Warner mexe em Maze Runner: Correr ou Morrer

Por Rafael Duarte 16/06/2026 às 21:01 5 min de leitura Atualizado: 18/06/2026
Warner mexe em Maze Runner: Correr ou Morrer
5 min de leitura

Maze Runner: Correr ou Morrer (The Maze Runner) voltou ao radar, agora pela Warner Bros. O anúncio pesa menos pela novidade e mais pelo que ele sugere: o estúdio quer tirar do armário uma franquia YA que já funcionou no cinema, mas nunca virou unanimidade.

Resumo rápido

  • Warner Bros. Confirmou uma nova adaptação de Maze Runner
  • A trilogia anterior somou cerca de US$ 948,8 milhões
  • Projeto ainda não tem elenco, diretor nem data no Brasil

Faz sentido. O mercado voltou a correr atrás de marcas conhecidas, e poucas distopias jovens dos anos 2010 ficaram tão no meio do caminho quanto Maze Runner.

Não é estreia. É uma segunda tentativa

Muita gente vai ler “nova adaptação” e pensar que é a primeira vez de James Dashner no cinema. Não é. Maze Runner já teve uma trilogia lançada pela 20th Century Fox entre 2014 e 2018.

O primeiro filme, Maze Runner: Correr ou Morrer, foi o mais bem recebido do pacote. Fez cerca de US$ 348,3 milhões no mundo, abriu com US$ 32,5 milhões nos EUA e ainda segura 65% no Rotten Tomatoes.

Coleção dos livros Maze Runner de James Dashner empilhada, com visual de thriller distópico
Coleção dos livros Maze Runner de James Dashner empilhada, com visual de thriller distópico (Reprodução)

Depois, a curva caiu. Maze Runner: Prova de Fogo terminou com 48% no Rotten Tomatoes e Maze Runner: A Cura Mortal ficou em 43%, mesmo com bilheterias ainda fortes.

Somando os três longas, a marca chegou a cerca de US$ 948,8 milhões. Não é pouco. Também não é dinheiro de franquia intocável, tipo Harry Potter ou Jogos Vorazes.

Filme Estreia Bilheteria mundial Rotten Tomatoes Metacritic
Maze Runner: Correr ou Morrer 2014 US$ 348,3 milhões 65% 57
Maze Runner: Prova de Fogo 2015 US$ 312,3 milhões 48% 43
Maze Runner: A Cura Mortal 2018 US$ 288,2 milhões 43% 50

Esse histórico explica a aposta atual. A marca nunca morreu de verdade. Só ficou parada, esperando algum estúdio decidir se valia reabrir o labirinto.

O que a Warner parece querer de verdade

A resposta mais óbvia é nostalgia. Mas não só isso.

A Warner está olhando para uma franquia com reconhecimento instantâneo, base literária pronta e público que hoje está na faixa dos 20 e 30 anos. É a mesma geração que cresceu com Divergente, Percy Jackson e Jogos Vorazes.

Tem outro detalhe. Maze Runner sempre deu a sensação de que correu demais para caber no modelo blockbuster dos anos 2010.

Nos livros, o mistério e a paranoia pesam mais. Nos filmes, a ação foi tomando conta e a parte mais estranha daquele universo ficou simplificada. Se a Warner quiser justificar essa volta, o caminho mais inteligente é mexer justamente nisso.

A série Shatter Me é um sucesso global
A série Shatter Me é um sucesso global (Reprodução)

Mas vai ser reboot? Continuação? Prelúdio? A confirmação do projeto ainda não responde. E essa diferença importa.

Se for reboot, a comparação com Wes Ball vai ser automática. Se for uma nova leitura do universo, talvez usando The Kill Order ou The Fever Code, a franquia ganha espaço para respirar sem repetir Dylan O’Brien correndo de novo pelos mesmos corredores.

No papel, essa é a melhor saída. Recontar tudo do zero pode até funcionar, mas cheira a reciclagem fácil demais.

James Dashner tem material para muito mais que uma trilogia

A franquia literária principal começou em 2009 com The Maze Runner. Depois vieram The Scorch Trials, The Death Cure, além dos prelúdios The Kill Order e The Fever Code.

Ou seja: material não falta. O problema nunca foi quantidade. Foi direção criativa.

Jogos Vorazes sobreviveu ao tempo porque encontrou identidade política e peso dramático. Divergente desandou porque perdeu força e confiança no próprio universo. Maze Runner ficou entre os dois extremos.

Foi comercialmente sólido. Criticamente, nem tanto. Essa zona cinzenta é exatamente o tipo de franquia que Hollywood adora revisitar.

Ficha rápida Dados confirmados
Título da série literária The Maze Runner
Título oficial no Brasil Maze Runner: Correr ou Morrer
Autor James Dashner
Estúdio da nova adaptação Warner Bros.
Status Nova adaptação cinematográfica confirmada
Gênero Distopia, thriller, ficção científica, aventura YA
Primeiro livro 2009
Trilogia anterior 2014 a 2018, pela 20th Century Fox
Bilheteria acumulada da trilogia Cerca de US$ 948,8 milhões

No Brasil, ainda é cedo para falar em estreia

Para o público brasileiro, o cenário é simples: a Warner confirmou a nova adaptação, mas ainda não existe data, elenco, diretor ou janela nacional. Também não há informação sobre dublagem em português, o que é normal nesta fase.

Mesmo assim, a notícia tem peso por aqui. Maze Runner foi lançado no Brasil com nome forte, presença de cinema e cara de franquia grande, então a marca ainda é reconhecível fora da bolha.

Agora falta a parte que decide tudo. A Warner vai tratar Maze Runner como relançamento nostálgico ou como franquia nova de verdade?

Sem plataforma anunciada e sem previsão para os cinemas brasileiros, o projeto ainda está no campo da estratégia. Só que quase US$ 949 milhões não ficam esquecidos por acaso — e esse número deixa uma pressão incômoda no ar.

Trailer