Twisted Metal achou um reforço de peso para a 3ª temporada. Mark Hamill entrou no elenco como Papa Charlie Kane, pai afastado de Sweet Tooth, e a série ainda trocou de comando: David Reed assume como showrunner. Para quem acompanha do Brasil, a notícia importa por dois motivos. A série já está na HBO Max por aqui e a nova fase pode mexer no tom mais do que parece.
Resumo rápido
- Mark Hamill viverá Papa Charlie Kane na 3ª temporada
- David Reed assume como showrunner e produtor executivo
- As duas primeiras temporadas estão na HBO Max no Brasil
Mark Hamill entra onde a série mais precisava
Twisted Metal sempre dependeu de carisma. Não basta explodir carro e jogar piada ácida por cima. Essa adaptação da PlayStation funciona quando o elenco compra o exagero e entrega personagens maiores que a vida.
É aí que Hamill encaixa bem. Papa Charlie Kane não chega como figura decorativa. Ele é o líder da Soberania do Leste e ainda carrega a ligação familiar com Sweet Tooth, um dos nomes mais fortes da série.
Mas ele entra só como grife? Difícil. Hamill tem décadas jogando com personagens excêntricos, ameaçadores e quase cartunescos. Twisted Metal vive exatamente nessa frequência, mais perto do caos de Peacemaker do que do drama pesado de The Last of Us.

Essa escolha também empurra a série para um lado mais mitológico. Até aqui, a graça estava muito na estrada, nas emboscadas e no humor de fim do mundo. Com Papa Charlie Kane em cena, a 3ª temporada ganha a chance de explorar família quebrada, poder territorial e o passado de Sweet Tooth sem perder a maluquice.
David Reed assume o volante da 3ª temporada
A outra mudança pesa tanto quanto a escalação. David Reed entra como showrunner e produtor executivo da 3ª temporada, no lugar de Michael Jonathan Smith, cocriador e principal cabeça criativa até aqui.
Troca de showrunner nunca é detalhe. É o tipo de decisão que muda ritmo, humor e até a quantidade de loucura que a série aguenta sem desmontar. Em Twisted Metal, isso pode significar um equilíbrio novo entre ação, comédia e o lado mais bizarro dos personagens.
Kitao Sakurai segue dirigindo múltiplos episódios. Isso ajuda a manter a energia visual da série, que sempre apostou em câmera nervosa, timing de piada e violência quase de desenho animado. Reed assume o volante, mas o carro não troca de pista sozinho.

A pista continua a mesma, mas o mapa mudou
Antes de olhar para a 3ª temporada, vale situar a série. Twisted Metal nasceu como adaptação live-action da franquia de games da PlayStation, lançada em 1995. O universo mistura combate veicular, humor sombrio e figuras grotescas. Em filme, isso sempre pareceu apertado. Em série, respira melhor.
| Ficha técnica | Detalhe |
|---|---|
| Título | Twisted Metal |
| Formato | Série live-action |
| Base | Franquia de jogos Twisted Metal, da PlayStation |
| Gênero | Ação, comédia, pós-apocalíptico, aventura |
| Plataforma original | Peacock |
| Onde assistir no Brasil | HBO Max |
| Protagonista | Anthony Mackie |
| Showrunner original | Michael Jonathan Smith |
| Novo showrunner da 3ª temporada | David Reed |
| Direção de episódios | Kitao Sakurai |
O elenco principal continua sendo um dos motores da série. Anthony Mackie segue à frente como o forasteiro entregador, enquanto Sweet Tooth continua dividido entre a presença física de Samoa Joe e a voz de Will Arnett. Também seguem ligados ao projeto nomes como Neve Campbell, Stephanie Beatriz, Thomas Haden Church, Mike Mitchell, Tahj Vaughans e Lou Beatty Jr.
Ou seja: não é reinício. É recalibragem. Hamill entra para engrossar a mitologia, e Reed assume para definir como essa bagunça vai se organizar.

O que essa mudança diz sobre a série
Twisted Metal nunca teve o prestígio automático de outras adaptações de games. Não é Fallout, que ganhou status rápido, nem The Last of Us, que já nasceu com selo de drama de premiação. O trunfo aqui é outro: personalidade.
A série entendeu cedo que precisava abraçar o absurdo. Sweet Tooth não funciona pela lógica. Funciona pelo excesso. Um personagem como Papa Charlie Kane, nas mãos de Hamill, pode aumentar justamente isso: um vilão com presença suficiente para não virar só mais um maluco no deserto.
Também tem um recado de mercado aí. Em meio à guerra das adaptações de games, chamar um nome desse tamanho ajuda a manter Twisted Metal no radar. Não resolve roteiro ruim sozinho, claro. Mas empurra a conversa de “série divertida” para “série com ambição maior”.
Na HBO Max, o Brasil já pode pegar a estrada
As duas primeiras temporadas de Twisted Metal estão no catálogo brasileiro da HBO Max. A 3ª temporada ainda não ganhou janela pública no Brasil, mas o caminho natural é repetir esse destino, salvo mudança contratual.
Para quem nunca deu play, o apelo é bem claro. Pense em uma mistura de corrida mortal, humor de videogame e personagens que falam alto o tempo todo. Não é uma série sutil. Também não quer ser.
Agora a dúvida boa ficou armada: Mark Hamill vai entrar só para roubar cena ou Twisted Metal finalmente encontrou o vilão que faltava para subir de categoria na guerra das adaptações de games?