Kingdom Hearts II virou top 5 de Clair Obscur?

Por Rafael Duarte 01/07/2026 às 11:31 5 min de leitura
Kingdom Hearts II virou top 5 de Clair Obscur?
5 min de leitura

Guillaume Broche, diretor criativo de Clair Obscur: Expedition 33, colocou Kingdom Hearts II no top 5 pessoal e reacendeu uma discussão antiga entre fãs de JRPG. A fala saiu na série Jeux Video Club, do Konbini, e diz muito sobre as referências de combate que ainda moldam RPGs de ação em 2026.

Resumo rápido

  • Guillaume Broche chamou Kingdom Hearts II de um dos melhores RPGs já criados
  • O diretor destacou combos, fusões e 150 horas no late game
  • Kingdom Hearts III entrou na comparação e foi visto como inferior no gameplay

Não foi elogio jogado ao vento. Broche falou como quem estudou o jogo de verdade, e não como quem só guarda memória afetiva de PlayStation 2.

O elogio veio com detalhes

Em conversa ao Jeux Video Club, Broche foi direto: Kingdom Hearts II ainda está no topo da prateleira dele. E não só pelo carisma da mistura entre Square Enix e Disney.

“Kingdom Hearts II está no meu top 5 de todos os tempos. É um dos melhores RPGs já criados.”

Ele também apontou o que, para muita gente, sempre separou o segundo jogo do resto da franquia: a sensação de controle. Combos rápidos, fusões que mudam a leitura da luta e um ritmo de progressão que quase nunca trava.

“Passei 150 horas só no late game.”

Ficha rápida Dados confirmados
Título Kingdom Hearts II
Franquia Kingdom Hearts
Desenvolvedora Square Enix
Colaboração Disney
Gênero RPG de ação
Lançamento original 2005
Plataforma original PlayStation 2
Quem elogiou Guillaume Broche, diretor criativo de Clair Obscur: Expedition 33
Posição na lista pessoal Top 5 de todos os tempos
Aspectos elogiados Gameplay, combos, fusões e late game

Não é só nostalgia de PlayStation 2

Kingdom Hearts II tem esse status por um motivo simples: ele envelheceu melhor no controle do que na memória. Muita gente lembra da história confusa da série. Quem volta ao segundo jogo lembra mesmo é do combate.

Broche tocou no nervo certo. O sistema do jogo mistura ação veloz, leitura de distância, janelas curtas para emendar golpes e transformações que alteram seu estilo sem quebrar o ritmo.

por que ele ainda aparece no mesmo papo de títulos como Final Fantasy VII Remake e NieR: Automata. Não pelo tamanho da produção, mas pelo feeling. Quando o golpe encaixa, encaixa bonito.

Vale reparar em outra camada. Clair Obscur: Expedition 33 virou assunto grande justamente por tratar combate como assinatura autoral, não como obrigação entre cenas dramáticas.

Broche não está só elogiando um clássico. Ele está apontando uma escola de design. Uma que valoriza impacto, leitura clara e profundidade sem afogar o jogador em sistema ruim de explicar.

Kingdom Hearts III entra na conversa sem escapar da comparação

O diretor também falou de Kingdom Hearts III. Sem pancada gratuita, mas sem passar pano.

“Kingdom Hearts III não é ruim, mas não recuperou tudo o que o segundo fez em jogabilidade.”

É uma leitura que muita gente compartilha desde o lançamento do terceiro jogo. Kingdom Hearts III cresceu em escala, efeitos e espetáculo. Só que, para parte da base, perdeu aquele senso de progressão afiado do segundo.

Parece detalhe? Nem um pouco. Em RPG de ação, sensação pesa tanto quanto sistema. Você pode ter mais partículas na tela, mais mundo aberto e mais orçamento. Se o combate não “canta”, o jogador sente.

Kingdom Hearts II sempre foi o favorito de quem curte dominar build, encaixar combo aéreo e voltar para o pós-jogo por pura teimosia. O terceiro divertiu muita gente, claro. Mas raramente virou obsessão nesse mesmo nível.

E isso dá outra pista sobre Clair Obscur. O sucesso do jogo da Sandfall em 2025 e a permanência dele no debate em 2026 não vieram só da direção de arte. Vieram da forma como o combate responde.

Kingdom Hearts II segue acessível nas coletâneas HD

Para quem ficou com vontade de testar a tese de Broche, Kingdom Hearts II não está preso ao PS2. A forma mais prática de jogar no Brasil hoje é pelas coletâneas HD da franquia, reunidas nas versões modernas da série.

A página oficial de Kingdom Hearts detalha as edições atuais e os pacotes disponíveis em plataformas recentes: kingdomhearts.com. Não é lançamento novo, mas também não é peça de museu.

No fim, a fala de Broche pesa porque vem de alguém que acabou de assinar um dos RPGs mais comentados do mercado. Se um diretor nesse nível ainda olha para Kingdom Hearts II como referência máxima de combate, Kingdom Hearts IV vai ter de responder a uma pergunta chata: crescer basta ou é hora de recuperar a precisão que fez alguém gastar 150 horas só no fim do jogo?

Trailer