Mighty Morphin Power Rangers #1 recoloca o time clássico no centro da franquia, mas a edição chega com uma facada nostálgica: Tommy Oliver fica fora do reencontro. Para quem cresceu vendo o Ranger Verde virar símbolo absoluto de Power Rangers, a nova fase da BOOM! Studios começa mais amarga do que parecia.
Mas calma. A HQ não confirma morte, desaparecimento definitivo nem um adeus fechado.
O que ela realmente entrega é outra coisa: Tommy não responde ao chamado quando os Rangers originais precisam dele. E, para muito fã, isso dói mais do que um sacrifício heroico.
O que a HQ realmente revela sobre Tommy Oliver
O gancho da edição é simples e pesado. O time clássico volta, a ameaça cresce, e Tommy não aparece.
A leitura mais forte do quadrinho é que ele ouviu o chamado, mas escolheu não atender. Isso muda bastante a conversa, porque a ausência deixa de ser acidente e vira decisão.
Tem diferença. Uma enorme.
Quando um personagem desse tamanho some por escolha, o texto joga uma sombra nova sobre todo o legado dele. Não é o tipo de ausência que gera luto imediato. Gera incômodo.

Por que isso pesa tanto no legado de Power Rangers
Tommy Oliver nunca foi só mais um Ranger. Ele é o Ranger Verde original, virou Ranger Branco e, por décadas, funcionou como o rosto mais lembrado da franquia.
No Brasil, isso bate ainda mais forte por um motivo óbvio. Muita gente conheceu Power Rangers na TV aberta e na TV por assinatura com Tommy no centro da febre.
Então o retorno do time clássico sem ele não soa como detalhe de roteiro. Soa como um buraco no coração da equipe.
É quase como reunir a formação mais famosa de uma banda e deixar o vocalista do lado de fora. Pode funcionar? Pode. Mas ninguém finge que é a mesma coisa.
| Ficha rápida | Informação |
|---|---|
| Título | Mighty Morphin Power Rangers #1 |
| Editora | BOOM! Studios |
| Roteiro | Marguerite Bennett |
| Arte | Andrew Lee Griffith |
| Cores | Joshua Jensen |
| Letras | Ed Dukeshire |
| Design | Madison Goyette |
| Formato | HQ mensal |
| Gênero | Ação, super-heróis, aventura, ficção científica |
| Status | Em publicação |
| Editora oficial | BOOM! Studios |
A nova fase da BOOM! Studios já começa mexendo no time
A ausência de Tommy não aparece isolada. Mighty Morphin Power Rangers #1 abre uma nova etapa editorial da BOOM!, com retorno ao time clássico e expansão para outros títulos contínuos.
Entre eles estão Power Rangers Unlimited e Power Rangers: Green. Ou seja: o relançamento não quer viver só de nostalgia. Ele quer reorganizar o tabuleiro.
E aí mora a jogada mais esperta da editora — sem trocadilho com o Morfador. Tirar Tommy do centro logo no primeiro movimento força o leitor a encarar a equipe sem sua muleta mais popular.
Funciona como provocação. Também funciona como risco.
Se a BOOM! entregar uma razão dramática boa, a decisão cresce. Se enrolar demais, vira só jeito artificial de segurar personagem importante para depois.

Rita Rabiosa entra como nova ameaça
O relançamento ainda apresenta Rita Rabiosa, figura nova ligada ao legado de Rita Repulsa. Isso importa porque a HQ não está só repetindo uniforme clássico e piscando para quem tem memória afetiva.
Ela tenta construir um novo eixo de conflito. Sem Tommy em cena, a história abre espaço para que essa ameaça reorganize as relações do grupo logo de saída.
É uma escolha agressiva. Em vez de vender conforto, vende instabilidade.
Também explica por que parte da recepção lá fora já trata esse relançamento como uma correção de rota. Não é só “mais uma HQ dos Rangers”. É uma tentativa clara de redefinir força, hierarquia e legado dentro da franquia.
O mais importante aqui é separar o drama do marketing. Falar em “destino de Tommy Oliver” soa definitivo, mas a HQ, pelo que mostra agora, aponta mais para afastamento do que para fim de linha.
Isso pode frustrar quem esperava resposta fechada. Ao mesmo tempo, deixa uma porta escancarada para retorno, conflito interno ou até uma virada maior em Power Rangers: Green.
Em outras palavras: a BOOM! mexeu no personagem mais sensível da franquia sem entregar ainda a conta completa. Corajoso? Sim. Confortável? Nem um pouco.

Como acompanhar a HQ no Brasil hoje
Mighty Morphin Power Rangers #1 já está em circulação pela BOOM! Studios em sua edição original em inglês. Como se trata de HQ, não existe questão de dublagem, e o caminho mais seguro para o leitor brasileiro é acompanhar pelos canais oficiais da editora e pelo mercado de importação.
Até aqui, o peso da edição não está em uma morte chocante nem em uma revelação bombástica. Está em algo mais estranho: o maior ícone de Power Rangers escuta o chamado e fica de fora. Para uma franquia que sempre viveu de união, essa talvez seja a ruptura mais desconfortável de todas.