Jason Momoa não quer ser o novo Snake Plissken em Fuga de Nova York (Escape from New York), remake que Zack Snyder prepara com John Carpenter na produção executiva. A fala pesa porque Momoa já trabalhou com Snyder e, mesmo assim, preferiu ficar longe de um dos papéis mais sagrados do cinema cult.
Resumo rápido
- Jason Momoa rejeitou publicamente a ideia de viver Snake Plissken
- Zack Snyder dirige o remake com John Carpenter como produtor executivo
- Projeto segue em desenvolvimento e ainda busca estúdios para lançamento nos cinemas
Não foi um “não” protocolar. Foi um “melhor deixar quieto”.
Momoa elogiou o filme original de 1981, citou Kurt Russell com respeito e deixou claro que não vê graça em tentar substituir um personagem tão ligado ao ator. Importa dizer isso: não houve anúncio formal de recusa a uma oferta oficial, mas a leitura prática é simples. Se depender dele, essa bomba fica para outro.
Momoa já deixou claro: não quer esse problema
A resistência do ator faz barulho por um motivo óbvio. Ele não é um nome aleatório jogado em rumor de elenco.
Momoa tem histórico com Zack Snyder, então a negativa ganha outro peso nos bastidores. Quando alguém desse círculo recua, a mensagem é forte: o papel assusta.
“Eu questiono a necessidade de um remake. Adoro o original, amo Kurt Russell e não gostaria dessa responsabilidade. Seria difícil superar. Boa sorte.”
Curto e grosso. E honesto.
Para um remake que ainda está sendo apresentado a estúdios e plataformas, isso não trava o projeto sozinho. Mas já mostra o tamanho da montanha que Snyder vai precisar escalar.
Snake Plissken não aceita substituto fácil
Não é qualquer personagem. É Snake Plissken.
No filme de John Carpenter, Nova York virou uma prisão de segurança máxima. Snake, ex-soldado e anti-herói com tapa-olho, recebe 24 horas para resgatar o presidente dos Estados Unidos. A premissa é simples. O estilo, nem tanto.
Fuga de Nova York virou clássico cult porque tem personalidade demais. A direção de Carpenter é seca, o humor é cínico e Kurt Russell entrega um protagonista que parece viver cansado do mundo inteiro.
Refazer isso não é só repetir trama. É tentar copiar uma energia muito específica, daquelas que pertencem a uma época e a um rosto. Quer exemplo? Dá para atualizar Duna. Dá para ampliar Mad Max. Já Snake depende muito mais de presença do que de universo.
Por isso a comparação com Russell seria imediata. Visual, voz, postura, ironia. Tudo seria medido quadro a quadro. Quem aceitar o papel entra perdendo.
O original segue como referência do gênero e ainda aparece na página oficial do Rotten Tomatoes, sinal de como o filme continua vivo no debate sobre ficção científica e ação dos anos 1980.
O que já está confirmado no projeto
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Título | Fuga de Nova York (Escape from New York) |
| Tipo de projeto | Remake em desenvolvimento |
| Direção | Zack Snyder |
| Produção executiva | John Carpenter |
| Empresa associada | StudioCanal |
| Status | Projeto sendo oferecido ao mercado |
| Plano de lançamento | Estreia nos cinemas |
| Elenco | Ainda não definido oficialmente |
| Personagem central | Snake Plissken |
| Filme original | Longa de 1981 dirigido por John Carpenter |
| Elenco do original | Kurt Russell, Lee Van Cleef, Ernest Borgnine, Donald Pleasence e Adrienne Barbeau |
| Gênero | Ação, ficção científica e distopia |
Vale um ajuste importante. A StudioCanal está por trás do desenvolvimento e do empacotamento do projeto, mas isso não significa distribuidora final fechada. Hoje, o remake ainda procura o desenho comercial ideal.
Snyder entra em território minado
Zack Snyder gosta de releituras grandes, visuais e musculosas. Funciona em material mais mítico, como super-herói ou fantasia de escala épica.
Fuga de Nova York pede quase o contrário. Pede sujeira, cinismo e uma frieza que Carpenter controlava no detalhe. Menos pose. Mais desgaste.
Será que Snyder consegue segurar a mão e evitar transformar Snake em um ícone operístico? Essa é a pergunta real do projeto. Não a escolha do ator.
Também existe um risco comercial. Clássico cult não entrega automaticamente bilheteria de blockbuster. Às vezes entrega ruído, comparação cruel e fã bravo antes do primeiro teaser.
Hollywood já viu esse filme. Releituras de obras muito idolatradas costumam sofrer quando tentam modernizar justamente o que fazia o original ser estranho, seco e inesquecível.
Sem janela no Brasil, o remake ainda é puro bastidor
Por aqui, o cenário é simples: o novo Fuga de Nova York ainda não tem distribuidora definida, data de estreia nem plataforma confirmada. Também não existe informação oficial sobre dublagem em português.
Isso deixa a notícia no campo do bastidor, não do calendário. O que o público brasileiro tem agora é uma pista importante sobre o tamanho da dificuldade: se até Jason Momoa, parceiro antigo de Snyder, prefere dizer “boa sorte”, achar o novo Snake pode ser mais duro do que vender o remake inteiro.