual será o próximo golpe — remake ou Devil May Cry 6?