Depois de Furiosa, o fim de Mad Max volta ao radar

Por Rafael Duarte 14/06/2026 às 05:26 5 min de leitura Atualizado: 15/06/2026
Depois de Furiosa, o fim de Mad Max volta ao radar
5 min de leitura

George Miller ainda fala como quem não terminou sua viagem por Mad Max, mas o cenário ficou bem mais frio depois do desempenho de Furiosa: Uma Saga Mad Max. Rumores de bastidor apontam para um filme derradeiro ligado ao legado de Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road), só que não existe anúncio oficial até agora.

Resumo rápido

Tem gasolina nessa história. Mas ela vem misturada com boato, cálculo de estúdio e um fracasso comercial que ninguém em Hollywood ignora.

Rumor forte, anúncio nenhum

O que circula no mercado é o seguinte: George Miller estaria buscando espaço para fazer mais um filme no universo Mad Max e, depois disso, tocar uma série de TV. Os nomes que aparecem nessa disputa são Amazon, Universal Pictures e Sony Pictures.

A Warner Bros., dona da casa recente da franquia, teria esfriado a relação após Furiosa. Isso, porém, segue no campo dos bastidores. Sem teaser, sem comunicado, sem calendário.

Vale segurar a empolgação. Falar em “filme final” agora é mais interpretação de mercado do que confirmação pública.

Até o retorno de Tom Hardy entra nessa zona cinzenta. O ator viveu Max em Mad Max: Estrada da Fúria, mas qualquer volta dependeria da cronologia e do tamanho desse projeto. Hoje, isso é hipótese. Só.

Por que Furiosa virou um freio

Bilheteria manda. Sempre mandou.

Furiosa: Uma Saga Mad Max arrecadou algo na faixa de US$ 170 milhões mundiais, com orçamento perto de US$ 168 milhões. Parece próximo do empate? No papel, sim. Na prática, não.

Um blockbuster desse porte não precisa cobrir só a produção. Entra marketing pesado, divisão de receita com cinemas e toda a conta da distribuição global. Resultado: o filme ficou abaixo do ponto de equilíbrio teatral.

Mas isso apaga o valor da marca? Nem tanto.

A crítica comprou o filme. No Rotten Tomatoes, a recepção foi muito positiva. O problema é outro: prestígio não paga sozinho uma franquia cara, adulta e nada amigável para público casual.

Esse é o ponto que separa Mad Max de marcas como John Wick e Duna. Todas vendem ação premium, mas Mad Max depende muito mais da cabeça de George Miller e de um visual extremo que nem sempre vira bilheteria automática.

Mad Max: Estrada da Fúria ainda é a régua

Quando qualquer conversa sobre o futuro da franquia aparece, ela inevitavelmente bate em Mad Max: Estrada da Fúria. E faz sentido.

O filme de 2015 foi um terremoto crítico, levou 6 Oscars e arrecadou cerca de US$ 380 milhões no mundo. Não foi um fenômeno de bilheteria no nível Marvel, mas virou referência de ação moderna. Até hoje.

Filme Direção Bilheteria mundial Duração Situação no Brasil
Furiosa: Uma Saga Mad Max George Miller Cerca de US$ 170–174 milhões 148 min Disponível na Max, com dublagem
Mad Max: Estrada da Fúria George Miller Cerca de US$ 380 milhões 120 min Catálogo rotativo e locação digital

O contraste pesa. Mad Max: Estrada da Fúria saiu do cinema com status de clássico instantâneo. Furiosa saiu elogiado, mas com cara de conta que não fechou.

Isso ajuda a entender por que a franquia ainda interessa. Não como máquina segura de blockbuster, e sim como uma IP de prestígio, visual fortíssimo e ótimo apelo para streaming.

Se um novo filme realmente acontecer, o desenho mais provável parece menos megalomaníaco. Orçamento mais controlado. Risco mais calculado. Talvez até uma produção pensada desde o início para desaguar em série.

Na Max, Furiosa tenta provar que a franquia ainda respira

Para quem está no Brasil, a parte concreta da história é bem simples: Furiosa: Uma Saga Mad Max está na Max. A plataforma oferece o filme com dublagem em português, além da opção legendada.

Isso importa porque algumas franquias descobrem sua força real fora dos cinemas. The Last of Us explodiu na TV. John Wick cresceu muito no pós-lançamento doméstico. Mad Max pode seguir por um caminho parecido? Talvez.

George Miller continua sendo o maior ativo dessa marca. Sem ele, Mad Max perde identidade rápido. Com ele, vira um projeto caro, autoral e mais difícil de vender na planilha.

É esse impasse que deixa a história interessante. O criador ainda parece ter ideias. Os estúdios ainda enxergam valor. Só falta descobrir quem vai bancar a próxima corrida — e se ela será para o cinema ou direto para a guerra do streaming.

Furiosa: Uma Saga Mad Max segue disponível na Max no Brasil, com dublagem. Se esse rumor virar filme mesmo, a resposta talvez nasça menos nas bilheterias e mais no tempo de reprodução dentro de casa.