Fuga de Nova York: Jason Momoa rejeita ser Snake Plissken

Por Rafael Duarte 12/06/2026 às 13:06 5 min de leitura
Fuga de Nova York: Jason Momoa rejeita ser Snake Plissken
5 min de leitura

Jason Momoa não quer ser o novo Snake Plissken em Fuga de Nova York (Escape from New York), remake que Zack Snyder prepara com John Carpenter na produção executiva. A fala pesa porque Momoa já trabalhou com Snyder e, mesmo assim, preferiu ficar longe de um dos papéis mais sagrados do cinema cult.

Resumo rápido

  • Jason Momoa rejeitou publicamente a ideia de viver Snake Plissken
  • Zack Snyder dirige o remake com John Carpenter como produtor executivo
  • Projeto segue em desenvolvimento e ainda busca estúdios para lançamento nos cinemas

Não foi um “não” protocolar. Foi um “melhor deixar quieto”.

Momoa elogiou o filme original de 1981, citou Kurt Russell com respeito e deixou claro que não vê graça em tentar substituir um personagem tão ligado ao ator. Importa dizer isso: não houve anúncio formal de recusa a uma oferta oficial, mas a leitura prática é simples. Se depender dele, essa bomba fica para outro.

Momoa já deixou claro: não quer esse problema

A resistência do ator faz barulho por um motivo óbvio. Ele não é um nome aleatório jogado em rumor de elenco.

Momoa tem histórico com Zack Snyder, então a negativa ganha outro peso nos bastidores. Quando alguém desse círculo recua, a mensagem é forte: o papel assusta.

“Eu questiono a necessidade de um remake. Adoro o original, amo Kurt Russell e não gostaria dessa responsabilidade. Seria difícil superar. Boa sorte.”

Curto e grosso. E honesto.

Para um remake que ainda está sendo apresentado a estúdios e plataformas, isso não trava o projeto sozinho. Mas já mostra o tamanho da montanha que Snyder vai precisar escalar.

Snake Plissken não aceita substituto fácil

Não é qualquer personagem. É Snake Plissken.

No filme de John Carpenter, Nova York virou uma prisão de segurança máxima. Snake, ex-soldado e anti-herói com tapa-olho, recebe 24 horas para resgatar o presidente dos Estados Unidos. A premissa é simples. O estilo, nem tanto.

Fuga de Nova York virou clássico cult porque tem personalidade demais. A direção de Carpenter é seca, o humor é cínico e Kurt Russell entrega um protagonista que parece viver cansado do mundo inteiro.

Refazer isso não é só repetir trama. É tentar copiar uma energia muito específica, daquelas que pertencem a uma época e a um rosto. Quer exemplo? Dá para atualizar Duna. Dá para ampliar Mad Max. Já Snake depende muito mais de presença do que de universo.

Por isso a comparação com Russell seria imediata. Visual, voz, postura, ironia. Tudo seria medido quadro a quadro. Quem aceitar o papel entra perdendo.

O original segue como referência do gênero e ainda aparece na página oficial do Rotten Tomatoes, sinal de como o filme continua vivo no debate sobre ficção científica e ação dos anos 1980.

O que já está confirmado no projeto

Item Detalhe
Título Fuga de Nova York (Escape from New York)
Tipo de projeto Remake em desenvolvimento
Direção Zack Snyder
Produção executiva John Carpenter
Empresa associada StudioCanal
Status Projeto sendo oferecido ao mercado
Plano de lançamento Estreia nos cinemas
Elenco Ainda não definido oficialmente
Personagem central Snake Plissken
Filme original Longa de 1981 dirigido por John Carpenter
Elenco do original Kurt Russell, Lee Van Cleef, Ernest Borgnine, Donald Pleasence e Adrienne Barbeau
Gênero Ação, ficção científica e distopia

Vale um ajuste importante. A StudioCanal está por trás do desenvolvimento e do empacotamento do projeto, mas isso não significa distribuidora final fechada. Hoje, o remake ainda procura o desenho comercial ideal.

Snyder entra em território minado

Zack Snyder gosta de releituras grandes, visuais e musculosas. Funciona em material mais mítico, como super-herói ou fantasia de escala épica.

Fuga de Nova York pede quase o contrário. Pede sujeira, cinismo e uma frieza que Carpenter controlava no detalhe. Menos pose. Mais desgaste.

Será que Snyder consegue segurar a mão e evitar transformar Snake em um ícone operístico? Essa é a pergunta real do projeto. Não a escolha do ator.

Também existe um risco comercial. Clássico cult não entrega automaticamente bilheteria de blockbuster. Às vezes entrega ruído, comparação cruel e fã bravo antes do primeiro teaser.

Hollywood já viu esse filme. Releituras de obras muito idolatradas costumam sofrer quando tentam modernizar justamente o que fazia o original ser estranho, seco e inesquecível.

Sem janela no Brasil, o remake ainda é puro bastidor

Por aqui, o cenário é simples: o novo Fuga de Nova York ainda não tem distribuidora definida, data de estreia nem plataforma confirmada. Também não existe informação oficial sobre dublagem em português.

Isso deixa a notícia no campo do bastidor, não do calendário. O que o público brasileiro tem agora é uma pista importante sobre o tamanho da dificuldade: se até Jason Momoa, parceiro antigo de Snyder, prefere dizer “boa sorte”, achar o novo Snake pode ser mais duro do que vender o remake inteiro.

Trailer