Onde Assistir Assassinos Anônimos no Brasil
Sinopse
Em Londres, no porão de uma igreja anglicana abandonada, oito desconhecidos se reúnem em sessão de grupo de apoio. A regra é simples: cada um conta a história mais recente, sem julgamento, sem polícia. Mas o grupo não é dos Alcoólicos Anônimos. É dos Assassinos Anônimos — encontro semanal de matadores profissionais que tentam lidar com o peso da profissão.
A reunião desta noite começa em meio ao caos: alguém atentou contra um senador americano em Londres, e a cidade está em alerta vermelho. O coordenador, Markus (Tommy Flanagan), suspeita que o autor está sentado entre eles. Conforme cada participante apresenta sua versão da semana — incluindo a sedutora Jade (Jessica Alba) e a estreante Alice (Rhyon Nicole Brown) — segredos vêm à tona. Uma figura misteriosa observa a sessão de cima de um prédio vizinho: O Homem (Gary Oldman).
Dirigido por Martin Owen, é thriller de premissa cômica que mistura tons de Tarantino, Guy Ritchie e John Wick — sem chegar perto de nenhum dos três em execução, mas chamando atenção pelo elenco que reúne Gary Oldman e Jessica Alba.
Análise — Notícias Flix
Assassinos Anônimos é o tipo de filme em que a sinopse é melhor que o filme. A premissa é boa: um grupo de apoio para assassinos profissionais, no formato dos Alcoólicos Anônimos, com paranoia e suspeita mútua sobre quem entre eles cometeu o crime que abriu a noite. É ideia que pede roteirista no nível de Martin McDonagh ou os irmãos Coen para virar comédia negra de qualidade. Nas mãos de Martin Owen, vira exercício de gênero competente apenas em momentos isolados.
O elenco é o atrativo principal e também a maior frustração. Gary Oldman aparece em participação que claramente foi negociada por dias contados de set — está em escassas cenas, sempre observando de longe, com fala mínima e função expositiva no terceiro ato. Jessica Alba sustenta a presença na tela com a força que sempre teve em filmes de gênero, mas o roteiro entrega Jade como ideia de personagem, não personagem propriamente dito. Tommy Flanagan, veterano de Sons of Anarchy, é quem realmente carrega o filme como Markus — ele ancora os melhores diálogos.
Onde o filme tropeça é na execução visual. Owen tem ambições de Quentin Tarantino e Guy Ritchie — montagem rápida, flashbacks coloridos, narração em tela dividida — mas falta o domínio do timing cômico que faz esse tipo de filme funcionar. As cenas de ação são editadas demais, perdendo geografia espacial; os diálogos pulam entre tons (cômico, dramático, expositivo) sem transição segura. A trilha de Roger Goula tenta carregar o ritmo, mas a música precisa de cenas que sustentem o peso, e elas raramente sustentam.
A reviravolta final é previsível para quem já viu meia dúzia de thrillers desse subgênero. Quando a verdadeira identidade do alvo e do autor do atentado se revela, o filme tenta vender a virada como genial — mas qualquer espectador atento entende a costura desde os primeiros 30 minutos. Faltou o roteiro investir em personagens secundários: os matadores periféricos do grupo (incluindo um padre assassino, uma adolescente novata, um russo violento) têm potencial cômico que o filme não explora.
Para quem busca filme de matar tempo no streaming sem expectativa, com elenco reconhecível e premissa divertida, cumpre. Para quem espera o que essa ideia merecia — algo no nível de Esquadrão Suicida ou Bandidos no estilo Em Bruges — fica devendo. Faturou pouco, foi mal recebido pelos críticos, e hoje sobrevive como curiosidade na filmografia de Gary Oldman.
Pontos fortes
- Premissa cômica de grupo de apoio para assassinos profissionais
- Tommy Flanagan ancora o filme como Markus, coordenador do grupo
- Jessica Alba sustenta presença em tela com carisma de gênero
- Diálogos pontuais funcionam no melhor espírito de Tarantino
- Elenco reconhecível chama atenção dentro do nicho de thriller B
Pontos fracos
- Gary Oldman aparece em participação mínima vendida como protagonista
- Cenas de ação editadas demais, perdendo geografia espacial
- Roteiro pula tons sem transição segura entre cômico e dramático
- Reviravolta final previsível para quem conhece o subgênero
- Personagens secundários do grupo subaproveitados
Ficha técnica
- Roteiro
- Elizabeth Morris
- Fotografia
- Håvard Helle
- Trilha sonora
- Roger Goula
- Edição
- Stephen Hedley
- Duração
- 95 min
Curiosidades sobre Assassinos Anônimos
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Coprodução britânico-americana com elenco internacional
O filme foi rodado em Londres com elenco que mistura ingleses (MyAnna Buring, Tim McInnerny, Sam Hazeldine), escoceses (Tommy Flanagan), americanos (Jessica Alba) e o próprio Gary Oldman, britânico naturalizado nos EUA.
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Gary Oldman em participação curta
Apesar de ser destaque em pôsteres e marketing, a participação de Gary Oldman como "O Homem" é breve. O ator filmou suas cenas em poucos dias, prática comum em produções de orçamento limitado que dependem de nomes reconhecíveis para vendas internacionais.
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Lançamento direto pela Lionsgate em junho de 2019
Os direitos de distribuição foram adquiridos em outubro de 2018 pela Lionsgate em parceria com a Grindstone Entertainment Group. O filme teve lançamento limitado em cinemas americanos e VOD simultâneo em 28 de junho de 2019.
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Recepção crítica devastadora — 0% no Rotten Tomatoes
O filme recebeu 0% de aprovação no Rotten Tomatoes, com críticos elogiando apenas a premissa e Tommy Flanagan. As críticas se concentraram na execução do roteiro e direção que não conseguiram aproveitar o potencial cômico da ideia central.
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Direção de Martin Owen, especialista em gênero indie
Martin Owen é diretor britânico com filmografia concentrada em thriller e comédia indie de baixo orçamento. Antes de Assassinos Anônimos, dirigiu The Runaround (2017) e Let's Be Evil (2016), ambos com proposta semelhante de gênero com elenco reconhecível.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal