Supergirl chega ao novo DCU cercada por uma reação bem menos empolgada que a de Superman. A leitura mais honesta, juntando várias críticas, é simples: Milly Alcock segura o filme no peito, mas o roteiro e o tom não acompanham no mesmo nível.
Resumo rápido
- Supergirl abriu com 57% no Rotten Tomatoes e 49 no Metacritic
- Milly Alcock e Krypto concentram a maior parte dos elogios
- Filme é o segundo longa do novo DCU após Superman
Morna. Essa é a palavra que melhor resume o começo de Supergirl entre os críticos internacionais.
Tem elogio para a protagonista, para a química com Ruthye e para cenas de ação mais soltas. O problema é outro: o filme parece mais interessado em posicionar Kara dentro do DCU do que em fechar uma história realmente marcante sozinha.
A crítica comprou Milly Alcock. O filme, nem tanto
No Rotten Tomatoes, Supergirl apareceu na faixa de 57% a 58% no recorte inicial. No Metacritic, a nota ficou em 49.
Não é desastre total. Também passa longe de arrancar consenso.
O elogio mais repetido vai para Milly Alcock como Kara Zor-El. Mesmo as críticas mais duras admitem que ela tem presença, carisma e energia de sobra para carregar uma personagem que vive entre luto, raiva e amadurecimento.
| Ficha técnica | Detalhes |
|---|---|
| Título | Supergirl |
| Título original | Supergirl |
| Tipo | Filme |
| Direção | Craig Gillespie |
| Estúdio | DC Studios |
| Universo | DCU |
| Gênero | Ação, aventura, ficção científica, super-herói |
| Elenco citado | Milly Alcock, Jason Momoa |
| Personagens citados | Kara Zor-El, Lobo, Ruthye Marye Knoll, Krem |
| Situação no Brasil | Em cartaz nos cinemas |
| Rotten Tomatoes | 57%–58% no recorte inicial |
| Metacritic | 49 |

Tem um comentário que resume bem o clima: Milly Alcock merece um filme melhor. Dói porque faz sentido. Quando a câmera para nela, existe uma heroína ali. Quando o roteiro precisa amarrar tudo, a força cai.
O que funciona de verdade
A premissa tem peso. Kara cruza o espaço ao lado de Ruthye Marye Knoll, que quer vingança contra Krem depois do assassinato da família. No caminho, a história bate em perda, trauma e crescimento.
Funciona mais quando o filme simplifica. Kara e Ruthye em cena. Krypto roubando a atenção. Ação mais direta, humor leve e uma heroína menos polida que o padrão quadradinho de origem.
Krypto, aliás, vira arma secreta fácil. Não só porque rende meme. O cachorro ajuda a quebrar a sisudez e dá ao filme uma energia mais viva, quase no espírito bagunçado que Guardiões da Galáxia domina tão bem.
Jason Momoa como Lobo também entra com presença. Mesmo sem redefinir o longa, ele traz o tipo de carisma bruto que o universo DC precisava faz tempo.
Mas será que isso basta? Não por duas horas de filme. Em notícia de reação crítica, esse é o ponto mais claro da semana: o elenco convence mais que a construção dramática.
Superman virou a régua cedo demais
Tem comparação que o próprio filme não consegue evitar. Supergirl é o segundo longa do novo DCU. Então, sim, ele já entra olhando para a sombra de Superman.
E perde nessa disputa. Quase todas as leituras consolidadas batem na mesma tecla: Superman tinha identidade mais nítida, direção mais segura e um coração mais fácil de comprar.

Craig Gillespie entrega momentos bons, mas sem a vibração que muita gente esperava. Falta um pulso mais próprio. Falta aquela sensação de que você assistiu a algo com assinatura, e não só a uma peça de engrenagem bem montada.
Isso aproxima Supergirl de casos como The Marvels: filme simpático, elenco esforçado, alguns trechos bem divertidos, mas uma identidade que escapa pelos dedos. Capitã Marvel tinha uma protagonista mais resolvida. Mulher-Maravilha tinha um arco mais forte. Aqui, Kara ainda parece em rascunho.
Nem tudo é culpa da atuação. Longe disso. O problema é que a evolução emocional da personagem, citada como centro da jornada, nem sempre ganha o peso dramático que a ideia promete.
O novo DCU acerta no casting, ainda não na consistência
Esse começo de recepção diz bastante sobre o plano de James Gunn. O novo DCU já mostrou que sabe escalar ator. Milly Alcock parece escolha certeira. Momoa encaixa em Lobo quase no automático.
Agora vem a parte mais difícil: transformar bons nomes em filmes que parem de depender do “próximo capítulo”. Supergirl funciona melhor como peça de universo compartilhado do que como longa fechado. E isso, para um segundo filme, liga um alerta.
Não é um alerta vermelho. Mas já impede aquele discurso de que a DC resolveu tudo de uma vez.
Também pesa o fato de Supergirl tentar misturar aventura espacial, trauma e humor de um jeito que lembra um meio-termo entre Thor: Ragnarok e um coming-of-age triste. Em teoria, ótima mistura. Na tela, ela entra e sai de tom com frequência.

Nos cinemas brasileiros por enquanto
Por enquanto, Supergirl está em cartaz nos cinemas do Brasil. A janela de streaming ainda não foi anunciada oficialmente, então não há confirmação de quando o filme chega à Max.
Detalhes fechados sobre dublagem brasileira também não foram divulgados de forma ampla nas informações iniciais. Na prática, quem quiser assistir agora precisa checar a programação local para sessões legendadas ou dubladas.
Se você entra pelo carisma de Milly Alcock, pela curiosidade com o novo DCU e pelo caos simpático de Krypto, o filme entrega material. Se espera um salto do tamanho de Superman, a conversa muda. E essa talvez seja a maior dúvida do DCU hoje: Kara já encontrou seu lugar ou ainda está só aquecendo?