Transformers (The Transformers) vai ganhar um novo filme com Jason Fuchs no roteiro. Steven Spielberg entra como produtor executivo, e isso mostra que Paramount e Hasbro ainda tratam a franquia como peça grande do estúdio. Não é só nostalgia. É plano de longo prazo.
Resumo rápido
- Jason Fuchs escreve novo filme de Transformers para Paramount e Hasbro
- Steven Spielberg será produtor executivo do projeto
- Michael Bay também aparece ligado a outra frente da franquia
Quem está por trás do novo filme
Jason Fuchs, um dos roteiristas de Mulher-Maravilha, foi escolhido para escrever o novo Transformers. Na produção, o projeto reúne Spielberg, Lorenzo di Bonaventura, Mark Vahradian, Michael Bay, Tom DeSanto e Don Murphy.
Sem diretor, elenco ou título oficial divulgados, o longa ainda parece estar no começo. O que existe hoje é a equipe criativa principal. E isso já diz bastante sobre a ambição da Paramount.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Franquia | Transformers |
| Título original | The Transformers |
| Roteiro | Jason Fuchs |
| Estúdios | Paramount e Hasbro |
| Produtor executivo | Steven Spielberg |
| Produtores | Lorenzo di Bonaventura, Mark Vahradian, Michael Bay, Tom DeSanto e Don Murphy |
| Status | Em desenvolvimento |
Fuchs não entra por acaso. Transformers precisa de alguém que saiba lidar com blockbuster de estúdio, origem de personagens e tom mais amplo. Foi esse equilíbrio que Mulher-Maravilha acertou melhor do que muita adaptação recente.
A franquia já passou dos US$ 5 bilhões no mundo. Não tem como fugir desse número. Quando uma marca ainda movimenta essa grana, Hollywood não larga fácil.

Não acabou em 2017
Tem uma confusão comum nessa conversa. Transformers: O Último Cavaleiro, de 2017, não foi o último filme da saga. O longa mais recente é Transformers: O Despertar das Feras, lançado em 2023.
O filme de 2023 segue listado no Rotten Tomatoes, o que ajuda a encerrar a dúvida. Parece detalhe, mas não é. Se você erra o ponto de partida, erra a leitura da franquia inteira.
Depois do auge comercial da era Michael Bay, a marca tentou respirar de outro jeito. Bumblebee baixou a escala e apostou mais no carisma. O Despertar das Feras quis ampliar o universo com os Maximals e puxar outra linha narrativa.
Os dois ficaram abaixo do pico da franquia. Isso é verdade. Mas jogar tudo no mesmo saco é preguiça. Bumblebee tinha proposta menor, enquanto O Despertar das Feras tentou ser ponte entre o passado explosivo e um futuro mais organizado.
| Filme | Ano | Momento da franquia |
|---|---|---|
| Transformers | 2007 | Início da fase Michael Bay |
| Transformers: O Último Cavaleiro | 2017 | Queda de fôlego da era Bay |
| Bumblebee | 2018 | Recuo de escala e tom mais afetivo |
| Transformers: O Despertar das Feras | 2023 | Tentativa de expansão com os Maximals |
Jason Fuchs pega uma franquia cansada
Essa é a parte mais delicada. Transformers ainda vende robô gigante, destruição e nostalgia. Só que isso sozinho já não segura sete filmes para sempre.
O problema não foi só bilheteria recente mais baixa. Foi identidade. A fase Bay tinha assinatura, mesmo com crítica fraca. Bumblebee tinha coração. O Despertar das Feras tinha boas ideias, mas parecia dividido entre continuação, reboot e fan service.
Fuchs chega justamente nesse buraco. O próximo roteiro precisa decidir que franquia é essa agora. Mais barulho? Mais aventura familiar? Mais ficção científica? Tudo ao mesmo tempo costuma dar errado.
Spielberg dá peso, mas não resolve a dúvida principal
Spielberg como produtor executivo chama atenção. Claro que chama. O nome dele ainda funciona como selo de prestígio dentro de franquia comercial.
Mas crédito de produção executiva não entrega, sozinho, o tamanho do envolvimento criativo. Ele pode participar mais de visão geral do que de set, montagem e roteiro no detalhe. O peso institucional existe. A direção artística ainda não apareceu.
Outra peça importante: Michael Bay está listado entre os produtores deste novo filme. Ao mesmo tempo, Jordan VanDina já foi ligado a outro roteiro da saga. Traduzindo: a Paramount pode estar desenvolvendo mais de um Transformers em paralelo.
Faz sentido. Estúdios fazem isso quando a marca continua forte, mas a rota ainda não está fechada. Testam caminhos. Vê qual encaixa melhor. Foi assim com outras franquias longas de ação, de Fast & Furious a universos baseados em brinquedo.
Se for esse o jogo, a Paramount não quer apenas “mais um filme”. Ela quer descobrir qual versão de Transformers ainda tem gás para a próxima década.
O catálogo segue vivo no Brasil
Enquanto o novo longa não ganha data, o catálogo de Transformers continua rodando no Brasil. Os filmes costumam circular entre Paramount+, Netflix, Prime Video, Max e aluguel digital na Apple TV, Google Play e Claro tv+.
A franquia também costuma chegar com dublagem brasileira disponível, sobretudo nos títulos mais recentes. Isso pesa bastante por aqui. Transformers sempre foi marca forte em TV, home video e sessão de fim de semana.
Na prática, esse anúncio tem um efeito simples para o público brasileiro. Não há filme novo para assistir agora, mas há um catálogo vivo para revisitar. E a Paramount claramente não terminou de mexer nessa marca. Falta saber qual Transformers vai sair dessa insistência: o do caos Bay, o do coração de Bumblebee ou um terceiro caminho.