Steven Spielberg acabou de fechar uma velha discussão sobre E.T.: O Extraterrestre (E.T. The Extra-Terrestrial): Elliot nunca reencontrou o alienígena fisicamente. Para quem gosta de cânone, ou seja, do que conta oficialmente na história, isso muda bastante a leitura daquele adeus final.
Resumo rápido
- Spielberg confirmou que Elliot não voltou a ver E.T. Pessoalmente
- Os dois seguiram ligados por uma conexão psíquica
- O comercial da Xfinity de 2019 não faz parte do cânone
O que Spielberg acabou de deixar claro
A resposta é bem menos “feliz para sempre” do que muita gente imaginava. Elliot e E.T. Não tiveram um reencontro físico depois do filme de 1982.
O detalhe novo está na ligação entre os dois. Spielberg explicou que a despedida não cortou o vínculo emocional e mental, e que aquela frase clássica continuou valendo pela vida inteira de Elliot.
“Eu estarei bem aqui.” É isso que ganha outro peso agora.
No filme, a fala já soava como promessa afetiva. Agora, ela vira quase uma regra de continuidade: separados no espaço, mas conectados de algum jeito.
Por que o comercial de 2019 não vale nessa conta
Muita gente lembra do comercial natalino da Xfinity, lançado em 28/11/2019, com E.T. Visitando Elliot já adulto. A peça mexeu com a nostalgia e funcionou como fan service puro.
Mas comercial é comercial. Não é continuação oficial.
Esse tipo de publicidade vive de emprestar emoção de clássico para vender assinatura, internet ou pacote de TV. Funciona. Só não muda a história do filme.
Na prática, a “reunião” da propaganda entra como realidade alternativa. Bonita, simpática, bem filmada — e fora do cânone.
Spielberg nunca quis mexer demais no original
Isso combina totalmente com a postura dele sobre uma sequência de E.T.: O Extraterrestre. Spielberg e Melissa Mathison chegaram a desenvolver uma continuação, mas o projeto foi deixado de lado.
“Uma continuação não faria nada além de tirar a pureza do original.”
A frase é dura, mas faz sentido. Tem filme que melhora com continuação. Tem filme que perde força na hora em que explica demais.
E.T.: O Extraterrestre sempre viveu melhor no espaço da falta. O adeus dói justamente porque não oferece conforto completo.
“Cancelar essa sequência foi uma vitória duramente conquistada.”
Até a ideia de mostrar melhor o planeta natal de E.T. Acabou desviada para outro caminho. O conceito funcionaria melhor como livro, com o título The Green Planet, do que como continuação de cinema.
E.T.: O Extraterrestre ainda joga em outra prateleira
Não é só nostalgia falando. O filme segue gigante nos números.
Lançado em 11/06/1982, com 115 minutos de duração, o clássico arrecadou cerca de US$ 792,9 milhões no mundo. Até hoje, mantém 99% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e 91/100 no Metacritic.
Não tem como fugir desse número. Quarenta e quatro anos depois, continua sendo um dos filmes mais amados da história popular de Hollywood.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Título original | E.T. The Extra-Terrestrial |
| Título no Brasil | E.T.: O Extraterrestre |
| Direção | Steven Spielberg |
| Roteiro | Melissa Mathison |
| Produção | Kathleen Kennedy |
| Elenco citado | Henry Thomas, Drew Barrymore |
| Gêneros | Ficção científica, aventura, família, fantasia |
| Estreia | 11/06/1982 |
| Duração | 115 minutos |
| Classificação no Brasil | Livre |
| Bilheteria mundial | US$ 792,9 milhões |
| Rotten Tomatoes | 99% |
| Metacritic | 91/100 |
E tem outro motivo para esse detalhe de cânone render conversa até hoje. Spielberg sempre tratou infância, perda e ausência com uma delicadeza que muita ficção científica larga pelo caminho.
Basta olhar para Contatos Imediatos do Terceiro Grau ou A.I. – Inteligência Artificial. Em vez de explicar tudo, ele prefere deixar um vazio que o público carrega.
No Brasil, o clássico segue vivo no digital
Para o público brasileiro, E.T.: O Extraterrestre costuma circular em aluguel e compra digital, com janelas variáveis entre lojas como Apple TV, YouTube Filmes e outras plataformas. Em lançamentos locais e exibições por aqui, o filme tradicionalmente aparece com dublagem em português.
Em catálogo por assinatura, a presença muda conforme o licenciamento da Universal no Brasil. O curioso é que, mesmo sem sequência e sem reencontro oficial, pouca coisa em Hollywood continua tão forte quanto aquele adeus de 1982.