Berlin voltou rápido ao radar da Netflix. Um dia após a estreia da 2ª temporada, em 15/05/2026, o spin-off de La Casa de Papel já liderava o ranking global de popularidade do FlixPatrol. O número chama atenção, mas pede contexto — e é isso que realmente importa.
Não é dado oficial da Netflix. É monitoramento de posições por país, atualizado diariamente.
Ainda assim, não dá para ignorar. Quando uma série abre em 1º lugar em dezenas de mercados logo de cara, o sinal é claro: a marca continua forte.
| Item | Dado |
|---|---|
| Título | Berlin |
| Universo | Spin-off/prequel de La Casa de Papel |
| Criadores | Álex Pina e Esther Martínez Lobato |
| Protagonista | Pedro Alonso |
| Elenco principal | Michelle Jenner, Tristán Ulloa, Begoña Vargas, Julio Peña Fernández, Joel Sánchez e Samantha Siqueiros |
| Gênero | Crime, suspense, drama e assalto |
| País de origem | Espanha |
| Temporadas | 2 |
| Episódios da 2ª temporada | 8 |
| Estreia da 2ª temporada | 15/05/2026 |
| Plataforma no Brasil | Netflix |
| Ambientação da nova trama | Sevilha |
| Alvo do golpe | A obra A Dama com Arminho, de Leonardo da Vinci |
O topo veio rápido, mas o número pede contexto
O FlixPatrol registrou Berlin em 1º lugar em 21 territórios no primeiro dia. No segundo, a série já aparecia no topo em 44 países.
Nos Estados Unidos, a estreia foi mais modesta: 10º lugar. Isso muda o tamanho da notícia? Nem tanto.
La Casa de Papel sempre foi mais forte fora do mercado americano. A base na Europa e na América Latina puxa a franquia há anos, e Berlin herda exatamente esse público.
- 1º em 21 territórios: impulso inicial forte logo após a estreia
- 1º em 44 países no dia seguinte: crescimento rápido do boca a boca
- 10º nos EUA: bom começo, mas longe de domínio total

Tem um detalhe importante aqui. Liderar o FlixPatrol não significa, automaticamente, recorde de horas assistidas.
A Netflix divulga esse dado no Top 10 semanal da própria plataforma, e essa medição ainda é a que pesa de verdade para avaliar tamanho de audiência. O ranking diário mostra calor. Não fecha a conta sozinho.
O assalto agora é em Sevilha
A nova temporada leva Berlin e sua equipe para Sevilha. O grupo recebe do Duque de Málaga a missão de roubar A Dama com Arminho, uma das obras mais famosas de Leonardo da Vinci.
Funciona como continuação direta da ideia que sustentou o spin-off desde o início: crime tratado como espetáculo. Menos urgência brutal, mais charme, pose e manipulação.
Pedro Alonso continua sendo o centro disso tudo. Em La Casa de Papel, Berlin já roubava a cena mesmo quando o roteiro pedia foco em outros personagens.
Agora, com a série inteira girando ao redor dele, a Netflix dobra naquilo que já sabe vender bem: um anti-herói carismático, elegante e perigoso. Se a história acompanha esse magnetismo até o fim dos 8 episódios, aí já é outra discussão.

Por que a franquia ainda respira
La Casa de Papel terminou em 2021, depois de cinco temporadas. Muita série morre aí. Essa não.
A Netflix percebeu cedo que Berlin era mais do que coadjuvante marcante. O personagem virou peça de expansão de marca, quase no mesmo nível que Saul Goodman virou para Breaking Bad em Better Call Saul.
Calma. Não estou igualando a qualidade das duas séries.
Mas a lógica de mercado é parecida: pegar o personagem mais forte, dar passado, cercar de novos aliados e manter viva uma franquia que o público ainda reconhece na capa. Simples. E eficiente.
A primeira temporada de Berlin já tinha deixado isso claro. O spin-off não tentava repetir a pressão claustrofóbica da série-mãe. Preferia glamour, flerte e golpes mais teatrais.
A segunda leva segue nessa direção. O alvo é uma obra de arte, o cenário é Sevilha e o clima continua mais sedutor do que explosivo.

Na prática, muda pouco na disponibilidade e bastante na conversa online. Os 8 episódios já estão no catálogo brasileiro da Netflix, com opções de dublagem e legendas em português.
Quem maratona termina em um fim de semana. E esse tipo de estreia costuma subir rápido no Top 10 local quando a base de La Casa de Papel volta a se mexer.
O ponto mais honesto hoje é este: Berlin já venceu a largada, mas ainda precisa provar fôlego. Subir ao topo em dois dias impressiona; continuar lá quando saírem as horas assistidas da própria Netflix é o teste que separa barulho de permanência.