Onde Assistir Divertida Mente no Brasil
Sinopse
Divertida Mente é a animação Pixar de 2015 dirigida por Pete Docter, vencedora do Oscar de Melhor Animação 2016. Amy Poehler dá voz a Alegria, Phyllis Smith é Tristeza, Bill Hader é Medo, Lewis Black é Raiva e Mindy Kaling vive Nojinho, as cinco emoções que operam o Quartel-General da mente de Riley, vivida por Kaitlyn Dias. Diane Lane e Kyle MacLachlan dublam os pais, Richard Kind é o amigo imaginário Bing Bong. Trilha de Michael Giacchino e consultoria científica de Paul Ekman e Dacher Keltner. A bilheteria de US$ 858 milhões abriu caminho para a continuação de 2024 que viraria a maior animação da história.
Análise — Notícias Flix
Divertida Mente estreou no 68º Festival de Cannes em maio de 2015 fora de competição, primeira presença oficial de um longa Pixar no festival desde Up em 2009. A sessão terminou com cerca de oito minutos de ovação de pé, uma recepção calorosa que anunciava o tamanho do projeto.
Foi uma estreia digna do projeto mais ambicioso de Pete Docter desde o filme do velhinho com balões. O diretor começou a desenhar a história em 2009 ao notar que a própria filha Elie, a mesma que dublou a versão jovem de Ellie em Up, havia passado de uma criança brincalhona para uma pré-adolescente quieta e reservada aos 11 anos.
Ele se perguntou o que estava acontecendo dentro da cabeça dela, e foi assim que as emoções viraram personagens. Cinco anos e meio depois, com orçamento de US$ 175 milhões e codireção de Ronnie del Carmen, o filme chegou aos cinemas com expectativas altas.
A estrutura conceitual nasceu de pesquisa científica. Docter contratou como consultores Dacher Keltner da Universidade da Califórnia em Berkeley e Paul Ekman da UCSF, o mesmo que inspirou a série Lie to Me, trazendo respaldo acadêmico ao imaginário do filme.
Durante a pesquisa, a equipe avaliou estudos que listavam até 27 emoções diferentes na mente humana. Para o filme funcionar, Docter cortou a lista para as seis emoções básicas de Ekman: raiva, medo, tristeza, nojo, alegria e surpresa, reduzindo a complexidade sem perder verossimilhança.
Surpresa foi descartada por ser parecida demais com Medo, junto com Orgulho e Confiança. Cada emoção ganhou forma geométrica simbólica: Alegria é uma estrela, Tristeza é uma lágrima, Raiva é um tijolo, Medo é um nervo exposto e Nojinho é um talo de brócolis, escolhas visuais precisas.
A textura borbulhante e luminosa que cobre todas as emoções era originalmente exclusiva da Alegria. Depois de oito meses de trabalho e dor de cabeça da equipe, John Lasseter mandou aplicar em todos, uniformizando a estética emocional do filme.
O elenco vocal foi montado sob lógica de comédia. Amy Poehler como Alegria foi a última contratada, depois de meses de espera por agenda; a primeira voz fechada foi a de Phyllis Smith, escalada para Tristeza depois que a produtora Jonas Rivera viu uma cena de almoço dela em Professora Sem Classe de 2011.
Bill Hader fez Medo, Lewis Black foi Raiva, Mindy Kaling pegou Nojinho. Pela presença de veteranos do Saturday Night Live, a equipe passou uma semana inteira nos estúdios do programa pesquisando como funciona uma cena de televisão ao vivo, referência para a sequência do controle das emoções dentro da cabeça de Riley.
No Brasil, Miá Mello dublou Alegria, Katiuscia Canoro foi Tristeza, Dani Calabresa fez Nojinho, Otaviano Costa entrou como Medo e Léo Jaime como Raiva. Bing Bong, o elefante-gato-golfinho cor-de-rosa dublado por Richard Kind, foi mantido em segredo absoluto da imprensa.
Kind foi proibido de participar do marketing, e o personagem virou surpresa para o público. O design partiu de três comediantes: Oliver Hardy, Jimmy Durante e principalmente John Candy em Antes Só do que Mal Acompanhado, referências que moldaram o tom melancólico e cômico de Bing Bong.
A recepção crítica foi unânime. O Rotten Tomatoes registra 98% de aprovação com 381 críticas, o Metacritic 94 em aclamação universal e o CinemaScore A, números que cristalizam o consenso crítico a favor do filme.
O consenso oficial do agregador descreve Divertida Mente como inventivo, lindamente animado e tocantemente comovente, mais uma adição comovente ao cânone Pixar de filmes para a família que tocam adultos e crianças. A bilheteria global de cerca de US$ 858 milhões fez do longa o filme original, não-sequência, de maior bilheteria de estreia da época.
No Oscar 2016, levou Melhor Animação, segundo troféu na categoria para Pete Docter depois de Up, e foi indicado também a Melhor Roteiro Original, raríssimo para uma animação. Michael Giacchino assinou a trilha e levou Annie e Satellite Awards pelo trabalho, embora não tenha sido indicado ao Oscar pela função.
A franquia virou fenômeno duradouro. Divertida Mente 2 chegou em 2024 com Ansiedade, Inveja, Vergonha e Tédio entrando no Quartel-General, ampliando o escopo emocional e narrativo iniciado pelo primeiro filme.
Arrecadou US$ 1,687 bilhão, virou a maior animação de todos os tempos, superando Frozen 2, foi a primeira animação a passar de US$ 1 bilhão só no mercado internacional e bateu US$ 1 bi global em apenas 19 dias. Em dezembro de 2024 estreou no Disney+ a série Dream Productions, ou Produção de Sonhos.
A série veio em quatro episódios ambientados entre os dois filmes, com Mike Jones na direção e Tony Hale substituindo Bill Hader em Medo. Pete Docter, agora Chief Creative Officer da Pixar, já confirmou que Divertida Mente 3 está em desenvolvimento inicial, sem data anunciada.
O que começou como tentativa de entender uma filha de 11 anos virou a franquia mais lucrativa do estúdio, uma trajetória que mistura pesquisa, emoção e astúcia comercial num raro caso em que ciência e cinema renderam sucesso global.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 175 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 858 mi
- Retorno
- 4,9× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Meg LeFauve
- Fotografia
- Patrick Lin
- Trilha sonora
- Michael Giacchino
- Edição
- Kevin Nolting
- Duração
- 95 min
Curiosidades sobre Divertida Mente
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A ideia nasceu quando a filha do diretor virou pré-adolescente
Pete Docter começou a desenhar a história em 2009 ao notar que sua filha Elie, a mesma que dublou a versão jovem de Ellie em Up, havia passado de uma criança espirituosa e brincalhona para uma pré-adolescente quieta e reservada aos 11 anos. Ele se perguntou o que estava acontecendo dentro da cabeça dela, e foi assim que as emoções viraram personagens.
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De 27 emoções para apenas 5
Durante a pesquisa, a equipe avaliou estudos científicos que listavam até 27 emoções diferentes na mente humana. Para o filme funcionar, Docter cortou a lista para as seis emoções básicas mapeadas pelo psicólogo Paul Ekman. Depois de rabiscos, perceberam que Surpresa e Medo eram parecidos demais. A Surpresa foi descartada, junto com Orgulho e Confiança.
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Dois psicólogos da Califórnia entraram no roteiro
Pete Docter contratou como consultores científicos dois pesos pesados da psicologia das emoções: Dacher Keltner da UC Berkeley e Paul Ekman da UCSF, o mesmo que inspirou a série Lie to Me. Eles ajudaram a Pixar a entender como memória, personalidade e sentimentos se conectam, e ambos publicaram artigos no New York Times defendendo a precisão científica do longa.
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Cada emoção tem uma forma geométrica simbólica
Os designers da Pixar deram a cada emoção uma forma de base. Alegria é uma estrela com energia que se espalha em todas as direções, Tristeza é uma lágrima, Raiva é um tijolo, Medo é um nervo exposto e Nojinho é um talo de brócolis. A textura borbulhante luminosa era originalmente exclusiva de Alegria, mas John Lasseter mandou aplicar em todos depois de oito meses de discussão.
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Bing Bong foi mantido em segredo absoluto da imprensa
O elefante-gato-golfinho cor-de-rosa foi modelado a partir de três comediantes: Oliver Hardy, Jimmy Durante e principalmente John Candy em Antes Só do que Mal Acompanhado. Richard Kind, dublador do personagem, foi proibido de participar do marketing do filme. A Pixar decidiu manter Bing Bong como surpresa para o público, e Docter chamou a decisão de inteligente.
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Phyllis Smith foi a primeira escalada graças a Bad Teacher
A produtora Jonas Rivera escalou a atriz de The Office para dublar Tristeza depois de assistir a uma cena de almoço em Professora Sem Classe de 2011. Phyllis foi a primeira voz contratada e Amy Poehler, escolhida para Alegria, foi a última a fechar contrato por causa de agenda lotada e meses de negociação.
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Cinco anos e meio de produção e estreia triunfal em Cannes
O design de produção, sob comando de Ralph Eggleston, levou cinco anos e meio para ficar pronto, com US$ 175 milhões de orçamento. A estreia mundial foi no 68º Festival de Cannes, em maio de 2015, fora de competição, marcando a primeira presença oficial de um longa Pixar em Cannes desde Up de 2009. A sessão terminou com ovação de pé de cerca de oito minutos.
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Riley é uma versão da própria família Docter
A premissa da família mudando de Minnesota para San Francisco não foi tirada do nada. Pete Docter também nasceu em Minnesota e se mudou para a Califórnia para trabalhar na Pixar, em Emeryville. Várias memórias-bola que aparecem no Quartel-General de Riley foram desenhadas a partir de fotos antigas da infância do diretor.
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Segundo Oscar de Animação para Pete Docter
No Oscar 2016, Divertida Mente venceu Melhor Animação, segundo troféu nessa categoria para Pete Docter depois de Up de 2009. Também foi indicado a Melhor Roteiro Original, raríssimo para uma animação. Michael Giacchino assinou a trilha e levou Annie e Satellite Awards, mas não foi indicado ao Oscar por essa função específica.
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Saga virou o maior fenômeno animado da história
Quase uma década depois, Divertida Mente 2 de 2024 explodiu. Arrecadou US$ 1,687 bilhão, virou a maior animação de todos os tempos superando Frozen 2, foi a primeira animação a passar de US$ 1 bilhão só no mercado internacional e bateu US$ 1 bi global em apenas 19 dias. Em dezembro de 2024 estreou no Disney+ a série Dream Productions em quatro episódios, e Divertida Mente 3 está em desenvolvimento inicial.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal