Highlander reboot ganha sinal positivo com Russell Crowe

Por Rafael Duarte 13/06/2026 às 17:30 5 min de leitura
Highlander reboot ganha sinal positivo com Russell Crowe
5 min de leitura

O reboot de Highlander com Henry Cavill ganhou um sinal bom de bastidor: Russell Crowe já terminou suas cenas e saiu falando com entusiasmo do filme. Não é detalhe pequeno. Quando um projeto cult volta depois de quase 20 anos longe do cinema, o tom de quem está dentro pesa.

Resumo rápido

Crowe interpreta Juan Sánchez-Villalobos Ramírez, o mesmo personagem vivido por Sean Connery no filme original de 1986. Já Cavill assume a linha de frente do reboot, bancado pela Amazon MGM Studios e distribuído nos cinemas pela United Artists.

Soa como fan service? Nem tanto. O nome que realmente faz esse projeto parecer sério é Chad Stahelski, diretor da franquia John Wick: De Volta ao Jogo. Se alguém sabe filmar duelo com peso físico, é ele.

Crowe já deixou o set

A informação mais concreta até agora é essa: Russell Crowe terminou sua participação. Isso não quer dizer que o filme inteiro encerrou as filmagens, claro. Quer dizer só que o ator já fez sua parte e saiu bastante confiante com o resultado.

Esse entusiasmo importa porque Crowe não está entrando em qualquer papel. Ramírez é peça central na mitologia de Highlander, o mentor que apresenta as regras desse universo de imortais em guerra. No original, Sean Connery deu ao personagem um peso quase mítico.

Henry Cavill em treinamento de espada para Highlander, foto de bastidores ou arte conceitual com visual de fantasia urbana
Henry Cavill em treinamento de espada para Highlander, foto de bastidores ou arte conceitual com visual de fantasia urbana (Reprodução)

Tem outro detalhe curioso aí. Crowe e Cavill já dividiram tela em O Homem de Aço, com o veterano no papel de Jor-El e Cavill como Superman. Agora a dupla volta em um filme bem menor em escala de efeitos, mas com mais chance de acertar no corpo a corpo.

Ficha técnica Detalhes confirmados
Título Highlander
Baseado em Highlander (1986)
Direção Chad Stahelski
Elenco principal Henry Cavill, Russell Crowe
Papel de Russell Crowe Juan Sánchez-Villalobos Ramírez
Estúdio Amazon MGM Studios
Distribuição United Artists
Previsão de estreia 2027
Último filme da franquia Highlander: A Fonte (2007)
Premissa Imortais duelam sob a regra de que só pode haver um

Stahelski faz diferença aqui

O maior risco de Highlander sempre foi cair no ridículo. Espadas, imortais, séculos de história e fantasia urbana podem virar bagunça muito rápido. Stahelski entra justamente para evitar isso.

O trabalho dele em John Wick: De Volta ao Jogo mostrou uma coisa simples: ação só funciona quando a câmera respeita o movimento. Menos corte nervoso. Mais impacto. Em Highlander, isso pode transformar os duelos em evento de verdade, e não em pose com espada brilhando.

Também existe uma vantagem de tom. Highlander nunca foi fantasia épica na linha de O Senhor dos Anéis. Sempre foi uma história mais urbana, mais suja, quase de rua. Stahelski entende esse terreno.

Highlander Franchise Poster
Highlander Franchise Poster (Reprodução)

Se der certo, o filme pode ocupar um espaço que anda meio vazio. Os Imortais trabalhou bem a ideia de personagens que não morrem, mas com outro foco. Highlander tem um gancho mais direto e mais cruel: imortais não coexistem em paz para sempre. Em algum momento, um precisa cortar a cabeça do outro.

Depois de 2007, a franquia precisa voltar com força

Não tem como aliviar: a marca ficou muito tempo mal cuidada. O último filme, Highlander: A Fonte, saiu em 2007 e não deixou saudade. Desde então, a franquia sobreviveu mais como memória cult do que como série de filmes relevante.

É por isso que Cavill e Crowe parecem uma escolha pensada com frieza. Cavill traz físico, presença e uma base de fãs fiel. Crowe entrega gravidade. Juntos, eles vendem a ideia de que o estúdio não quer só reciclar um nome antigo.

O original de 1986 ainda segura prestígio cult, e segue como a principal referência da franquia. Quem quiser revisitar o filme pode conferir a página oficial dele no Rotten Tomatoes. No Brasil, a disponibilidade costuma variar entre streaming e aluguel digital.

Tem mercado para isso? Tem. Ação adulta com mitologia ainda encontra público, ainda mais quando vem com rosto conhecido. Mas nostalgia sozinha não segura franquia. Se o roteiro não acompanhar a coreografia, vira só embalagem cara.

O lançamento no Brasil ainda está em aberto

Por enquanto, a previsão é 2027 nos cinemas. A Amazon MGM Studios banca a produção, mas o lançamento no Brasil ainda não teve plataforma ou distribuidora confirmada oficialmente. Então não dá para cravar janela nacional, nem quando ele apareceria no streaming por aqui.

O filme original de Highlander entra e sai de catálogo com frequência no Brasil, e Highlander: A Fonte quase nunca aparece em serviços grandes. Já o reboot chega com outro peso. Cavill na frente, Crowe no papel de Connery e Stahelski comandando a ação não parecem combinação de projeto menor. Agora falta a parte mais difícil: provar que “só pode haver um” ainda soa grande em 2027.

Trailer