Pokémon Horizontes (Pokémon Horizons: The Series) chega à Netflix nesta 26/06 com a Parte 3 de Altas Esperanças e encara um teste que parecia impensável há poucos anos: manter Pokémon vivo sem Ash Ketchum no centro. A boa notícia é que a nova fase já encontrou um jeito próprio de andar.
Resumo rápido
- Parte 3 de Altas Esperanças estreia hoje, 26/06, na Netflix
- Liko, Roy e Dot lideram a nova fase principal do anime
- A série chega ao Brasil com dublagem em português
Parece só mais um lote de episódios. Não é.
Pokémon passou mais de 25 anos grudado em Ash. Tirar esse rosto da vitrine sempre soou arriscado. Só que Pokémon Horizontes entendeu uma coisa básica: copiar Ash seria o caminho mais preguiçoso possível.
Ash saiu. Pokémon não caiu
A despedida de Ash veio depois do título de campeão mundial. Fez sentido encerrar ali. O personagem fechou seu arco, e a franquia precisava parar de girar em círculos.
Em vez de inventar “um novo Ash”, a série mudou a fórmula. Menos herói único. Mais grupo, mistério e jornada emocional. Isso mexe no ritmo, claro, mas também dá um ar menos automático ao anime.
| Ficha técnica | Detalhes |
|---|---|
| Título no Brasil | Pokémon Horizontes |
| Título original | Pokémon Horizons: The Series |
| Tipo | Anime |
| Estúdio | OLM |
| Direção | Saori Den |
| Franquia | Pokémon |
| Protagonistas | Liko, Roy, Dot e Friede |
| Gênero | Aventura, fantasia, ação, coming-of-age |
| Estreia no Japão | 2023 |
| Plataforma no Brasil | Netflix |
| Dublagem em português | Sim |
| Formato na Netflix | Lançamento em partes |
| Parte 1 | 12 episódios |
| Parte 2 | 10 episódios |
| Temporada exibida no Japão | 47 episódios |
| Status | Em exibição |
Funciona porque a série não tenta viver só de nostalgia. Ela ainda fala com quem cresceu vendo Pokémon, mas puxa a franquia para um lugar um pouco mais serializado. Tem mais mistério contínuo. Tem mais trama de fundo.

Liko muda o centro da história
Liko é quase o oposto de Ash. Ela vem de Paldea, é introvertida, insegura e carrega um pingente herdado da avó. Não parece a protagonista mais óbvia para Pokémon. Justamente por isso ela interessa.
O tal pingente esconde Terapagos, e essa ligação empurra a trama para um lado mais misterioso. A série deixa claro cedo que a jornada dela não é só colecionar batalhas. É entender quem ela é no meio desse caos.
Roy entra como contraponto. Ele segura a energia mais expansiva que o anime sempre teve, mas sem roubar o foco. Dot completa a equipe e ajuda Pokémon Horizontes a escapar da velha lógica de “um protagonista e seus acompanhantes”.
Tem mais. Os Explorers dão ameaça constante, Laquium vira peça central do conflito e a Academia Blueberry amplia o mapa da história. É um desenho de aventura infantil, sim, mas com uma espinha serial mais firme do que muita fase recente de Pokémon.
Até visualmente, Liko marca essa virada. O design da personagem, associado a Ken Sugimori, passa uma fragilidade pensada. Não é a silhueta do herói clássico. É alguém que ainda está tentando caber naquela história.
Netflix divide, a franquia respira
A Netflix escolheu lançar Pokémon Horizontes em blocos. Parte 1 com 12 episódios. Parte 2 com 10. Agora chega a Parte 3 de Altas Esperanças, mantendo a série em circulação por mais tempo dentro do catálogo.
É estratégia pura. Em vez de despejar tudo de uma vez, a plataforma cria reencontros periódicos com a franquia. Para anime infantil e familiar, isso faz bastante sentido. A marca some menos da conversa.
No Japão, a temporada exibida somou 47 episódios e teve seu último capítulo exibido em 01/05. A divisão internacional alonga esse fôlego. Para a Netflix, melhor assim. Para quem maratona, também.
No Brasil, outro detalhe pesa: a dublagem. Pokémon sempre teve força por aqui justamente por ser fácil de entrar. Com áudio em português, Pokémon Horizontes evita aquela barreira que costuma afastar público mais novo e parte dos fãs casuais.

O que entra hoje no catálogo brasileiro
A Parte 3 de Altas Esperanças já está disponível na Netflix no Brasil, com opção de dublagem em português. Quem já acompanhou os blocos anteriores consegue seguir direto. Quem está chegando agora encontra uma fase que não depende tanto do passado quanto se imaginava.
Isso talvez seja a maior vitória de Pokémon Horizontes. A série respeita Ash, mas não fica ajoelhada diante dele. Liko e Roy ainda não têm o peso cultural do antigo protagonista. Nem precisam ter agora.
O teste real é outro. Depois de 25 anos de hábito, Pokémon conseguiu trocar de rosto sem perder a identidade. A Parte 3 estreia hoje na Netflix brasileira. Resta saber quanto tempo a nostalgia vai continuar ajudando — e quanto dessa nova fase já se sustenta sozinha.