Dahmer: Um Canibal Americano
Série

Dahmer: Um Canibal Americano

★ 8.0 2022 1 temporadas Crime · Drama

Dahmer: Um Canibal Americano (Monster: The Jeffrey Dahmer Story) estreou na Netflix em 2022 e quebrou recordes da plataforma — mais de 1 bilhão de horas assistidas nos primeiros 60 dias, marca que só Stranger Things havia atingido. Criada por…

Criador
Ryan Murphy
Elenco
Evan Peters, Richard Jenkins, Molly Ringwald
Produção
Ryan Murphy Television, Prospect Films
Origem
EUA
Status
Encerrada
Título original
DAHMER - Monster: The Jeffrey Dahmer Story

Onde Assistir Dahmer: Um Canibal Americano no Brasil

Netflix
Netflix Standard with Ads

Sinopse

Dahmer: Um Canibal Americano (Monster: The Jeffrey Dahmer Story) estreou na Netflix em 2022 e quebrou recordes da plataforma — mais de 1 bilhão de horas assistidas nos primeiros 60 dias, marca que só Stranger Things havia atingido. Criada por Ryan Murphy e Ian Brennan, a série reconstrói a trajetória de Jeffrey Dahmer, assassino em série condenado pelos crimes contra 17 jovens entre 1978 e 1991, na maioria homens negros e latinos.

Evan Peters interpreta Dahmer em uma performance que rendeu ao ator o Globo de Ouro de Melhor Ator em Minissérie. O elenco inclui Niecy Nash como Glenda Cleveland, vizinha que denunciou o assassino diversas vezes sem ser ouvida pela polícia de Milwaukee — interpretação que rendeu a Nash o Emmy de Atriz Coadjuvante. Richard Jenkins vive o pai de Dahmer, e Penelope Ann Miller a mãe.

A série dividiu opiniões: enquanto críticos elogiaram a denúncia ao racismo e homofobia institucionais que permitiram que Dahmer agisse impunemente por mais de uma década, familiares das vítimas se manifestaram contra a produção, alegando não terem sido consultados. A Netflix retirou a tag LGBTQ+ da série após críticas. Monster se tornou antologia: a segunda temporada, sobre os irmãos Menendez, estreou em 2024.

Análise — Notícias Flix

7.8
de 10

A primeira temporada de Monster: The Jeffrey Dahmer Story é, ao mesmo tempo, o maior fenômeno comercial do gênero true crime no streaming e um dos projetos mais difíceis de defender eticamente da última década. Ryan Murphy e Ian Brennan estruturam a série em torno de uma escolha narrativa esperta: o episódio 6, Silenced, abandona Dahmer por completo para acompanhar Tony Hughes — uma das vítimas surdas do assassino — em um capítulo que se tornou referência sobre como contar histórias de violência sem fetichizar o agressor.

Mas a série se equilibra numa linha tênue. Quando funciona, opera como denúncia institucional: a polícia de Milwaukee aparece como cúmplice estrutural, devolvendo um adolescente laosiano nu e drogado para Dahmer depois que duas mulheres negras tentaram salvá-lo. Glenda Cleveland, vivida por Niecy Nash, é a verdadeira protagonista moral — e Nash usa o tempo de tela para construir um retrato denso da vizinha que ninguém escutou. O Emmy de Atriz Coadjuvante foi merecido.

O problema é o resto. Evan Peters compõe Dahmer com uma calma inquietante que beira a humanização — e familiares de vítimas reclamaram publicamente que não foram consultados, que reviveram o trauma ao ver suas histórias dramatizadas sem aviso. A Netflix, sintomaticamente, removeu a tag LGBTQ+ da série após reclamações de espectadores que não queriam ver crimes contra gays catalogados como entretenimento queer.

Tecnicamente, é impecável: direção contida, fotografia bege-doentia, trilha que sabe quando recuar. O ritmo de 10 episódios é longo demais — alguns capítulos do meio sustentam pouco — mas o desenho de produção dos anos 1980 e 1990 é minucioso. Vale assistir? Sim, mas com a consciência de que o boom do gênero true crime tem custo humano real para famílias que nunca pediram para ver seu pior dia transformado em série de prestígio.

Pontos fortes

  • Performance histórica de Niecy Nash como Glenda Cleveland (Emmy merecido)
  • Episódio 6 (Silenced) é referência sobre como contar histórias de vítimas
  • Denúncia contundente do racismo e homofobia da polícia de Milwaukee
  • Direção de arte e fotografia tecnicamente impecáveis

Pontos fracos

  • Familiares de vítimas reais não foram consultados sobre a dramatização
  • Evan Peters humaniza Dahmer a ponto de gerar empatia desconfortável
  • Ritmo de 10 episódios é longo — alguns capítulos do meio se arrastam
  • A Netflix teve que remover a tag LGBTQ+ depois de protestos
Vale a pena se: você assiste true crime com olhar crítico, gosta de produções caprichadas tecnicamente e quer entender por que o gênero divide tanto opinião.

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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