Shia LaBeouf segue sendo o ator mais imprevisível de sua geração. Em 2026, a agenda está cheia: ele encerrou as filmagens do drama The Rooster Prince, tem o thriller carcerário God of the Rodeo a caminho e prepara novo projeto com o diretor Abel Ferrara sobre a juventude de Padre Pio.
A reconstrução vem depois de anos turbulentos, entre processos e batalhas pessoais que ele mesmo expôs em Honey Boy, roteiro autobiográfico escrito durante uma internação.
O talento nunca esteve em xeque. Revelado na Disney, apadrinhado por Steven Spielberg e alçado a astro global por Transformers, ele sempre preferiu o desconforto ao caminho fácil.
No percurso, deixou registros curiosos, como a participação no mosaico romântico Nova York, Eu Te Amo, dividindo a tela com um elenco estrelado.
Em Megalópolis, de Francis Ford Coppola, roubou cenas mais uma vez. Polêmico, sempre. Irrelevante, nunca.
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★ 4.3 LaBeouf venceu um Daytime Emmy em 2003 pelo papel de Louis Stevens na série Even Stevens, do Disney Channel, aos 17 anos. Foi nessa época que Steven Spielberg notou o jovem ator, parceria que renderia Transformers (2007) e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008).
O roteiro de Honey Boy (2019), sobre a infância de um astro mirim com um pai instável, foi escrito por LaBeouf durante tratamento em uma clínica de reabilitação, como parte da terapia. No filme, ele interpreta uma versão do próprio pai. A crítica apontou o trabalho como um dos mais corajosos do ano.
Para viver o santo italiano em Padre Pio (2022), de Abel Ferrara, LaBeouf conviveu com frades capuchinhos na Califórnia. A imersão o levou ao catolicismo: ele foi crismado em 31 de dezembro de 2023 e chegou a declarar que considerou se tornar diácono.
Em 2014, na instalação #IAMSORRY, LaBeouf passou dias sentado em uma galeria de Los Angeles com um saco de papel na cabeça estampado com a frase 'I am not famous anymore'. Os visitantes entravam um por vez para encará-lo. A obra dividiu a crítica entre genialidade e colapso público.
Francis Ford Coppola bancou do próprio bolso os 120 milhões de dólares de Megalópolis (2024) e reservou a LaBeouf o papel de Clodio, herdeiro caótico da trama. O filme dividiu o Festival de Cannes, mas a atuação dele foi apontada como uma das mais memoráveis do elenco estrelado.