Onde Assistir Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado no Brasil
Sinopse
Reed Richards (Ioan Gruffudd) e Sue Storm (Jessica Alba) finalmente conseguiram marcar o casamento — depois de várias tentativas frustradas pela rotina absurda de salvar o mundo. A cerimônia em Manhattan promete sob holofotes da imprensa, mas eventos estranhos começam a alterar a realidade global. Apagões, glaciares que somem, raios de luz prateada — todos vinculados a uma única figura: um ser cósmico em prancha de surfe.
O Quarteto Fantástico — Reed, Sue, Johnny Storm/Tocha Humana (Chris Evans, em pré-Capitão América) e Ben Grimm/Coisa (Michael Chiklis) — descobre que se trata do Surfista Prateado (Doug Jones com voz de Laurence Fishburne), arauto de Galactus, entidade cósmica que se alimenta de planetas. Para complicar, o vilão Doutor Destino (Julian McMahon) ressurge e tenta capturar o poder cósmico do Surfista para si.
Dirigido por Tim Story, é a continuação de Quarteto Fantástico (2005) e o segundo filme da franquia da Fox antes do MCU assumir os direitos. Estreou em junho de 2007 com bilheteria mundial de US$ 301 milhões — abaixo das expectativas para o orçamento de US$ 130 milhões.
Análise — Notícias Flix
Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado é um daqueles filmes que se tornaram interessantes pela razão errada — o que ele tentou fazer e onde tropeçou virou estudo de caso sobre adaptações Marvel pré-MCU. Tim Story, vindo do primeiro Quarteto Fantástico (2005) que já havia sido recebido com hostilidade pela base de fãs, retorna em modo "correção de rota": o segundo filme é mais sério em tom, tem ação mais ambiciosa, abandona algumas piadas excessivas do anterior. E ainda assim falha — não em totalmente nada, mas no momento mais simbólico da decisão criativa.
A escolha que define o filme negativamente é Galactus. O devorador de planetas — um dos vilões cósmicos mais icônicos da Marvel desde 1966, criado por Stan Lee e Jack Kirby — sempre foi representado nos quadrinhos como gigante humanoide de armadura roxa, com presença visual que ecoa templos antigos e divindades babilônicas. No filme, a 20th Century Fox transformou Galactus em uma nuvem cósmica disforme, sem rosto, sem corpo, sem fala. A decisão foi atribuída a temor do estúdio de que um personagem grande demais e roxo demais não funcionaria em live-action — escolha que dezessete anos depois, em 2025, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos do MCU finalmente corrigiu, com Galactus na forma humanoide gigante que os fãs sempre quiseram.
O Surfista Prateado, por outro lado, é o ponto alto. Doug Jones, ator especializado em criaturas físicas (futuro elenco de A Forma da Água, Hellboy, Pan's Labyrinth), entrega o personagem em performance física integral — corpo coberto em prosthesis prateado, apenas os olhos visíveis, movimentação que mistura graça de surfista com gravidade de divindade alienígena. Laurence Fishburne dubla a voz, em decisão polêmica do estúdio (Doug Jones havia gravado a voz original e foi substituído por "adicionar nome" ao marketing). A combinação funciona: o Surfista é o melhor personagem CGI/prática da franquia.
O elenco principal é mais funcional que memorável. Jessica Alba como Sue Storm sofre com cabelo loiro tingido visivelmente artificial e olhos azuis com lentes que ela mesma criticou. Ioan Gruffudd entrega Reed em registro contido. Michael Chiklis como Coisa traz humor à carga emocional. Mas Chris Evans é a verdadeira surpresa retroativa: como Johnny Storm, ele já demonstrava a presença carismática que o levaria a Capitão América (2011) e à Marvel Studios — fato curioso, já que ele é o único ator do elenco que veio depois para o MCU em outro papel.
Faturou US$ 301 milhões mundial sobre US$ 130 milhões de orçamento — retorno medíocre para padrão de blockbuster Marvel. 37% no Rotten Tomatoes. A Fox cancelou os planos de continuação e franquia, deixando o Quarteto Fantástico em hiato até 2015 (com novo reboot fracassado de Josh Trank) e finalmente 2025 (com o MCU). Para fãs do Surfista Prateado, ainda há o que apreciar. Para fãs de Galactus, é caso traumático que o MCU finalmente reparou.
Pontos fortes
- Doug Jones entrega Surfista Prateado em performance física integral memorável
- Voz de Laurence Fishburne dá ao Surfista gravidade de divindade alienígena
- Tom mais sério e ação mais ambiciosa do que o primeiro filme de 2005
- Chris Evans demonstra carisma que o levaria ao Capitão América em 2011
- Bilheteria de US$ 301 milhões cobriu o orçamento e deu sobrevida à franquia
Pontos fracos
- Galactus reduzido a uma nuvem cósmica sem rosto — uma das piores decisões de adaptação Marvel pré-MCU
- Jessica Alba criticou publicamente a tintura de cabelo loiro e lentes azuis artificiais
- 37% no Rotten Tomatoes confirma rejeição crítica generalizada
- Roteiro de Don Payne e Mark Frost preserva tom infantilizado do primeiro filme
- Decisão de dublar Doug Jones com Laurence Fishburne foi vista como manobra de marketing
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 130 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 302 mi
- Retorno
- 2,3× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Don Payne
- Fotografia
- Larry Blanford
- Trilha sonora
- John Ottman
- Edição
- William Hoy
- Duração
- 92 min
Curiosidades sobre Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado
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Galactus virou uma nuvem cósmica sem rosto
A decisão mais controversa do filme foi reduzir Galactus, um dos vilões cósmicos mais icônicos da Marvel, a uma nuvem cósmica disforme sem corpo nem rosto. A escolha foi atribuída pelo estúdio ao temor de que a forma humanoide gigante e armadura roxa não funcionaria em live-action — decisão que o MCU finalmente corrigiu em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025).
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Doug Jones foi dublado por Laurence Fishburne
Doug Jones interpretou o Surfista Prateado fisicamente em traje prateado integral, com apenas os olhos visíveis, e gravou também a voz original do personagem. A 20th Century Fox decidiu posteriormente substituir sua voz pela de Laurence Fishburne — Jones expressou em entrevistas que a decisão foi motivada por pressão do estúdio para "adicionar mais nomes" ao filme.
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Chris Evans antes do Capitão América
O ator interpretou Johnny Storm/Tocha Humana neste filme e no anterior (2005), demonstrando carisma que viria a definir sua carreira. Em 2011, Evans seria escalado pela Marvel Studios para o papel de Steve Rogers em Capitão América: O Primeiro Vingador — paradoxalmente, o mesmo ator vivendo dois super-heróis Marvel diferentes em estúdios concorrentes na mesma década.
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Jessica Alba criticou a caracterização
A atriz, que interpreta Sue Storm/Mulher Invisível, criticou publicamente em entrevistas a decisão da produção de tingir seu cabelo de loiro platinado e usar lentes azuis para "ficar mais fiel aos quadrinhos". Ela considerou o resultado artificial e disse ter sido uma das experiências mais frustrantes da carreira.
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Bilheteria abaixo das expectativas
O filme arrecadou US$ 301,9 milhões mundialmente sobre orçamento de US$ 130 milhões — retorno considerado decepcionante pela 20th Century Fox. A performance levou ao cancelamento dos planos de continuação e deixou o Quarteto Fantástico em hiato até o reboot de 2015 (também malsucedido) e o lançamento do MCU em 2025.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal