Skaar voltou ao centro de O Incrível Hulk (The Incredible Hulk) com um visual bem mais bruto em The Infernal Hulk #8. A Marvel mostrou oficialmente o filho do Hulk com roupa de pele, martelo gigante e cara de guerreiro de Sakaar. Não é só mudança estética: o desenho já indica que ele pode virar peça importante na fase mais sombria do personagem.
Resumo rápido
- Skaar reaparece em The Infernal Hulk #8 com martelo e visual bárbaro
- A HQ é escrita por Phillip Kennedy Johnson, com arte de Adam Gorham
- Sem edição brasileira confirmada; leitura digital em inglês segue como caminho mais fácil
Quem bate o olho entende rápido a proposta. Sai o ar de herdeiro “limpo” do Hulk e entra um Skaar mais selvagem, mais gasto e bem mais próximo das raízes de Sakaar.
O que a Marvel mostrou em The Infernal Hulk #8
O novo design de Skaar aposta no básico que funciona. Pele, pelos, armas pesadas e uma postura de bárbaro sobrevivente. O martelo grande chama atenção na hora.
Esse detalhe não está ali por acaso. Ele muda a silhueta do personagem e separa Skaar do Hulk clássico logo de cara. Em quadrinhos mensais, isso pesa muito.
| Ficha rápida | Dados confirmados |
|---|---|
| Título da HQ | The Infernal Hulk #8 |
| Série | O Incrível Hulk |
| Roteiro | Phillip Kennedy Johnson |
| Arte | Adam Gorham |
| Cores | Matthew Wilson |
| Editora | Marvel Comics |
| Gênero | Super-herói, ação, fantasia sombria, ficção científica |
| Personagem em destaque | Skaar |
| Status | Já disponível |
Skaar não está “estreando” de novo. Isso importa. A novidade aqui é outra: a Marvel reposicionou visualmente o personagem dentro de uma fase mais escura do Hulk.

Por que esse visual faz tanto sentido
Skaar sempre viveu entre dois lados. De um lado, é filho do Hulk. Do outro, carrega a herança de Caiera e de Sakaar. O novo look abraça esse segundo lado sem vergonha.
Funciona porque conversa com a história dele. Criado por Greg Pak e John Romita Jr., Skaar nasceu para ser um guerreiro duro, não uma cópia esverdeada do pai.
O visual também passa uma sensação de desgaste. Fur, couro e arma pesada lembram alguém que sobreviveu na marra. Nada de pose heroica polida. Isso combina muito com a fase atual.
Mas será que é só um redesenho para vender capa? Difícil. Quando a Marvel muda figurino, arma e presença de página ao mesmo tempo, geralmente quer mudar função narrativa também.
Sete passos atrás do Hulk tradicional
A fase escrita por Phillip Kennedy Johnson puxa o personagem para o horror e para a instabilidade. Bruce Banner perdeu controle da situação, e o chamado Infernal Hulk domina o tabuleiro.
Nesse cenário, Skaar deixa de ser só “o filho do Hulk”. Ele aparece protegendo os Rutlings e surge como alguém capaz de agir onde Banner já não consegue.
É uma boa sacada. O Hulk anda cercado de versões, fases e conceitos há anos. Skaar, quando entra direito na história, corta esse ruído porque traz conflito familiar e força bruta ao mesmo tempo.

O que muda em O Incrível Hulk com Skaar de volta
A principal mudança é de função. Antes, Skaar costumava entrar na conversa como legado, curiosidade ou braço extra de porrada. Agora ele parece uma peça tática no conflito principal.
Isso deixa a fase mais interessante. Hulk contra monstros funciona. Hulk contra si mesmo também. Mas colocar o filho no meio do caos adiciona um peso que o personagem sozinho já não tinha.
Tem mais: o design novo ajuda leitores casuais a entenderem quem ele é sem uma linha de exposição. Você olha e pensa “guerreiro de mundo hostil”. Missão cumprida.
Comparado a visuais passados, esse Skaar parece menos príncipe e mais sobrevivente. Menos ornamento. Mais cicatriz. A arte de Adam Gorham vende isso com clareza.
De World War Hulk até agora
Skaar surgiu no pós-World War Hulk e ganhou espaço em Skaar: Son of Hulk. Depois disso, passou por fases como Dark Avengers e Gamma Flight, sempre orbitando a família do Hulk.
O problema é que ele nunca ficou estável por muito tempo. Entrava, sumia, voltava com outra função. Esse vai e vem atrapalhou o personagem mais do que a falta de carisma.
Por isso esse retorno chama atenção. Não pela nostalgia, mas porque finalmente parece haver uma ideia clara para ele dentro de O Incrível Hulk.
No Brasil, a leitura ainda passa pelo digital
Até agora, The Infernal Hulk #8 não tem edição brasileira confirmada. Então o caminho mais direto para ler essa fase por aqui segue sendo o digital em inglês.
O serviço oficial da casa é o Marvel Unlimited, disponível no Brasil. Vale lembrar: a plataforma não oferece tradução para português nesse material.
Para quem acompanha encadernados da Marvel no país, resta esperar publicação local futura. E aí fica a pergunta boa: se Skaar realmente virar peça grande na guerra contra o Infernal Hulk, quanto tempo a Panini vai demorar para trazer isso oficialmente?