O recorde de 31 anos de Mortal Kombat 2 está por um fio

Por Leandro Lopes 18/05/2026 às 18:30 4 min de leitura Atualizado: 18/05/2026
O recorde de 31 anos de Mortal Kombat 2 está por um fio
4 min de leitura

Mortal Kombat 2 (Mortal Kombat II) não está só indo bem nas bilheterias. O filme já chegou a US$ 101,2 milhões no mundo e ficou a cerca de US$ 21 milhões de tomar de Mortal Kombat, de 1995, o posto de maior sucesso da franquia no cinema.

É uma virada real. E rara.

Depois de décadas de resultados irregulares, a saga finalmente encaixou três coisas ao mesmo tempo: crítica menos hostil, público satisfeito e dinheiro entrando. Para uma marca tão conhecida nos games, isso demorou demais.

Ficha técnica Detalhes
Título no Brasil Mortal Kombat 2
Título original Mortal Kombat II
Direção Simon McQuoid
Elenco principal Karl Urban, Ludi Lin, Mehcad Brooks, Jessica McNamee
Gênero Ação, fantasia, ficção científica, artes marciais
Baseado em Franquia de games Mortal Kombat
Distribuição Warner Bros.
Classificação nos EUA R
Rotten Tomatoes 65%
Popcornmeter 88%
Janela no Brasil Cinemas; streaming ainda não anunciado

Quanto falta para passar 1995

Hoje, o alvo é claro: US$ 122,2 milhões. Esse é o total mundial de Mortal Kombat, lançado em 1995, ainda líder da franquia depois de 31 anos.

Mortal Kombat 2 abriu com US$ 38 milhões nos EUA e já passou da barreira dos nove dígitos globalmente. Falta pouco para a troca no topo.

Filme Bilheteria mundial
Mortal Kombat (1995) US$ 122,2 milhões
Mortal Kombat 2 US$ 101,2 milhões
Mortal Kombat (2021) US$ 84,4 milhões
Mortal Kombat: Annihilation (1997) US$ 51,4 milhões

O número de 2021 ajuda a medir o salto. O reboot anterior ficou em US$ 84,4 milhões, travado por pandemia, lançamento híbrido e recepção dividida.

Karl Urban como Johnny Cage em Mortal Kombat II
Karl Urban como Johnny Cage em Mortal Kombat II (Reprodução)

A crítica não amou. Mas, pela primeira vez, respeitou

Isso pesa mais do que parece. No Rotten Tomatoes, Mortal Kombat 2 está com 65% e virou o primeiro filme da saga a ficar Fresh.

Do lado do público, o resultado foi ainda melhor: 88% no Popcornmeter. Não é unanimidade, claro. Só que, para essa franquia, já é um avanço enorme.

Os filmes anteriores sempre viveram de nostalgia, figurino e fatalities. Desta vez, a conversa mudou um pouco. Tem fan service, sim, mas também existe sensação de filme mais ajustado para quem não cresceu decorando golpe do Sub-Zero.

Não é Mario nem Sonic. O feito é outro

Seria injusto comparar Mortal Kombat 2 com Super Mario Bros. O Filme ou com a fase atual de Sonic. Essas marcas trabalham com classificação mais leve e alcance familiar muito maior.

A comparação certa é outra: adaptações de game adultas, violentas e mais limitadas comercialmente. Nesse grupo, Mortal Kombat 2 encontrou um espaço difícil de ocupar.

Filme com gore, cabeça voando e clima de arena não costuma juntar bilheteria forte com aprovação decente. Ou agrada só a base. Ou tenta ficar palatável e perde identidade. Aqui, a Warner parece ter acertado no meio-termo.

Mas será que isso basta para transformar a série em franquia estável? Esse é o teste de verdade. Um hit isolado é bom. Três filmes seguidos fortes mudam o jogo.

Liu Kang de Ludi Lin olhando intensamente enquanto cria uma chama nas mãos em Mortal Kombat II
Liu Kang de Ludi Lin olhando intensamente enquanto cria uma chama nas mãos em Mortal Kombat II (Reprodução)

O empurrão que a Warner precisava

O sucesso comercial de Mortal Kombat 2 abre espaço para algo que a saga quase nunca teve no cinema: continuidade sem vergonha. Já existe desenvolvimento inicial de Mortal Kombat III, e esse caixa deixa o plano bem menos arriscado.

Karl Urban entrando no universo também ajudou no apelo mais amplo. Ele puxa curiosidade além do fã de game, algo que a marca precisava para sair da bolha.

Tem outro detalhe: o recorde antigo nem era inalcançável. A barra histórica da franquia sempre foi baixa para uma IP desse tamanho. Bastava um filme minimamente redondo para ameaçar 1995. O espanto real é esse ter demorado tanto.

O que chega ao Brasil nessa história

No Brasil, a rota segue sendo a de cinema com distribuição da Warner Bros. Até aqui, não há plataforma de streaming confirmada para o lançamento inicial, e a classificação indicativa brasileira ainda depende do selo oficial local.

Se a curva se mantiver, o recorde pode cair nos próximos dias. Faltam cerca de US$ 21 milhões. Para uma franquia que passou 31 anos brigando mais com o próprio potencial do que com a concorrência, isso já soa como fatality.