Sinopse
Power Rangers: O Filme (Mighty Morphin Power Rangers: The Movie no original) é o filme americano-australiano de ação e aventura para audiência infantil-jovem de 1995 dirigido por Bryan Spicer (sua estreia em longa-metragem; depois dirigiria episódios de MacGyver e Greg Berlanti shows). Foi distribuído pela 20th Century Fox em 30 de junho de 1995 e é a primeira adaptação cinematográfica da franquia Power Rangers — série de TV americana baseada em material japonês original (Zyuranger, Toei Company) que estourou mundialmente entre 1993 e 1996.
A história acompanha os seis Power Rangers — Tommy Oliver/Ranger Branco (Jason David Frank), Kimberly Hart/Ranger Rosa (Amy Jo Johnson), Jason Lee Scott/Ranger Vermelho (Steve Cardenas substituiu original Walter Emanuel Jones em meio à série), Billy Cranston/Ranger Azul (David Yost), Rocky DeSantos/Ranger Vermelho (na série), Trini Kwan/Ranger Amarela (Karan Ashley) e Adam Park/Ranger Negro (Johnny Yong Bosch). Eles enfrentam Ivan Ooze (Paul Freeman, Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida), antigo vilão purpura libertado de prisão milenar pelo Lord Zedd, que pretende destruir o comando central dos Rangers e drenar suas energias. Para vencer, os Rangers precisam viajar até planeta distante para receber novos poderes — transformando-se nos Ninja Power Rangers.
O elenco coadjuvante traz Paul Freeman (Indiana Jones, Belloq icônico) como Ivan Ooze; Gabrielle Fitzpatrick como Dulcea, mentora alienígena; Nicholas Bell como Zordon, mentor da equipe; Peta-Maree Rixon como Alpha 5, robô assistente; e Robert L. Manahan como voz do Lord Zedd. A trilha sonora foi composta por Graeme Revell (Sin City) com música rock original de bandas dos anos 90 — Aerosmith, Devo, Van Halen contribuíram com músicas. O filme foi filmado principalmente em Sydney, Austrália.
Análise — Notícias Flix
Power Rangers: O Filme é o caso paradoxal — produção comercialmente bem-sucedida em 1995 que se tornou referência geracional para crianças dos anos 90, mas que em retrospectivo (lembrando da era dos blockbusters de super-herói modernos) parece amadora e datada. Bryan Spicer, em sua estreia em longa-metragem, herdou material derivativo japonês traduzido para Hollywood com orçamento médio de US$ 15 milhões — pequeno para padrão de blockbuster mas grande para um filme baseado em série de TV infantil.
A aposta narrativa central é a expansão cinematográfica. Em vez de seguir formato episódico da série (vilão da semana, Megazord vs monstro gigante, dance lessons na escola), o filme constrói arco maior — Ivan Ooze é vilão de proporções cósmicas, os Rangers perdem seus poderes, precisam jornada épica para reconquistá-los. A escolha foi consciente para diferenciar o filme da série — mas alguns críticos consideraram que o filme tirou os elementos cotidianos charmosos da série em troca de pseudo-grandeza Hollywood.
A aposta visual é mista. Os trajes Ranger foram redesenhados em metal real (não látex como na série), trazendo aparência mais sofisticada. Mas o CGI dos Megazords em 1995 era primitivo — comparações desfavoráveis a Jurassic Park (1993) e até mesmo Terminator 2 (1991). As cenas de luta dos Rangers humanos contra os Ooze Soldiers (vilões secundários roxos) são coreografadas com choreography de Hong Kong — uma das melhores partes do filme.
Paul Freeman como Ivan Ooze é o destaque do elenco. O ator britânico, conhecido por interpretar Belloq em Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (Spielberg, 1981), entrega vilão exuberante teatral — combinando humor, ameaça e absurdo em registro shakespeariano para audiência infantil. Foi a participação mais marcante do filme — vários fãs Power Rangers consideram Ivan Ooze um dos melhores vilões da franquia inteira, comparável a Rita Repulsa (série de TV original).
A recepção foi mista mas comercial foi sólida. 41% no Rotten Tomatoes, Metacritic 31, CinemaScore B. Bilheteria mundial de US$ 66 milhões sobre orçamento de US$ 15 milhões — ROI de mais de 4x, sucesso comercial. Originou continuação: Turbo: Power Rangers, O Filme (1997) — fracasso comercial que encerrou a era de filmes Power Rangers. Em 2017, Lionsgate lançou reboot Power Rangers (Dean Israelite) — fracasso. Em maio 2026, Netflix está em pré-produção de novo reboot Power Rangers para 2027. No Brasil, está disponível no Apple TV (compra/aluguel) e Prime Video (compra).
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 15 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 66 mi
- Retorno
- 4,4× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Arne Olsen
- Fotografia
- Paul Murphy
- Trilha sonora
- Graeme Revell
- Edição
- Wayne Wahrman
- Duração
- 95 min
Curiosidades sobre Power Rangers: O Filme
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Filmado em Sydney com elenco da série original
Power Rangers: O Filme foi produzido em parceria com 20th Century Fox e Saban Entertainment em Sydney, Austrália — escolha por incentivos fiscais australianos. O elenco original da série Mighty Morphin Power Rangers (1993-1996) viajou para Austrália durante hiato de gravações da série. Cada ator recebeu cachê de aproximadamente US$ 100.000 — pequeno para padrão Hollywood mas significativo para atores ainda jovens da série de TV. Bryan Spicer dirigiu sua estreia em longa-metragem no projeto.
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Ivan Ooze interpretado por Paul Freeman de Indiana Jones
Paul Freeman, ator britânico conhecido por interpretar René Belloq em Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (Spielberg, 1981) — o vilão que abre a arca da aliança no clímax — entrega Ivan Ooze como vilão exuberante teatral. Freeman tinha 52 anos durante as filmagens. Sua escolha foi consciente do diretor para trazer prestígio Hollywood ao papel. Freeman declarou em entrevistas que adorou interpretar Ivan Ooze — a maquiagem púrpura demorou 4 horas para aplicação completa diariamente.
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Trajes Ranger redesenhados em metal real
Para o filme, os trajes Ranger foram completamente redesenhados — em metal real (em vez de látex e spandex da série de TV). Os capacetes eram fibra de vidro com pintura cromada. A escolha foi para que os trajes tivessem aparência mais cinemática. O custo de cada traje foi de aproximadamente US$ 8.000 — significativo para orçamento de US$ 15 milhões. Os trajes foram pesados para os atores que ficaram exaustos durante as filmagens — Amy Jo Johnson (Ranger Rosa) declarou ter perdido 4 quilos durante 6 meses de filmagem.
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Música de Aerosmith, Van Halen e Devo na trilha
A trilha sonora original do filme foi composta por Graeme Revell (Sin City, The Crow), mas o álbum trilha (lançado pela Atlantic Records) incluiu músicas rock originais de bandas dos anos 90: Aerosmith contribuiu com cover de Walk on Water; Van Halen contribuiu com Humans Being; Devo contribuiu com Are You Ready Steve. O álbum trilha sonora vendeu mais de 500.000 cópias nos Estados Unidos — sucesso significativo. As canções pop ajudaram a tornar o filme nostalgia para audiência adolescente dos anos 90.
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ROI de 4x — sucesso comercial em 1995
Power Rangers: O Filme arrecadou US$ 66 milhões mundialmente sobre orçamento de US$ 15 milhões — ROI de mais de 4x. Foi um dos filmes infantis mais lucrativos de 1995, ao lado de Toy Story (US$ 394M sobre US$ 30M) e Pocahontas (Disney, US$ 346M sobre US$ 55M). A bilheteria validou estratégia da Saban em desenvolver continuação — Turbo: Power Rangers, O Filme (1997), que foi fracasso comercial (US$ 9M de bilheteria) que encerrou a era de filmes Power Rangers.
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Geração 90 — fenômeno cultural infantil
Power Rangers: O Filme se tornou referência geracional para crianças dos anos 90 — primeira incursão da franquia ao cinema solidificou Power Rangers como propriedade intelectual global. A franquia inteira (incluindo séries de TV, filmes, brinquedos, videogames, parques temáticos) totalizou mais de US$ 6 bilhões em vendas mundial entre 1993 e 2026. Ela é uma das marcas infantis americanas mais lucrativas de todos os tempos.
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Reboot da Lionsgate em 2017 — fracasso
Em 2017, a Lionsgate lançou reboot cinematográfico Power Rangers, dirigido por Dean Israelite com elenco totalmente novo — Naomi Scott (Aladdin live-action), Dacre Montgomery (Stranger Things), Becky G (cantora pop). Orçamento de US$ 100 milhões; bilheteria mundial de apenas US$ 142 milhões — considerado fracasso comercial. Cancelou planos de continuação. Em maio 2026, Netflix está em pré-produção de novo reboot Power Rangers — provavelmente como série de TV em vez de filme cinematográfico.
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Disponível no Prime Video Brasil
No Brasil, Power Rangers: O Filme (1995) está disponível no Apple TV e Google Play (aluguel e compra individual). Prime Video também tem para compra. Não está em catálogo de assinatura Netflix, Disney+ ou HBO Max em maio 2026. A franquia clássica (incluindo série de TV original Mighty Morphin Power Rangers, 1993-1996) está disponível na Netflix em alguns territórios. A dublagem brasileira foi feita pela Cinevideo no Rio com Wendel Bezerra como vários personagens — voz brasileira icônica dos anos 90.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal