Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio
Filme

Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio

"O caso demoníaco que chocou a América."

★ 7.4 2021 1h 51m 14 Mistério · Terror · Thriller

Connecticut, julho de 1981. Os investigadores paranormais Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) chegam à casa da família Glatzel para acompanhar o exorcismo do pequeno David (Julian Hilliard), de 8 anos, possuído. Durante o ritual, o noivo da…

Onde assistir
Diretor
Michael Chaves
Elenco
Vera Farmiga, Patrick Wilson, Sterling Jerins
Produção
New Line Cinema, The Safran Company
Origem
EUA
Título original
The Conjuring: The Devil Made Me Do It

Onde Assistir Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio no Brasil

HBO Max
HBO Max Amazon Channel

Sinopse

Connecticut, julho de 1981. Os investigadores paranormais Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) chegam à casa da família Glatzel para acompanhar o exorcismo do pequeno David (Julian Hilliard), de 8 anos, possuído. Durante o ritual, o noivo da irmã do menino, Arne Cheyenne Johnson (Ruairí O'Connor), invoca o demônio para si mesmo — "deixa ele sair desse menino e venha pra mim". Em poucos meses, Arne assassina o próprio amigo a facadas.

O caso vira primeiro processo nos Estados Unidos em que possessão demoníaca é alegada como defesa legal contra acusação de homicídio. Os Warren ajudam Arne provando que o jovem estava sob domínio demoníaco. À medida que a investigação avança, Lorraine descobre algo maior: a possessão de David não foi acidental. Alguém invocou intencionalmente o demônio através de ritual ocultista — e essa pessoa ainda está agindo.

Dirigido por Michael Chaves, com produção de James Wan, é o primeiro filme da franquia principal sem James Wan na direção. Estreou em junho de 2021 em cinemas e no HBO Max. Faturou US$ 206 milhões sobre US$ 39 milhões.

Análise — Notícias Flix

6.4
de 10

Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio é caso clássico de continuação que precisa funcionar em vários terrenos diferentes ao mesmo tempo — e tropeça em alguns deles. James Wan, diretor dos dois primeiros filmes (2013 e 2016) que estabeleceram o universo Conjuring como franquia bilionária da Warner, optou por se afastar da direção devido a conflitos de agenda (estava produzindo Aquaman 2 e dirigindo Maligno). Michael Chaves, vindo do spinoff A Maldição da Chorona (2019), assumiu o terceiro filme principal — primeira mudança de diretor que a série enfrentou.

A escolha mais corajosa é o tom. Em vez de repetir a fórmula "casa assombrada que precisa ser limpa" dos dois primeiros filmes, o roteiro de David Leslie Johnson-McGoldrick desloca a narrativa para o gênero "thriller policial sobrenatural" — os Warren agora investigam um culto ocultista, viajam pelo país atrás de pistas, encontram corpos e símbolos esotéricos. A inspiração é mais Arquivo X que Amityville. Para fãs da fórmula clássica do gênero, é traição; para quem cansou da repetição, é refresh bem-vindo.

A maior força do filme continua sendo Vera Farmiga e Patrick Wilson como o casal Warren. Eles construíram nas duas décadas anteriores os personagens mais consistentes do horror moderno — Lorraine como vidente vulnerável que carrega o peso emocional do que vê, Ed como protetor incondicional. A química entre os dois sustenta cenas que o roteiro entrega frias, e as melhores partes do filme são exatamente as íntimas: dois esposos discutindo no carro, Lorraine acordando no meio da noite. Ruairí O'Connor como Arne é menos memorável — papel central que pediria ator com mais presença.

Onde o filme realmente tropeça é na escala. As cenas sobrenaturais — Arne sendo arrastado contra paredes, criatura demoníaca aparecendo em câmera lenta, ritual ocultista numa caverna — têm CGI muito mais agressivo que os dois primeiros filmes, que se sustentavam em sustos sutis e câmera fixa. Joseph Bishara, compositor de toda a franquia Conjuring (e também ator: ele interpretou a freira no original), entrega trilha competente mas que se confunde com o ritmo da ação.

Bilheteria de US$ 206 milhões mundiais sobre US$ 39 milhões — sucesso comercial mesmo na pandemia, mas a segunda menor estreia do Conjuring Universe ($24 milhões). Lançamento simultâneo cinema/HBO Max típico da Warner em 2021 dividiu audiência. 55% no Rotten Tomatoes, abaixo dos dois primeiros (86% e 80%). Para fãs da franquia, é peça que precisa ser vista por continuidade narrativa. Para horror puro, é experimento parcial que funciona em momentos isolados. O quarto filme, Invocação do Mal: O Último Rito (2025), trouxe Wan de volta apenas como produtor.

Pontos fortes

  • Vera Farmiga e Patrick Wilson sustentam o casal Warren com química convincente
  • Tom de thriller policial sobrenatural refresca a fórmula da franquia
  • Inspiração no caso real de Arne Cheyenne Johnson em 1981 Connecticut
  • Trilha de Joseph Bishara mantém identidade sonora do universo Conjuring
  • Bilheteria de US$ 206 milhões em plena pandemia foi sucesso comercial

Pontos fracos

  • Primeira ausência de James Wan na direção sente-se em ritmo e tom
  • CGI mais agressivo que sustos sutis dos dois primeiros filmes
  • Ruairí O'Connor como Arne fica unidimensional em personagem central
  • 55% no Rotten Tomatoes — queda em relação a 86% (1) e 80% (2)
  • Lançamento simultâneo HBO Max diluiu a experiência cinemática
Vale a pena se: Você é fã da franquia Conjuring (Invocação do Mal, Annabelle, A Freira) e quer continuar acompanhando o casal Warren, gosta de horror baseado em casos reais, e topa um filme que troca casa assombrada por thriller policial sobrenatural sem cobrar a maestria de James Wan na direção.

Bilheteria

Orçamento
US$ 39 mi
Arrecadação mundial
US$ 206 mi
Retorno
5,3× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
David Leslie Johnson-McGoldrick
Fotografia
Michael Burgess
Trilha sonora
Joseph Bishara
Edição
Christian Wagner
Duração
111 min

Curiosidades sobre Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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