Um Herói de Brinquedo
Filme

Um Herói de Brinquedo

"Dois pais, um brinquedo, sem prisioneiros."

★ 6.1 1996 1h 34m L Aventura · Comédia · Família

Minneapolis, véspera de Natal de 1996. Howard Langston (Arnold Schwarzenegger) é executivo de vendas de colchões que prioriza o trabalho à família — chega tarde nas competições do filho, esquece compromissos, deixa promessas em segundo plano. Quando promete ao filho…

Diretor
Brian Levant
Elenco
Arnold Schwarzenegger, Sinbad, Phil Hartman
Produção
1492 Pictures, 20th Century Fox
Origem
EUA
Título original
Jingle All the Way

Onde Assistir Um Herói de Brinquedo no Brasil

Netflix
Disney Plus
Netflix Standard with Ads

Sinopse

Minneapolis, véspera de Natal de 1996. Howard Langston (Arnold Schwarzenegger) é executivo de vendas de colchões que prioriza o trabalho à família — chega tarde nas competições do filho, esquece compromissos, deixa promessas em segundo plano. Quando promete ao filho Jamie (Jake Lloyd) que vai conseguir o boneco Turbo Man, Howard descobre tarde demais que o produto está esgotado em todas as lojas da cidade.

Howard atravessa Minneapolis em escalada absurda: shoppings lotados, leilões clandestinos, brigas com outros pais desesperados. Seu rival principal é Myron Larabee (Sinbad), carteiro neurótico atrás do mesmo Turbo Man. Em paralelo, o vizinho Ted (Phil Hartman, em uma de suas últimas atuações antes de morrer em 1998) tenta seduzir a esposa Liz (Rita Wilson) em casa enquanto Howard está fora.

Dirigido por Brian Levant, com produção de Chris Columbus, Um Herói de Brinquedo é comédia familiar natalina dos anos 90 que serve como sátira do consumismo. Inspirou-se na histeria real do Tickle Me Elmo, que dominou as compras de Natal de 1996 nos EUA com episódios de violência em filas.

Análise — Notícias Flix

6.4
de 10

Um Herói de Brinquedo é caso clássico de comédia natalina dos anos 90 cuja recepção crítica original (catastrófica) destoa drasticamente do status cult que conquistou décadas depois. Em 1996, o filme foi alvo de Razzie Awards (Pior Diretor para Brian Levant), de críticas devastadoras de jornalistas profissionais e de comparações negativas com Esqueceram de Mim e A Sra. Doubtfire — ambos do mesmo produtor Chris Columbus. Com o tempo, virou clássico de Natal cabo americano e parte do cânon nostálgico dos anos 90.

A escolha mais ousada da produção foi pegar Arnold Schwarzenegger — então no auge da carreira como ícone de ação após O Exterminador do Futuro 2 (1991) e True Lies (1994) — e colocá-lo em comédia familiar como pai de família frustrado. A escolha funciona pelo contraste: ver o homem mais musculoso de Hollywood lutando contra outros pais desesperados em um shopping é piada visual que sustenta vários momentos do filme. Schwarzenegger entrega o registro cômico melhor do que se esperava, especialmente nas cenas de improvisação com Sinbad — que segundo o próprio Sinbad em entrevistas, eram majoritariamente improvisadas no set.

Sinbad como Myron Larabee é o que define o tom do filme. Comediante stand-up que estava em ascensão na época (e cuja carreira estagnou pouco depois), Sinbad foi escalado parcialmente pela altura física semelhante à de Schwarzenegger — para que o conflito visual entre os dois pais funcionasse como dupla. Phil Hartman, em uma de suas últimas atuações antes de ser assassinado pela esposa em maio de 1998, traz o melhor timing cômico do filme como o vizinho oportunista. Jake Lloyd, três anos antes de ser escalado como Anakin Skywalker em Star Wars: A Ameaça Fantasma, fecha a família.

A direção de Brian Levant é onde a crítica original concentrou ataques. Vinda de Beethoven (1992) e Os Flintstones (1994), Levant tem ofício de comédia familiar, mas o ritmo de Um Herói de Brinquedo é frenético sem método — cenas se sucedem sem deixar tempo para risada respirar, e o terceiro ato (que envolve Howard literalmente vestindo a fantasia de Turbo Man num desfile) traz CGI fraco mesmo para padrão de 1996.

Faturou US$ 129 milhões mundiais sobre US$ 60-75 milhões de orçamento — sucesso comercial moderado. Hoje sobrevive como filme de Natal de cabo, transmitido todo dezembro nos EUA, gerou continuação direct-to-video em 2014 (com Larry the Cable Guy substituindo Schwarzenegger) e virou referência permanente para qualquer crítica ao consumismo de fim de ano. Para fãs de Schwarzenegger e nostalgia anos 90, é peça obrigatória. Para crítica autoral, é caso de estudo sobre como filmes envelhecem.

Pontos fortes

  • Arnold Schwarzenegger funcionando bem fora do registro de ação habitual
  • Química improvisada com Sinbad rende as melhores cenas do filme
  • Phil Hartman com timing impecável em uma de suas últimas atuações
  • Sátira eficiente do consumismo de fim de ano americano dos anos 90
  • Virou clássico nostálgico de Natal cabo nas décadas seguintes

Pontos fracos

  • Ritmo frenético de Brian Levant não deixa risadas respirarem
  • CGI do terceiro ato com Turbo Man envelheceu mal mesmo para 1996
  • Razzie Award de Pior Diretor reflete recepção crítica original devastadora
  • Subtrama do vizinho Ted tentando seduzir Liz interrompe o ritmo principal
  • Schwarzenegger ainda em fase de aprendizado da comédia familiar
Vale a pena se: Você cresceu nos anos 90 e tem nostalgia de Schwarzenegger fora do registro de ação, gosta de comédias natalinas no estilo Esqueceram de Mim ou Quatro Natais, e topa um filme que envelheceu como cult de cabo americano apesar da recepção crítica original ter sido devastadora.

Bilheteria

Orçamento
US$ 60 mi
Arrecadação mundial
US$ 130 mi
Retorno
2,2× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Randy Kornfield
Fotografia
Victor J. Kemper
Trilha sonora
David Newman
Edição
Kent Beyda
Duração
94 min

Curiosidades sobre Um Herói de Brinquedo

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

Galeria

Mais de Brian Levant

Mais com Arnold Schwarzenegger