Onde Assistir Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio no Brasil
Sinopse
Connecticut, julho de 1981. Os investigadores paranormais Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) chegam à casa da família Glatzel para acompanhar o exorcismo do pequeno David (Julian Hilliard), de 8 anos, possuído. Durante o ritual, o noivo da irmã do menino, Arne Cheyenne Johnson (Ruairí O'Connor), invoca o demônio para si mesmo — "deixa ele sair desse menino e venha pra mim". Em poucos meses, Arne assassina o próprio amigo a facadas.
O caso vira primeiro processo nos Estados Unidos em que possessão demoníaca é alegada como defesa legal contra acusação de homicídio. Os Warren ajudam Arne provando que o jovem estava sob domínio demoníaco. À medida que a investigação avança, Lorraine descobre algo maior: a possessão de David não foi acidental. Alguém invocou intencionalmente o demônio através de ritual ocultista — e essa pessoa ainda está agindo.
Dirigido por Michael Chaves, com produção de James Wan, é o primeiro filme da franquia principal sem James Wan na direção. Estreou em junho de 2021 em cinemas e no HBO Max. Faturou US$ 206 milhões sobre US$ 39 milhões.
Análise — Notícias Flix
Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio é caso clássico de continuação que precisa funcionar em vários terrenos diferentes ao mesmo tempo — e tropeça em alguns deles. James Wan, diretor dos dois primeiros filmes (2013 e 2016) que estabeleceram o universo Conjuring como franquia bilionária da Warner, optou por se afastar da direção devido a conflitos de agenda (estava produzindo Aquaman 2 e dirigindo Maligno). Michael Chaves, vindo do spinoff A Maldição da Chorona (2019), assumiu o terceiro filme principal — primeira mudança de diretor que a série enfrentou.
A escolha mais corajosa é o tom. Em vez de repetir a fórmula "casa assombrada que precisa ser limpa" dos dois primeiros filmes, o roteiro de David Leslie Johnson-McGoldrick desloca a narrativa para o gênero "thriller policial sobrenatural" — os Warren agora investigam um culto ocultista, viajam pelo país atrás de pistas, encontram corpos e símbolos esotéricos. A inspiração é mais Arquivo X que Amityville. Para fãs da fórmula clássica do gênero, é traição; para quem cansou da repetição, é refresh bem-vindo.
A maior força do filme continua sendo Vera Farmiga e Patrick Wilson como o casal Warren. Eles construíram nas duas décadas anteriores os personagens mais consistentes do horror moderno — Lorraine como vidente vulnerável que carrega o peso emocional do que vê, Ed como protetor incondicional. A química entre os dois sustenta cenas que o roteiro entrega frias, e as melhores partes do filme são exatamente as íntimas: dois esposos discutindo no carro, Lorraine acordando no meio da noite. Ruairí O'Connor como Arne é menos memorável — papel central que pediria ator com mais presença.
Onde o filme realmente tropeça é na escala. As cenas sobrenaturais — Arne sendo arrastado contra paredes, criatura demoníaca aparecendo em câmera lenta, ritual ocultista numa caverna — têm CGI muito mais agressivo que os dois primeiros filmes, que se sustentavam em sustos sutis e câmera fixa. Joseph Bishara, compositor de toda a franquia Conjuring (e também ator: ele interpretou a freira no original), entrega trilha competente mas que se confunde com o ritmo da ação.
Bilheteria de US$ 206 milhões mundiais sobre US$ 39 milhões — sucesso comercial mesmo na pandemia, mas a segunda menor estreia do Conjuring Universe ($24 milhões). Lançamento simultâneo cinema/HBO Max típico da Warner em 2021 dividiu audiência. 55% no Rotten Tomatoes, abaixo dos dois primeiros (86% e 80%). Para fãs da franquia, é peça que precisa ser vista por continuidade narrativa. Para horror puro, é experimento parcial que funciona em momentos isolados. O quarto filme, Invocação do Mal: O Último Rito (2025), trouxe Wan de volta apenas como produtor.
Pontos fortes
- Vera Farmiga e Patrick Wilson sustentam o casal Warren com química convincente
- Tom de thriller policial sobrenatural refresca a fórmula da franquia
- Inspiração no caso real de Arne Cheyenne Johnson em 1981 Connecticut
- Trilha de Joseph Bishara mantém identidade sonora do universo Conjuring
- Bilheteria de US$ 206 milhões em plena pandemia foi sucesso comercial
Pontos fracos
- Primeira ausência de James Wan na direção sente-se em ritmo e tom
- CGI mais agressivo que sustos sutis dos dois primeiros filmes
- Ruairí O'Connor como Arne fica unidimensional em personagem central
- 55% no Rotten Tomatoes — queda em relação a 86% (1) e 80% (2)
- Lançamento simultâneo HBO Max diluiu a experiência cinemática
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 39 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 206 mi
- Retorno
- 5,3× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- David Leslie Johnson-McGoldrick
- Fotografia
- Michael Burgess
- Trilha sonora
- Joseph Bishara
- Edição
- Christian Wagner
- Duração
- 111 min
Curiosidades sobre Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio
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Primeiro filme da franquia principal sem James Wan
James Wan dirigiu Invocação do Mal (2013) e Invocação do Mal 2 (2016), mas se afastou da direção do terceiro filme por conflitos de agenda — ele estava produzindo Aquaman 2 e dirigindo Maligno na mesma época. Michael Chaves, que havia dirigido o spinoff A Maldição da Chorona (2019), assumiu como nova escolha.
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Baseado em caso real de 1981 em Connecticut
O filme adapta o julgamento real de Arne Cheyenne Johnson, que em 1981 se declarou inocente de homicídio com base na possessão demoníaca como defesa legal — primeira vez na história americana que isso aconteceu. Os Warren atuaram efetivamente nesse caso. O livro The Devil in Connecticut, de Gerald Brittle, é fonte direta do roteiro.
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Lançamento simultâneo cinema e HBO Max
Estreou em 4 de junho de 2021 simultaneamente em cinemas americanos e no streaming HBO Max — parte da estratégia da Warner Bros para todos os filmes de 2021 durante a pandemia. A janela de exclusividade no streaming foi de um mês.
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Bilheteria de US$ 206 milhões mesmo na pandemia
O filme arrecadou US$ 206 milhões mundialmente sobre orçamento de US$ 39 milhões — sucesso comercial mesmo durante a pandemia. A estreia foi de US$ 24 milhões nos EUA, segunda menor da franquia Conjuring Universe, mas terceira melhor abertura de qualquer filme durante o período de Covid-19.
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Joseph Bishara — compositor e ator de horror
A trilha é assinada por Joseph Bishara, compositor de toda a franquia Conjuring e da série Insidious. Ele também atua nos filmes — interpretou a freira demoníaca em Invocação do Mal (2013) e o Lipstick-Face Demon em Insidious. É um dos nomes mais respeitados do horror moderno.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal