Onde Assistir F1: O Filme no Brasil
Sinopse
F1: O Filme é o longa de 2025 dirigido por Joseph Kosinski, o mesmo de Top Gun: Maverick, para a Apple Original Films e Warner Bros Pictures, com produção de Jerry Bruckheimer, Brad Pitt e Lewis Hamilton, heptacampeão mundial de Fórmula 1. Pitt é Sonny Hayes, piloto veterano que volta às pistas trinta anos depois para mentorar Joshua Pearce, vivido por Damson Idris, novato da equipe fictícia APXGP. Kerry Condon é a diretora técnica Kate McKenna, Javier Bardem é o dono da equipe Rubén Cervantes. Trilha de Hans Zimmer. Bilheteria global de US$ 634 milhões e Oscar de Melhor Som no 98º Academy Awards.
Análise — Notícias Flix
F1: O Filme chegou aos cinemas em 27 de junho de 2025 como maior aposta da Apple Original Films no cinema desde a criação da divisão. Joseph Kosinski, depois de Top Gun: Maverick faturar US$ 1,4 bilhão em 2022, recebeu carta branca para repetir a fórmula de fotografia em situações reais com elenco pilotando os veículos. O roteiro de Ehren Kruger coloca Sonny Hayes, piloto veterano de Brad Pitt, voltando à Fórmula 1 depois de trinta anos para mentorar Joshua Pearce, novato vivido por Damson Idris, na equipe fictícia APXGP comandada por Rubén Cervantes de Javier Bardem. Kerry Condon entra como Kate McKenna, diretora técnica e interesse romântico de Sonny, enquanto Tobias Menzies, Kim Bodnia, Sarah Niles e Shea Whigham completam o elenco principal.
Lewis Hamilton, heptacampeão mundial de Fórmula 1, assinou como produtor executivo e consultor técnico, descrito por Kosinski como ingrediente secreto do filme. A produção fez algo inédito: conseguiu acesso integral a Grandes Prêmios reais entre 2023 e 2024, com colaboração direta da FIA. A APXGP tinha garagem própria, motorhome e dois carros estacionados no fim do grid para a volta de formação. Pitt e Idris participaram do briefing oficial dos pilotos e ficaram de pé com o grid durante o hino nacional.
As locações reais incluíram Silverstone na Grã-Bretanha, Hungaroring na Hungria, Spa-Francorchamps na Bélgica, Monza na Itália, Zandvoort na Holanda, Suzuka no Japão, Cidade do México, Las Vegas e Yas Marina em Abu Dhabi. Os carros APXGP eram chassis Dallara F2 2018 modificados pela Mercedes Applied Science. A equipe esticou o entre-eixos em 400 milímetros, fez carroceria custom imitando a regulamentação F1 e instalou 15 pontos de fixação de câmera por carro. Os motores são Mecachrome V6 de F2, com um chassi extra recebendo motor elétrico só para cenas no pit lane, evitando superaquecimento.
A Apple desenvolveu câmeras onboard customizadas usando tecnologia derivada do iPhone, com processador A-series. Os equipamentos foram reduzidos a um quarto do tamanho das câmeras usadas em Top Gun: Maverick, permitindo até quatro câmeras por carro. A Panavision criou um controle remoto especial para movimentar e fazer pans com as câmeras durante a corrida real. Pitt e Idris passaram cerca de dois anos treinando em carros de Fórmula 3 e Fórmula 2 antes das filmagens.
Eles pilotaram pessoalmente os APXGP modificados a velocidades de até 290 quilômetros por hora nas cenas de pista, incluindo a volta de formação no GP da Grã-Bretanha de 2023 ao lado de pilotos reais, diante de uma multidão de centenas de milhares em Silverstone. A greve do SAG-AFTRA pegou o filme uma semana depois do início das filmagens em julho de 2023, obrigando a produção a estender as filmagens até 2024 para recuperar GPs perdidos. Esse cronograma tenso reforça a ambição técnica e logística que o projeto representou para a Apple.
A recepção crítica foi entusiasta. O Rotten Tomatoes registra 82% de aprovação com selo Certified Fresh e 358 críticos, audiência em 97%. O Metacritic marcou 68 em classificação geralmente favorável, e o CinemaScore registrou A, melhor da carreira de Brad Pitt. PostTrak apontou 92% positivo e 78% de recomendação imediata. O consenso oficial do agregador descreve F1 como movido pelo magnetismo descontraído de Pitt e turbinado pela direção cinética de Kosinski, levando estilo retrô até a linha de chegada.
A trilha é de Hans Zimmer com co-composição de Steve Mazzaro, sendo o terceiro filme de automobilismo do compositor depois de Dias de Trovão em 1990 e Rush, No Limite da Emoção em 2013. O álbum F1 The Album reúne Don Toliver, Doja Cat, Rosé do Blackpink, Ed Sheeran, Tate McRae, Chris Stapleton e Tiësto. Chris Stapleton levou o Grammy de Performance Country Solo pela trilha. Esses nomes reforçam a estratégia cross-media do projeto, casando grandes artistas ao apelo popular do filme.
A bilheteria fez história para a Apple: US$ 634 milhões mundiais, US$ 189,6 milhões doméstico e US$ 444,4 milhões internacional. Foi o nono filme de maior bilheteria de 2025, a maior bilheteria de automobilismo da história do cinema, maior filme da carreira de Brad Pitt e maior projeto cinematográfico da Apple Original Films. Esses números traduzem tanto a força do público quanto a eficácia da janela de exibição e do marketing agregado.
No 98º Academy Awards em 2026, F1 venceu Melhor Som com Gareth John, Al Nelson, Gwendolyn Yates Whittle, Gary A Rizzo e Juan Peralta. Foi indicado também a Melhor Filme, Melhor Edição e Melhores Efeitos Visuais. No Reino Unido, levou Melhor Som no BAFTA. Nos Critics Choice Awards, saiu vencedor em Edição e Som. Esses prêmios deixam claro o reconhecimento técnico que o filme recebeu dentro da indústria.
Kerry Condon levou Melhor Atriz Coadjuvante no IFTA, e Damson Idris venceu Coadjuvante no AAFCA. A presença de prêmios de atuação indica que, além da engenharia e do espetáculo, o filme também acertou na construção de personagens e nas performances. Esses reconhecimentos independentes confirmam que o projeto conversou com públicos e críticos em diferentes frentes e estilos institucionais.
Toto Wolff, chefe da Mercedes, fez cameo no terceiro ato e disse à Newsweek que tem vergonha alheia do resultado, refazendo a cena cinco vezes tentando acertar. Essa anedota expõe o humor e a autoironia que rondaram os bastidores, além de mostrar o nível de envolvimento de figuras reais da F1 no filme. Pequenos detalhes de set como esse ajudaram a cimentar o vínculo entre ficção e realidade.
Em fevereiro de 2026, a Apple oficializou a sequência. O filme estreou no Apple TV+ em 12 de dezembro de 2025, depois de janela teatral de 168 dias. A confirmação da sequência, poucos meses após a temporada de prêmios, aponta confiança comercial e criativa na franquia que a Apple decidiu incubar com investimentos e ambição técnica notáveis.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 250 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 632 mi
- Retorno
- 2,5× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Ehren Kruger
- Fotografia
- Claudio Miranda
- Trilha sonora
- Hans Zimmer
- Edição
- Stephen Mirrione
- Duração
- 155 min
Curiosidades sobre F1: O Filme
-
Brad Pitt aprendeu a pilotar de verdade em F2 modificado a 290 km/h
Pitt e Damson Idris passaram cerca de dois anos treinando em carros de Fórmula 3 e Fórmula 2 antes das filmagens. Os dois pilotaram pessoalmente os carros APXGP modificados a velocidades de até 290 quilômetros por hora nas cenas de pista, incluindo a volta de formação no GP da Grã-Bretanha de 2023 ao lado de pilotos reais de F1, diante de uma multidão de centenas de milhares em Silverstone.
-
Lewis Hamilton foi o ingrediente secreto do filme
O heptacampeão mundial entrou como produtor executivo e revisou o roteiro buscando autenticidade técnica. Foi Hamilton quem apresentou o diretor Joseph Kosinski a Toto Wolff, viabilizando a parceria com a Mercedes para construir os carros da equipe fictícia APXGP. Em Hungaroring, Hamilton chegou a dar instruções específicas. Se Sonny quisesse passar alguém na bandeira azul de forma apertada, só conseguiria na curva 6.
-
Os carros APXGP são Fórmula 2 reais vestidos de F1 pela Mercedes
Os cineastas compraram seis chassis Dallara F2 2018 e levaram para a divisão Mercedes Applied Science. A equipe esticou o entre-eixos em 400 milímetros, fez carroceria custom imitando a regulamentação F1 e instalou 15 pontos de fixação de câmera por carro. Os motores são Mecachrome V6 de F2. Um chassi extra recebeu motor elétrico só para cenas no pit lane, evitando superaquecimento.
-
A APXGP fez parte do paddock real com garagem e briefing
Durante as filmagens nos GPs reais de 2023 e 2024, a equipe fictícia APXGP tinha garagem própria, motorhome e dois carros estacionados no fim do grid para a volta de formação. Pitt e Idris participaram do briefing oficial dos pilotos e ficaram de pé com o grid durante o hino nacional. Foi a primeira vez que um filme conseguiu acesso integrado a Grandes Prêmios reais com colaboração direta da FIA.
-
A Apple criou câmeras especiais baseadas em iPhone
A Apple desenvolveu câmeras onboard customizadas usando tecnologia derivada do iPhone, com processador A-series. Os equipamentos foram reduzidos a um quarto do tamanho das câmeras usadas em Top Gun: Maverick, permitindo até quatro câmeras por carro. A Panavision criou um controle remoto especial para movimentar e fazer pans com as câmeras durante a corrida real.
-
O som dos carros F2 não servia e tiveram que regravar com F1 reais
Os carros APXGP usavam motores Mecachrome de F2, que não soam como motores de F1 modernos. A equipe de som descartou todo o áudio capturado durante as filmagens e foi a sessões oficiais de F1 gravar o som real dos V6 híbridos atuais para mixar em pós-produção. Esse trabalho rendeu o Oscar de Melhor Som de 2026 no 98º Academy Awards.
-
Greve do SAG-AFTRA pegou o filme uma semana depois de começar
A fotografia principal começou em julho de 2023 e a greve dos atores americanos eclodiu apenas uma semana depois, limitando severamente a disponibilidade do elenco. A produção foi obrigada a estender as filmagens até a temporada de 2024 da F1 para recuperar GPs perdidos. Em Monza, o recapeamento da pista impediu uma segunda rodada de filmagem. A Framestore digitalizou o circuito por scan a laser e o time recriou Monza em VFX.
-
Max Verstappen e Lewis Hamilton aparecem como chefões da corrida
Os dois rivais reais da F1 ganham momentos de destaque no filme. Verstappen é o boss a ser batido no GP da Itália em Monza, e Hamilton aparece como o adversário final no GP de Abu Dhabi, onde uma colisão entre Hamilton e Joshua Pearce abre caminho para Sonny Hayes vencer a prova. Comentaristas reais da Sky Sports F1, Martin Brundle e David Croft, narram as corridas no filme.
-
Toto Wolff fez cameo e até hoje acha constrangedor
O chefe da Mercedes tem uma participação no terceiro ato. Ele chama Joshua Pearce para conversar em Abu Dhabi e oferece uma vaga futura na Mercedes. Wolff confessou publicamente à Newsweek: no final tenho esse cameo, dizem que ficou ótimo, mas acho que estão mentindo pra mim, me dá vergonha alheia. Refez a cena cinco vezes tentando acertar.
-
Hans Zimmer voltou ao tema corrida pela terceira vez
F1 é o terceiro filme de automobilismo musicado por Zimmer, depois de Dias de Trovão de 1990 com Tom Cruise sobre NASCAR e Rush, No Limite da Emoção de 2013 sobre Niki Lauda e James Hunt. O score híbrido orquestral e eletrônico foi construído em torno de um motivo de pistoleiro para Sonny Hayes, com o guitarrista Tim Henson e o baterista Marco Minnemann. Chris Stapleton venceu Grammy de Performance Country Solo pela trilha.
Datas-chave
-
Lançamento mundial
Elenco principal