Naoki Hamaguchi já está olhando além de Final Fantasy VII Remake. O diretor disse que, depois de fechar a trilogia, quer seguir em um JRPG (RPG japonês) de grande escala — seja um novo Final Fantasy ou outra franquia da Square Enix. Para quem acompanha o gênero, a fala acende uma pergunta boa: a empresa já escolheu seu próximo grande nome criativo?
Resumo rápido
- Naoki Hamaguchi quer dirigir outro JRPG após concluir a trilogia
- O próximo projeto pode ser Final Fantasy ou outra série da Square Enix
- O terceiro jogo surge nas fontes para 2027 em quatro plataformas
Hamaguchi não quer sumir depois de FFVII
A declaração chama atenção por um motivo simples. Diretor que passa anos preso a uma trilogia gigante costuma desaparecer por um tempo, mas Hamaguchi sinaliza o oposto.
Ele quer seguir criando RPGs grandes. Sem pausa longa. E sem fechar a porta para mudar de universo dentro da própria Square Enix.
Faz sentido. Final Fantasy VII Rebirth consolidou o nome dele como um dos rostos mais fortes do estúdio, ao lado de veteranos como Yoshinori Kitase e Tetsuya Nomura.
Não é pouca coisa. A trilogia de remake virou um dos projetos mais ambiciosos da empresa, misturando nostalgia, combate de ação e uma escala que poucos JRPGs bancam hoje.
| Jogo | Direção | Estreia | Plataformas citadas | Situação |
|---|---|---|---|---|
| Final Fantasy VII Remake | Naoki Hamaguchi | 2020 | PS4, PS5, PC | Lançado |
| Final Fantasy VII Rebirth | Naoki Hamaguchi | 2024 | PS5, PC | Lançado |
| Final Fantasy VII Revelation | Naoki Hamaguchi | 2027 | PC, PS5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 | Previsto nas fontes |
| Final Fantasy VII Ever Crisis | Square Enix | 2023 | PC, mobile | Ativo |
Mas será que isso significa um novo Final Fantasy principal? Ainda não. A fala abre duas trilhas: continuar na série ou assumir outra marca grande da casa, como Dragon Quest, Kingdom Hearts ou até uma IP inédita.

O terceiro jogo pode ser a virada mais ampla da trilogia
As fontes apontam o terceiro capítulo para 2027 e usam o nome Final Fantasy VII Revelation. Aqui entra a cautela: esse título ainda pede anúncio formal da Square Enix antes de virar pedra.
Mesmo assim, a janela e as plataformas já dizem bastante. Se PC, PS5, Xbox Series e Nintendo Switch 2 forem confirmados, o encerramento da trilogia terá o alcance mais amplo de todos.
Isso muda o tamanho da conversa. Final Fantasy VII Remake nasceu preso ao ecossistema PlayStation, e Rebirth também começou por ali. Um fechamento multiplataforma colocaria a reta final diante de um público muito maior.
No mercado, esse detalhe pesa. A Square Enix vem abrindo mais espaço para lançamentos fora da bolha de exclusividade, e FFVII é a vitrine perfeita para testar isso sem arriscar uma marca menor.
Tem outro ponto. Se Hamaguchi entregar um terceiro jogo no nível técnico e narrativo de Rebirth, o passe dele sobe ainda mais dentro da empresa.
Aí a conversa deixa de ser só “qual é o próximo jogo?”. Vira “qual franquia merece esse diretor?”.

Square Enix não está tratando FFVII como trilogia fechada
Mesmo com o fim principal no horizonte, a marca continua rodando em paralelo. Final Fantasy VII Ever Crisis, no PC e mobile, é o exemplo mais claro de que a empresa não quer deixar esse universo esfriar.
Tem evento, tem redesign de personagem, tem material derivado. FFVII virou ecossistema. Não é mais só três jogos e acabou.
Isso ajuda a entender a fala de Hamaguchi sem drama exagerado. Ele pode sair do centro da franquia e, ainda assim, a Square Enix manter FFVII vivo com DLCs, spin-offs e projetos menores.
Ao mesmo tempo, essa expansão dá liberdade para o diretor buscar outra frente. Um criador fica mais útil para a empresa quando consegue levar prestígio para uma nova aposta, não só repetir o que já deu certo.
Na prática, Hamaguchi entrou numa zona rara. Ele pode virar o “diretor de confiança” da Square Enix para RPG grande, algo que o estúdio precisa num momento em que o gênero voltou a disputar atenção com força.
Persona, Xenoblade e Tales of Arise subiram o sarrafo. A Square não pode depender apenas do peso histórico do nome Final Fantasy.
No Brasil, a trilogia já está acessível — e o próximo passo pode abrir mais portas
Para o público brasileiro, o cenário atual é claro. Final Fantasy VII Remake está disponível por aqui no ecossistema PlayStation e no PC, enquanto Final Fantasy VII Rebirth já pode ser jogado no Brasil em PS5 e PC.
Final Fantasy VII Ever Crisis segue ativo em mobile e PC. A Square Enix mantém as informações oficiais da franquia em seu site de Final Fantasy VII Rebirth.
O que o brasileiro deve observar agora não é só o nome do próximo projeto de Hamaguchi. É a direção da Square Enix.
Se o terceiro jogo realmente chegar também a Xbox Series e Nintendo Switch 2, a empresa amplia de vez o acesso local à reta final da trilogia. Isso pesa num país em que preço de hardware ainda decide muita compra.
Tem mais uma camada. Um Hamaguchi fora de FFVII pode significar duas coisas boas ao mesmo tempo: uma nova fase para Final Fantasy e, talvez, uma IP inédita com orçamento alto — algo que o mercado japonês nem sempre arrisca.
Hoje, o quadro é este: trilogia em reta final, diretor sem vontade de frear e uma Square Enix que continua espremendo FFVII em várias frentes. O terceiro jogo deve responder uma parte da história. A outra fica aberta: depois de fechar a saga de Cloud, qual mundo a empresa vai colocar nas mãos de Hamaguchi?