Onde Assistir As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa no Brasil
Sinopse
As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa é o filme americano de fantasia épica de 2005 dirigido por Andrew Adamson (Shrek 1 e 2) e adaptado do segundo livro publicado da heptalogia As Crônicas de Nárnia (1950) de C. S. Lewis. Foi distribuído pela Walt Disney Pictures em parceria com a Walden Media em dezembro de 2005, abrindo a primeira franquia cinematográfica do universo de Nárnia.
A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial. Os quatro irmãos Pevensie — Pedro (William Moseley), Susana (Anna Popplewell), Edmundo (Skandar Keynes) e Lúcia (Georgie Henley) — são enviados de Londres para a casa de campo do Professor Kirke (Jim Broadbent) para escapar dos bombardeios nazistas. Lúcia descobre por acidente que um guarda-roupa antigo da casa é portal para Nárnia, um mundo mágico congelado em inverno eterno por uma feiticeira maléfica.
A Bruxa Branca, Jadis (Tilda Swinton, em uma das atuações mais lembradas da carreira), domina Nárnia há 100 anos. O leão divino Aslan (voz de Liam Neeson), figura messiânica do mundo, retorna após séculos de exílio para liderar resistência contra Jadis. Os irmãos Pevensie cumprem profecia antiga ao se aliarem a ele em batalha decisiva. Personagens como o fauno Tumnus (James McAvoy), o senhor Castor e o centauro Oreius integram o elenco coadjuvante.
Análise — Notícias Flix
As Crônicas de Nárnia foi a tentativa da Disney de competir com O Senhor dos Anéis no nicho de fantasia épica para família. O timing era perfeito: a trilogia de Peter Jackson havia encerrado em 2003, deixando o público ansioso por sagas de fantasia. A escolha de Andrew Adamson, que vinha de Shrek (2001) e Shrek 2 (2004) — duas das maiores bilheterias da DreamWorks — sinalizava ambição. Disney e Walden Media aplicaram orçamento de US$ 180 milhões, dos maiores da época para fantasia.
A tese central de C. S. Lewis é alegoria cristã. Aslan é figura crística — sacrifício redentor pelo pecado de Edmundo, ressurreição triunfal, retorno em batalha apocalíptica. Lewis era amigo próximo de J. R. R. Tolkien e ambos discutiam frequentemente fé católica vs anglicana enquanto escreviam fantasia. O filme de Adamson é fiel ao espírito teológico do livro mas tomou cuidado de não acentuar a moralidade religiosa para apelar a público amplo. A direção é eficiente sem ousadias autorais — Adamson serviu o material em vez de marcar voz própria.
Tilda Swinton é o ponto alto do elenco. A atriz britânica entregou Jadis com beleza glacial e crueldade controlada, em contraste deliberado com vilãs Disney tradicionais. Liam Neeson como Aslan dá ao leão digital gravitas de pai severo — voz que carrega autoridade sem grasnar. Os quatro jovens atores Pevensie tinham idades entre 9 e 16 anos durante as filmagens; cresceram juntos nos três filmes da trilogia (2005, 2008, 2010) e mantêm amizade na vida real até hoje.
O filme arrecadou US$ 745 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 180 milhões — terceira maior bilheteria de 2005 atrás apenas de Harry Potter e o Cálice de Fogo e A Vingança dos Sith. Ganhou Oscar de Melhor Maquiagem e foi indicado a Som e Efeitos Visuais. As continuações Príncipe Caspian (2008) e Andarilho da Aurora (2010) tiveram bilheteria decrescente, e a Disney saiu da franquia em 2011. Em 2024, a Netflix anunciou reboot dirigido por Greta Gerwig (Barbie, Adoráveis Mulheres) — vai estrear em 12 de fevereiro de 2027 nos cinemas e 2 de abril na Netflix, adaptando O Sobrinho do Mago com elenco de Meryl Streep, Daniel Craig, Emma Mackey e Carey Mulligan. A trilogia original está disponível no Disney+, Netflix e Prime Video no Brasil.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 180 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 745 mi
- Retorno
- 4,1× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Andrew Adamson
- Fotografia
- Donald McAlpine
- Trilha sonora
- Harry Gregson-Williams
- Edição
- Sim Evan-Jones
- Duração
- 143 min
Curiosidades sobre As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
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Andrew Adamson saiu da DreamWorks pra fazer Nárnia
Andrew Adamson dirigiu Shrek (2001, Oscar de Animação) e Shrek 2 (2004) na DreamWorks. Aceitou o convite da Disney/Walden Media para Nárnia em troca de controle criativo total e direção de toda a trilogia. Adamson é nascido na Nova Zelândia, e parte da equipe técnica veio direto da equipe de Peter Jackson em O Senhor dos Anéis — incluindo a Weta Digital nos efeitos visuais.
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Liam Neeson como Aslan gerou polêmica religiosa
C. S. Lewis era amigo próximo de J. R. R. Tolkien e construiu Aslan deliberadamente como alegoria cristã do sacrifício de Cristo — morte e ressurreição. Liam Neeson, católico irlandês declarado, comentou em entrevista de promoção que o leão poderia representar Maomé ou Buda além de Cristo, dependendo da interpretação do espectador. A declaração gerou backlash de leitores conservadores cristãos americanos no lançamento.
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Quatro irmãos Pevensie com 9 a 16 anos
Os atores das crianças Pevensie estavam entre 9 e 16 anos durante as filmagens em 2003-2004. Georgie Henley (Lúcia) tinha 9 anos, Skandar Keynes (Edmundo) 13, Anna Popplewell (Susana) 15 e William Moseley (Pedro) 16. Os quatro se conheceram nas audições e cresceram juntos nos três filmes da trilogia, mantendo amizade documentada em entrevistas posteriores.
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Jim Broadbent e James McAvoy em coadjuvantes
Dois atores britânicos com Oscar e indicações ao Oscar fizeram papéis secundários: Jim Broadbent (vencedor de Coadjuvante por Iris em 2002) como Professor Kirke, e James McAvoy (futuro indicado por O Último Rei da Escócia) como o fauno Tumnus. McAvoy estava em ascensão na época — Nárnia foi um dos primeiros papéis grandes dele em produção de Hollywood antes de O Último Rei da Escócia (2006) e Desejo e Reparação (2007).
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Bilheteria de US$ 745 milhões — 3ª maior de 2005
Arrecadou US$ 745 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 180 milhões. Foi a terceira maior bilheteria de 2005, atrás apenas de Harry Potter e o Cálice de Fogo (US$ 896M) e Star Wars: A Vingança dos Sith (US$ 868M). Justificou imediatamente as continuações: Príncipe Caspian (2008, US$ 419M) e A Viagem do Peregrino da Alvorada (2010, US$ 415M), ambos com bilheteria decrescente.
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Oscar de Melhor Maquiagem 2006
Ganhou Oscar de Melhor Maquiagem em 2006 (78ª cerimônia), reconhecendo o trabalho dos artistas em criar o fauno Tumnus, criaturas mitológicas, a Bruxa Branca e os efeitos práticos da batalha final. Também foi indicado a Melhor Mixagem de Som e Melhor Efeito Visual — perdeu para King Kong (Peter Jackson) em ambas as categorias.
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Tilda Swinton ditou estética da Bruxa Branca
A atriz britânica trouxe ideias específicas para o figurino e a maquiagem de Jadis — pediu palidez extrema, cabelos brancos descabelados, robes que pareciam armaduras de gelo. A direção de arte aceitou todas as sugestões. Swinton também recusou usar lentes de contato coloridas tradicionais — preferiu olhos naturais para acentuar humanidade contraditória da vilã.
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Reboot de Greta Gerwig estreia em 2027 na Netflix
A Netflix adquiriu os direitos da franquia em 2018 e anunciou em 2024 que Greta Gerwig (Barbie, Adoráveis Mulheres) dirigirá o reboot. O primeiro filme da nova série, As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago, estreia em IMAX em 10 de fevereiro de 2027, em circuito teatral em 12 de fevereiro e na Netflix em 2 de abril. Elenco confirmado tem Meryl Streep, Daniel Craig, Emma Mackey, Carey Mulligan, Kobna Holdbrook-Smith e os estreantes David McKenna e Beatrice Campbell como protagonistas.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal