Lázaro Ramos chega a 2026 em ritmo de maratona: estrela a comédia de ação Velhos Bandidos ao lado de Fernanda Montenegro, leva Feito Pipa à estreia mundial no Festival de Berlim e amplia seu papel na terceira temporada de Os Outros, no Globoplay.
Nascido em Salvador em 1978, foi revelado pelo Bando de Teatro Olodum e explodiu no cinema com Madame Satã (2002), exibido no Festival de Cannes.
De lá pra cá, virou um dos rostos mais versáteis do audiovisual brasileiro: do humor de Ó Paí, Ó e Saneamento Básico, O Filme ao drama distópico de Medida Provisória, sua estreia na direção de longas.
Também é escritor best-seller — Na Minha Pele virou referência no debate racial brasileiro — e apresentador de longa data do Espelho, no Canal Brasil.
Em Feito Pipa, encara um de seus papéis mais duros: Batista, pai que rejeita a homossexualidade do filho no interior do Ceará.
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★ 8.0 Lázaro foi formado no Bando de Teatro Olodum, grupo histórico da cena teatral negra de Salvador. A base construída ali sustentou a transição pro cinema e pra TV — e segue visível na precisão corporal e no domínio de palco que marcam suas atuações até hoje.
Madame Satã (2002), em que vive o lendário malandro carioca João Francisco dos Santos, foi exibido na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes. A atuação rendeu prêmios de melhor ator em festivais e abriu as portas do cinema autoral pro então jovem ator baiano.
Medida Provisória, sua estreia na direção de longas-metragens, imagina um Brasil distópico em que o governo ordena o retorno forçado de cidadãos negros à África. O filme ganhou prêmios em festivais internacionais antes de chegar aos cinemas brasileiros, em 2022.
Seu livro Na Minha Pele, lançado em 2017, virou best-seller e presença constante em listas de leitura sobre identidade e racismo no Brasil. Lázaro também assina livros infantis e dirige teatro — multiartista é quase pouco pra descrever o tamanho do currículo.
Feito Pipa, de Allan Deberton, teve estreia mundial no 76º Festival de Berlim, em 2026. Lázaro interpreta Batista, pai homofóbico de um menino criado pela avó em Quixadá, no Ceará — papel que o coloca no centro de um dos filmes brasileiros mais aguardados do ano.