Craig Gillespie mira Glen Powell fora de Supergirl

Por Rafael Duarte 28/06/2026 às 01:41 5 min de leitura
Craig Gillespie mira Glen Powell fora de Supergirl
5 min de leitura

Craig Gillespie, diretor de Supergirl, apareceu ligado a um thriller de ficção científica estrelado por Glen Powell. Ainda sem título, estúdio ou data, o projeto chama atenção por um motivo simples: ele pode mostrar qual é o próximo degrau real de Gillespie em Hollywood.

Resumo rápido

  • Craig Gillespie estaria ligado a um thriller de ficção científica com Glen Powell
  • O projeto ainda não teve título, estúdio ou janela de lançamento divulgados
  • Supergirl reforça o peso recente de Gillespie no circuito de franquias

Por enquanto, o filme é mais movimento de bastidor do que anúncio fechado. Mesmo assim, a dupla faz barulho.

O filme ainda é um mistério

Quase tudo segue no escuro. Não há nome oficial, sinopse, roteirista confirmado ou cronograma de filmagem circulando publicamente.

Isso muda a leitura da notícia. O centro aqui não é o projeto em si, mas quem está entrando na sala.

Gillespie chega com o peso de Supergirl. Powell entra como um dos atores mais vendáveis do cinema comercial atual.

Nome Papel Trabalhos citados O que pesa aqui
Craig Gillespie Diretor ligado ao projeto Eu, Tonya, Cruella, Supergirl Assinatura visual forte e bom ritmo de estúdio
Glen Powell Protagonista Top Gun: Maverick, Twisters Carisma comercial e força em filmes de gênero
Supergirl Credencial recente de Gillespie Milly Alcock como Kara Zor-El Coloca o diretor dentro do novo DCU

Vale notar um detalhe. Quando um thriller de ficção científica ainda não vende a própria história, ele precisa vender a combinação.

Craig Gillespie mira Glen Powell fora de Supergirl — foto de divulgação
Craig Gillespie mira Glen Powell fora de Supergirl — foto de divulgação (Reprodução)

Craig Gillespie não entrou nessa conversa por acaso

Faz sentido. Gillespie nunca foi um diretor de uma nota só.

Em Eu, Tonya (I, Tonya), ele mostrou energia, humor ácido e senso de ritmo. Em Cruella, provou que consegue pegar projeto grande de estúdio sem virar um operador automático.

Tem mais. A Garota Ideal (Lars and the Real Girl) já indicava um interesse claro por personagens esquisitos, frágeis e difíceis de encaixar.

Esse histórico combina com thriller de ficção científica de alto conceito. Não basta filmar tecnologia; precisa saber segurar clima, estranheza e personagem no mesmo quadro.

Quem quiser revisitar o filme que consolidou essa fase encontra a página oficial de Eu, Tonya no Rotten Tomatoes. É um bom lembrete do tipo de cinema nervoso que ele sabe fazer.

Mas ele não é um David Fincher da ficção científica. E isso pode ser justamente o diferencial.

Gillespie costuma ser mais pop, mais direto e menos frio. Se esse projeto andar, a chance é de ver suspense com cara de blockbuster, não laboratório hermético.

Supergirl entra nessa conta como selo recente. Com Milly Alcock no papel de Kara Zor-El, o filme empurra Gillespie para um patamar mais disputado dentro dos grandes estúdios.

Glen Powell in How To Make a Killing
Glen Powell in How To Make a Killing (Reprodução)

Glen Powell virou o rosto ideal para esse tipo de filme

Powell vende a premissa rápido. Esse é o ponto.

Ele funciona em ação, comédia romântica e catástrofe. Poucos atores hoje transitam por tantos formatos sem perder apelo popular.

Top Gun: Maverick ajudou a colocá-lo no mapa comercial. Twisters reforçou uma coisa importante: Powell sabe carregar filme de gênero sem parecer engessado por “pose de astro”.

Isso pesa demais num thriller de ficção científica. O público aceita a maluquice da ideia quando confia no rosto que está guiando a história.

Nem todo ator de bilheteria segura esse equilíbrio. Alguns funcionam em ação pura, mas travam quando o roteiro pede paranoia, humor ou estranheza.

Powell parece confortável nesse meio-termo. Ele tem carisma de filme grande, mas também passa a sensação de que entende o absurdo da própria premissa.

Junta isso com Gillespie atrás da câmera e a conta fecha. Não no papel de “obra de prestígio”, mas de produto esperto, vendável e com alguma personalidade.

O que essa dupla sugere sobre o filme

Sem sinopse, sobra leitura de mercado. E a leitura aqui é bem clara.

Hollywood adora thrillers de ficção científica que parecem grandes o bastante para vender ingresso, mas não grandes demais a ponto de custar uma fortuna. Powell se encaixa nisso. Gillespie também.

Não tem cara de ficção científica contemplativa. A combinação aponta mais para tensão, ritmo e conceito fácil de vender em trailer.

Talvez venha algo na linha de “e se essa ideia maluca acontecesse amanhã?”. Esse tipo de premissa conversa melhor com o perfil dos dois.

Também pesa o momento. Powell está em alta, e Gillespie acabou de fortalecer o próprio nome em franquia. Estúdio nenhum ignora esse timing.

Sem janela no Brasil por enquanto

Hoje, não existe data de estreia no Brasil, nem indicação de plataforma, nem sinal de distribuição por aqui. O projeto ainda precisa virar anúncio formal antes de qualquer conversa sobre cinema ou streaming.

Se avançar, a rota mais provável é lançamento nos cinemas primeiro. Powell tem perfil de tela grande, e esse tipo de thriller vive de campanha forte.

Até lá, o que existe é a imagem dessa dupla. Um diretor que saiu maior de Supergirl e um ator que virou aposta segura para filme de gênero. Isso já basta para acender alerta em Hollywood — mas ainda não responde a pergunta mais importante: eles vão fazer algo realmente estranho ou só um pacote muito bem vendido?