Onde Assistir Besouro Azul no Brasil
Sinopse
Palmera City, presente. Jaime Reyes (Xolo Maridueña), recém-formado em Direito, volta da faculdade pra casa esperando começar a vida adulta — e descobre que sua família mexicano-americana está prestes a perder o lar pra gentrificação. Sem dinheiro, Jaime aceita trabalho temporário no escritório da bilionária Victoria Kord (Susan Sarandon), CEO da megaempresa armamentista Kord Industries.
A vida muda quando Jenny Kord (Bruna Marquezine), sobrinha rebelde de Victoria, entrega a Jaime uma caixa misteriosa pra esconder. Dentro está o Escaravelho — artefato alienígena que se funde ao corpo dele e o transforma num exoesqueleto biotecnológico. Jaime vira Besouro Azul sem pedir, sem manual, sem escolha. E Victoria quer o Escaravelho de volta a qualquer custo.
Dirigido por Ángel Manuel Soto, Besouro Azul é o primeiro filme live-action da DC com protagonista latino. A aposta foi construir o herói pela família — pais, irmã, avó e tio Rudy (Damián Alcázar) ocupam o centro emocional, transformando a fórmula de super-herói em drama familiar com sotaque mexicano.
Análise — Notícias Flix
Besouro Azul é o caso raro de filme de super-herói recente que entendeu que a fórmula precisava mudar — e mudou no lugar certo. Em vez de gastar duas horas no luto pelo trauma do protagonista (modelo Marvel pós-Vingadores: Ultimato), Ángel Manuel Soto coloca a família mexicano-americana de Jaime Reyes no centro do filme. Pais, avó com revolução cubana no passado, irmã sarcástica, tio mecânico — todos têm fala, agência e graça. É a primeira vez em uma década que um filme de origem de super-herói lembra que o herói existe pra proteger pessoas concretas, não conceitos abstratos.
Xolo Maridueña, vindo de Cobra Kai, carrega o filme com timing cômico raro e fragilidade legítima. Bruna Marquezine, em sua estreia hollywoodiana, sustenta Jenny Kord como personagem que tem motor próprio sem virar interesse romântico decorativo. Susan Sarandon, no papel de vilã arquetípica, sabe que está num filme grande e calibra a atuação no nível certo de teatralização.
A ação é o ponto médio — competente, com momentos inspirados (o exoesqueleto se reconfigurando em armas improváveis funciona como gag visual recorrente), mas previsível em coreografia e edição. O design do Escaravelho dialoga com Iron Man e Venom sem virar cópia, e o terceiro ato resolve o conflito numa sequência de batalha que poderia ser intercambiada com qualquer outro filme do gênero.
Onde Soto realmente acerta é no detalhe cultural. Palmera City não é cenário genérico — é colagem afetiva de Miami, San Antonio, Caribe e Cidade do México. As piadas funcionam em espanhol e em inglês, sem legenda explicativa pra plateia americana. A trilha mistura cumbia, hip-hop latino e Bobby Krlic. É filme que sabe pra quem está falando primeiro, e isso o destaca dentro de uma fase confusa do DCEU.
Faturou US$ 130 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 104 milhões — performance modesta de bilheteria que, somada à reestruturação do DCEU sob James Gunn, deixou o futuro de Jaime Reyes incerto. Mas o filme em si funciona. É super-herói que respira família, e isso, em 2023, virou raridade.
Pontos fortes
- Família mexicano-americana ocupa centro do filme, não decoração
- Xolo Maridueña carrega protagonismo com timing cômico e fragilidade
- Bruna Marquezine entrega Jenny Kord com motor próprio
- Palmera City é colagem afetiva de Miami, San Antonio e Caribe
- Trilha mistura cumbia, hip-hop latino e Bobby Krlic
Pontos fracos
- Coreografia de ação previsível e edição genérica de blockbuster
- Terceiro ato cai em batalha intercambiável com qualquer outro filme do gênero
- Design do Escaravelho dialoga com Iron Man e Venom sem inovar
- Susan Sarandon recebe vilã arquetípica sem nuances
- Reestruturação do DCEU deixou o futuro do personagem incerto
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 104 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 131 mi
- Retorno
- 1,3× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Gareth Dunnet-Alcocer
- Fotografia
- Pawel Pogorzelski
- Trilha sonora
- Bobby Krlic
- Edição
- Craig Alpert
- Duração
- 127 min
Curiosidades sobre Besouro Azul
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Primeiro herói latino de live-action da DC
Besouro Azul é o primeiro filme live-action da DC com protagonista latino. Xolo Maridueña, intérprete de Jaime Reyes, é mexicano-equatoriano-cubano-americano nascido em Los Angeles.
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Estreia hollywoodiana de Bruna Marquezine
O filme marca o primeiro papel em produção americana de Bruna Marquezine. Ela passou por casting internacional disputando com atrizes de toda América Latina antes de fechar o papel de Jenny Kord.
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Soto escolheu Maridueña por causa de Cobra Kai
O diretor Ángel Manuel Soto disse em entrevistas que Xolo Maridueña foi sua primeira escolha desde que assumiu o projeto, baseado na atuação dele como Miguel Diaz na série Cobra Kai da Netflix.
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Palmera City é cidade fictícia construída do zero
Soto descreveu Palmera City como uma cidade que "tem o som do Rio, o cheiro de Boyle Heights e o povo de El Paso" — colagem deliberada de várias geografias latinas em vez de cenário americano genérico.
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Bilheteria modesta em momento de transição da DC
O filme arrecadou US$ 130 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 104 milhões, em meio à reestruturação do DCEU para o novo DCU comandado por James Gunn — o que deixou indefinido o futuro do personagem em sequências.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal