Moana pisa no freio antes da estreia nos cinemas

Por Rafael Duarte 02/07/2026 às 20:31 5 min de leitura Atualizado: 02/07/2026
Moana pisa no freio antes da estreia nos cinemas
5 min de leitura

Moana chega aos cinemas brasileiros em 9 de julho com um alerta ligado nos EUA: o tracking de abertura caiu forte na reta final da pré-venda. Só que a história não termina aí, porque a franquia segue quente no streaming e ainda puxa atenção dentro do próprio ecossistema Disney.

Resumo rápido

Não é pouca coisa. Quando um filme de US$ 200 milhões perde fôlego antes mesmo da estreia, Hollywood presta atenção na hora.

O tracking caiu rápido

Nos últimos dias, as projeções domésticas para Moana recuaram de um patamar acima de US$ 80 milhões para algo perto de US$ 60 milhões no primeiro fim de semana. A leitura é clara: a pré-venda não sustentou o tamanho da marca.

Esse número não veio da Disney. É tracking de mercado, aquele termômetro que a indústria usa para medir intenção de compra antes da estreia. Não é sentença final, mas costuma mostrar para onde o vento está soprando.

Tem mais. O cenário internacional também estaria abaixo do esperado, o que pesa ainda mais para um live-action desse porte. Filme caro não se paga com abertura morna. Ele precisa de fôlego por várias semanas.

Em remake Disney, a largada importa porque o marketing vende a sensação de evento. Se essa sensação não cola, sobra nostalgia. E nostalgia sozinha nem sempre tira família do sofá para comprar ingresso antecipado.

Cena de divulgação do live-action de Moana com Catherine Laga’aia como Moana e Dwayne Johnson como Maui em uma praia tropical
Cena de divulgação do live-action de Moana com Catherine Laga’aia como Moana e Dwayne Johnson como Maui em uma praia tropical (Reprodução)

Não faltou curiosidade, faltou conversão

A parte mais interessante está fora do cinema. No mesmo dia em que a conversa sobre bilheteria esfriou, o especial Moana | A Special Look apareceu em quinto lugar no Top 10 de filmes do Disney+ nos EUA.

Isso muda a leitura do caso. A marca Moana não parece fraca. O público ainda quer olhar para esse universo, rever material promocional e continuar perto da franquia. O problema, por enquanto, é transformar essa curiosidade em ingresso.

Faz sentido. Disney vive de catálogo forte, música conhecida e personagem que circula bem em streaming, redes sociais e produto licenciado. Só que isso não garante corrida ao cinema, ainda mais quando a campanha não esquenta como deveria.

O briefing do mercado aponta justamente nessa direção: a campanha foi vista como surpreendentemente fraca. Para um filme família e musical, isso pesa muito. Sem sensação de evento, o apelo diminui rápido.

E Dwayne Johnson? Ainda chama atenção, claro. Mas o nome dele sozinho já não parece suficiente para empurrar pré-venda como acontecia em outra fase da carreira.

Catherine Laga'aia como Moana cantando no live-action de Moana
Catherine Laga'aia como Moana cantando no live-action de Moana (Reprodução)

Ficha técnica de Moana

Ficha Detalhe
Título original Moana
Formato Filme live-action
Direção Thomas Kail
Roteiro Jared Bush e Dana Ledoux Miller
Elenco principal Catherine Laga’aia e Dwayne Johnson
Personagens Moana e Maui
Base Adaptação da animação Moana, de 2016
Gênero Aventura, musical, fantasia e família
Estúdio Disney
Orçamento citado US$ 200 milhões
Estreia no Brasil 9 de julho de 2026
Onde assistir no Brasil Cinemas

O pacote continua grande. Thomas Kail dirige, Jared Bush e Dana Ledoux Miller assinam o roteiro, Catherine Laga’aia assume a protagonista e Johnson volta como Maui. No papel, parece uma operação segura. Na bilheteria, ainda não.

O que a Disney queria vender, e o que o público comprou

Live-action da Disney costuma funcionar quando une três coisas: lembrança afetiva, música grudada na cabeça e cara de evento para todas as idades. Moana tem as duas primeiras. A terceira, até agora, parece menor do que o estúdio esperava.

Basta olhar para o contraste. O público clicou no especial do Disney+, mas não correu na mesma velocidade para a pré-venda. É o retrato de uma marca viva, só que mais confortável dentro de casa.

Filme família também se comporta de um jeito diferente de super-herói. Muita gente decide em cima da hora, dependendo de férias, programação do fim de semana e preço do ingresso. Então o tracking ruim acende alerta, mas não fecha a conta.

Mesmo assim, cair mais de US$ 20 milhões nas projeções antes da estreia não é detalhe. É perda de confiança no arranque. E arranque fraco complica a narrativa de sucesso já na primeira segunda-feira.

Nos cinemas do Brasil em 9 de julho

Para o público brasileiro, o recado prático é simples: Moana estreia só nos cinemas em 9 de julho. A Disney ainda trabalha a campanha na reta final, enquanto o filme tenta reverter a impressão morna deixada pelo tracking nos EUA.

Quem quiser revisitar a franquia antes da estreia pode procurar o catálogo da Disney no Disney+ Brasil. O live-action, por enquanto, não tem janela confirmada no streaming por aqui.

Agora falta a resposta que interessa de verdade: a força de Moana ainda leva família para a sala escura, ou essa virou uma franquia maior para catálogo do que para bilheteria? Dia 9 de julho começa a aparecer a primeira resposta.

Trailer

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