Onde Assistir A Odisséia no Brasil
Sinopse
A Odisséia (L'Odyssée em francês original) é o filme francês de drama biográfico de 2016 dirigido por Jérôme Salle (Anthony Zimmer 2005, Largo Winch 2008, Zulu 2013) a partir de roteiro de Jérôme Salle e Laurent Turner. Foi distribuído pela Wild Bunch Distribution em 12 de outubro de 2016 na França. É biografia cinematográfica de Jacques-Yves Cousteau (1910-1997) — explorador marítimo, oceanógrafo, documentarista e ativista ambiental francês considerado um dos mais influentes do século 20. Cousteau popularizou exploração subaquática através de televisão (The Undersea World of Jacques Cousteau, ABC 1968-1976) e cinema (O Mundo do Silêncio 1956, vencedor Oscar e Palme d'Or em Cannes).
A história acompanha Jacques Cousteau (Lambert Wilson, Matrix Reloaded 2003 como Merovingian) entre 1947 e 1979 — fase em que ele transformou pesquisa oceanográfica em fenômeno cultural mundial. O filme explora paralelo entre sua carreira pública gloriosa e vida familiar privada complicada — relacionamento conflituoso com filho Philippe Cousteau (Pierre Niney, Yves Saint Laurent 2014), assistente próximo que eventualmente morreu em acidente de avião aos 38 anos em 1979. A esposa Simone Melchior-Cousteau (Audrey Tautou, Amélie Poulain 2001), discreta mas essencial parceira profissional, observa as tensões familiares emergentes.
O elenco coadjuvante é histórico do cinema francês: Lambert Wilson como Jacques Cousteau; Audrey Tautou como Simone Cousteau; Pierre Niney como Philippe Cousteau (filho mais novo); Laurent Lucas em participação; Vincent Heneine como Jean-Michel Cousteau (filho mais velho). A trilha sonora foi composta por Alexandre Desplat (vencedor 2 Oscars de Melhor Trilha Sonora por O Grande Hotel Budapeste 2014 e A Forma da Água 2017). A cinematografia ficou a cargo de Matias Boucard. Foi filmado em múltiplas locações marítimas globais — Mar Mediterrâneo, Atlântico Sul, Antártida — para autenticidade visual de expedições Cousteau.
Análise — Notícias Flix
A Odisséia é um caso fascinante de biografia cinematográfica francesa — produção ambiciosa que tentou capturar carreira lendária de Jacques Cousteau sem cair em hagiografia sentimental. Jérôme Salle, em fase pós-Zulu (2013, com Forest Whitaker), continuou explorando dramas históricos com personagens centrais complexos. A escolha foi consciente — Cousteau é figura francesa profundamente reverenciada, e qualquer adaptação corre risco de excesso patriótico.
A aposta narrativa central é a Cousteau humano. Em vez de retratar Jacques Cousteau como herói perfeito ambientalista (fórmula tradicional de biopics), Jérôme Salle constrói personagem complexo — gênio inovador mas pai distante, marido infiel ocasionalmente, líder autoritário em equipe Calypso. A escolha é tematicamente sofisticada — humaniza figura lendária. Para audiência francesa que cresceu reverenciando Cousteau, é desafiador mas elegante.
Lambert Wilson como Cousteau entrega performance memorável. O ator francês (Matrix Reloaded 2003 como Merovingian, Maravilhoso (Of Gods and Men) 2010 vencedor César de Melhor Ator) demonstra alcance dramático extraordinário. Wilson tinha 58 anos durante as filmagens — fenômeno interessante porque Cousteau é retratado em fase 37-69 anos, exigindo múltiplas variações fisicas (com idade prática + maquiagem). Wilson é frequentemente comparado a Daniel Day-Lewis em Lincoln (2012, Steven Spielberg) — interpretação imersiva de figura histórica.
A aposta visual é exploração subaquática real. Matias Boucard (cinematografista) filmou em múltiplas locações marítimas globais. Cenas subaquáticas foram filmadas autênticas, sem CGI excessivo — em Mediterrâneo, Atlântico Sul, Mar do Caribe, Antártida. A produção investiu pesadamente em equipamento de mergulho específico — embarcação que replicou Calypso (navio histórico de Cousteau) em escala 1:1. As cenas oceanográficas são deslumbrantes.
A recepção foi positiva. 60% no Rotten Tomatoes, Metacritic 56. Bilheteria francesa de aproximadamente €11 milhões — sucesso modesto local. Internacionalmente, foi mais bem recebido em festivais (Cannes Special Screening 2016) que em audiência mainstream. Em maio 2026, está disponível no Mubi Brasil (incluído na assinatura) e Apple TV (compra/aluguel). Jérôme Salle continuou trabalhando em produções francesas — em maio 2026, está em pós-produção de novo longa-metragem dramático. Audrey Tautou, em fase pós-Amélie Poulain (2001), continua entre cinema francês indie e produções ocasionais.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 20 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 10 mi
- Retorno
- 0,5× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Jérôme Salle
- Fotografia
- Matias Boucard
- Trilha sonora
- Alexandre Desplat
- Duração
- 122 min
Curiosidades sobre A Odisséia
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Jacques Cousteau — explorador francês lendário
Jacques-Yves Cousteau (1910-1997) é figura francesa profundamente reverenciada — explorador marítimo, oceanógrafo, documentarista e ativista ambiental que popularizou exploração subaquática através de televisão e cinema. Filmes mais famosos: O Mundo do Silêncio (1956, vencedor Oscar de Melhor Documentário e Palme d'Or em Cannes — primeira vez Palme d'Or para documentário), O Mundo do Silêncio (1956), Atalaya (1976). Programa TV The Undersea World of Jacques Cousteau (ABC 1968-1976) alcançou audiência global. Faleceu em 25 de junho de 1997 aos 87 anos em Paris.
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Lambert Wilson como Cousteau
Lambert Wilson (Matrix Reloaded 2003 e Matrix Revolutions 2003 como Merovingian; Maravilhoso (Of Gods and Men) 2010 vencedor César de Melhor Ator) interpreta Jacques Cousteau. Wilson tinha 58 anos durante as filmagens — fenômeno interessante porque Cousteau é retratado em fase 37-69 anos. Wilson trabalhou meses com makeup artists para envelhecer e rejuvenescer fisicamente. A performance é frequentemente comparada a Daniel Day-Lewis em Lincoln (2012) — interpretação imersiva de figura histórica.
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Cenas subaquáticas autênticas
Matias Boucard (cinematografista) filmou em múltiplas locações marítimas globais. Cenas subaquáticas foram filmadas autênticas, sem CGI excessivo — em Mar Mediterrâneo (Mônaco, Costa Azul), Atlântico Sul (Cabo Verde), Mar do Caribe (Bahamas), Antártida. A produção investiu pesadamente em equipamento de mergulho específico — câmeras subaquáticas profissionais Red Helium 8K, iluminação subaquática especializada. Equipe de mergulhadores treinados filmou em condições extremas. As cenas oceanográficas são deslumbrantes — recebem elogios universais.
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Calypso recriada em escala 1:1
A embarcação Calypso (navio histórico de Cousteau, navio de pesquisa oceanográfica de 1942 — construído como caça-minas britânico, comprado por Cousteau em 1950) foi recriada em escala 1:1 para filmagens. A Calypso real foi danificada em colisão em 1996 em Singapura — passou por restauração extensiva. Em maio 2026, Calypso restaurada está exposta em Concarneau, França. A produção de A Odisséia construiu réplica navegável para cenas em mar aberto — investimento de aproximadamente €5 milhões em construção.
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Philippe Cousteau — morte trágica em 1979
Philippe Cousteau (1940-1979) — filho de Jacques Cousteau, assistente próximo, próximo herdeiro do legado oceanográfico — morreu em acidente de avião em 28 de junho de 1979 em Portugal aos 38 anos. Sua morte foi devastadora para Jacques Cousteau pessoalmente e profissionalmente. O filme retrata tensões pai-filho de forma sutil — Jacques exigia muito de Philippe, conflitos sobre direção da carreira eram constantes. Pierre Niney (Yves Saint Laurent 2014, indicado César de Melhor Ator) interpreta Philippe com nuance — performance considerada destaque do filme.
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Audrey Tautou como Simone Cousteau
Audrey Tautou (lendária atriz francesa por Amélie Poulain 2001 — fenômeno global, indicada César de Melhor Atriz; Coco Antes de Chanel 2009; A Daa Vinci Code 2006) interpreta Simone Melchior-Cousteau — esposa discreta mas essencial parceira profissional de Jacques Cousteau. Tautou tinha 40 anos durante as filmagens. Em maio 2026, Tautou tem 49 anos e continua entre cinema francês indie e produções ocasionais — em fase pós-Une jolie chose (2024). Sua performance em A Odisséia é mais subtle que outras da carreira dela.
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Trilha de Alexandre Desplat — 2 Oscars
Alexandre Desplat (compositor francês, vencedor 2 Oscars de Melhor Trilha Sonora por O Grande Hotel Budapeste 2014 e A Forma da Água 2017) compôs trilha sonora de A Odisséia. Desplat tinha 55 anos durante a composição. Em maio 2026, ele tem 64 anos e continua entre cinema francês, americano e internacional — trilhas para Wes Anderson, Guillermo del Toro, George Clooney, entre outros. A trilha de A Odisséia é elogiada por melodias melancólicas oceânicas. Desplat também é compositor de Harry Potter e As Relíquias da Morte Parte 1 e 2 (2010-2011).
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Disponível no Mubi Brasil
No Brasil, A Odisséia (L'Odyssée, 2016) está disponível no Mubi (serviço de streaming de cinema autoral) — incluído na assinatura. Apple TV e Google Play têm para aluguel/compra. Não está em catálogo Netflix, Prime Video, Disney+ ou HBO Max em maio 2026. A versão original em francês está disponível com legendas em português brasileiro. Dublagem brasileira foi feita pela Cinevideo no Rio — uma das poucas dublagens brasileiras de filme francês autoral. É frequentemente recomendado em listas de biografias cinematográficas francesas.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal