Capitão América: O Primeiro Vingador
Filme

Capitão América: O Primeiro Vingador

"Quando patriotas se tornam heróis!"

★ 7.0 2011 2h 4m 12 Ação · Aventura · Ficção científica

Brooklyn, 1942. Steve Rogers (Chris Evans) é um jovem franzino — asma, baixo peso, coração fraco — rejeitado cinco vezes ao tentar se alistar no Exército para lutar na Segunda Guerra. O melhor amigo Bucky Barnes (Sebastian Stan) parte para…

Onde assistir
Diretor
Joe Johnston
Elenco
Chris Evans, Hayley Atwell, Sebastian Stan
Produção
Marvel Studios, Marvel Entertainment
Origem
EUA
Título original
Captain America: The First Avenger

Onde Assistir Capitão América: O Primeiro Vingador no Brasil

Sinopse

Brooklyn, 1942. Steve Rogers (Chris Evans) é um jovem franzino — asma, baixo peso, coração fraco — rejeitado cinco vezes ao tentar se alistar no Exército para lutar na Segunda Guerra. O melhor amigo Bucky Barnes (Sebastian Stan) parte para o front europeu sem ele. Steve insiste, e chama atenção do cientista refugiado Dr. Abraham Erskine (Stanley Tucci), que o recruta para o Projeto Renascimento.

Sob o coronel Phillips (Tommy Lee Jones) e a agente britânica Peggy Carter (Hayley Atwell), Steve recebe o soro do super-soldado e vira um homem perfeito. Mas Erskine é assassinado antes de reproduzir o experimento, e o Exército transforma Rogers em garoto-propaganda — "Capitão América" desfilando para vender títulos de guerra. Quando Bucky é capturado, Steve desobedece ordens e descobre a HYDRA, divisão nazista do Caveira Vermelha (Hugo Weaving) caçando o Tesseract.

Dirigido por Joe Johnston, é o quinto filme do Universo Marvel (Fase 1), antes de Os Vingadores (2012). Arrecadou US$ 370 milhões sobre orçamento de US$ 140 milhões.

Análise — Notícias Flix

7.4
de 10

Capitão América: O Primeiro Vingador é caso interessante de filme Marvel que envelheceu melhor do que sua recepção original sugeria. Em 2011, no momento da estreia, era apenas mais um pré-Vingadores: depois de Homem de Ferro 1 (2008), Hulk (2008), Homem de Ferro 2 (2010) e Thor (2011), a Marvel Studios precisava entregar a base do quinto Vingador antes do encontro coletivo de 2012. A escolha de Joe Johnston na direção foi calculada — ele havia dirigido O Foguete (1991), filme de aventura ambientado na década de 1930 que serviria de referência estética perfeita.

A escolha estética foi a maior aposta do filme. Em vez de modernizar o personagem (que quase 70 anos depois da criação por Joe Simon e Jack Kirby em 1941 estava desgastado), Markus e McFeely no roteiro decidiram ambientar o filme inteiramente na Segunda Guerra Mundial. Cores saturadas tipo pôster de propaganda, figurinos meticulosamente reconstituídos, cenários de Londres bombardeada e bases nazistas alpinas, tipografia art-déco. O Capitão América aqui é peça de período, não de ação contemporânea. Quando o filme termina com Steve Rogers acordando em 2011 (preparando Os Vingadores), o choque tonal é proposital.

Chris Evans, que vinha de Quarteto Fantástico (2005, 2007) e Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010), entrega Steve Rogers em registro de vulnerabilidade pré-soro impossível para a fisicalidade real do ator. Para criar o "Skinny Steve" — o Rogers franzino antes da transformação —, a empresa de efeitos visuais LOLA trabalhou em mais de 300 cenas usando técnica chamada "cirurgia digital". Cada cena pré-soro foi filmada três vezes: uma com Evans normal, outra com o ator-dublê Leander Deeny (1,75m, magro, formado em teatro shakespeariano), e uma terceira sem ator. Na pós-produção, o rosto de Evans foi sobreposto ao corpo de Deeny digitalmente. O resultado é o Skinny Steve mais convincente que o cinema de super-herói já conseguiu.

Hayley Atwell como Peggy Carter é a outra grande conquista. Diferente das namoradas decorativas típicas de filmes de super-herói, Carter é agente militar britânica funcional, com agência própria e arco emocional independente. A performance rendeu a Atwell série solo posterior (Agent Carter, 2015-2016) e participações em Vingadores: Ultimato (2019). Hugo Weaving como Caveira Vermelha entrega vilão arquetípico de pulp dos anos 40 com voz alemã exagerada — escolha estética que envelheceu como camp deliberado.

Faturou US$ 370 milhões mundiais sobre US$ 140 milhões — sucesso comercial moderado pelos padrões Marvel posteriores, mas suficiente para garantir Os Vingadores e três continuações do personagem. Para fãs do MCU completo, é peça obrigatória de origem. Para quem busca cinema de super-herói com identidade estética definida, é um dos melhores produtos Marvel da Fase 1.

Pontos fortes

  • Estética de Segunda Guerra com cores saturadas e figurino meticuloso
  • Skinny Steve via VFX da LOLA é a transformação digital mais convincente do cinema
  • Hayley Atwell como Peggy Carter — agente com agência própria, não decorativa
  • Direção de Joe Johnston (O Foguete) traz expertise de aventura ambientada nos anos 40
  • Trilha de Alan Silvestri sustenta o tom heroico clássico sem subscrever

Pontos fracos

  • Caveira Vermelha como vilão arquetípico de pulp dos anos 40 pode parecer datado
  • Choque tonal final ao acordar em 2011 quebra a imersão estética
  • Bilheteria moderada para padrões Marvel posteriores — US$ 370mi sobre US$ 140mi
  • Bucky Barnes subaproveitado no primeiro filme antes do retorno em Soldado Invernal
  • Roteiro segue manual de origem Marvel sem grandes inovações narrativas
Vale a pena se: Você está percorrendo o MCU em ordem cronológica e quer entender Steve Rogers antes de Os Vingadores, gosta de cinema ambientado na Segunda Guerra Mundial no estilo de O Foguete ou Indiana Jones, e topa um filme que aposta em estética de pulp dos anos 40 sobre ação contemporânea.

Bilheteria

Orçamento
US$ 140 mi
Arrecadação mundial
US$ 371 mi
Retorno
2,6× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Christopher Markus
Fotografia
Shelly Johnson
Trilha sonora
Alan Silvestri
Edição
Robert Dalva
Duração
124 min

Curiosidades sobre Capitão América: O Primeiro Vingador

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

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