Onde Assistir A Meia-Irmã Feia no Brasil
Sinopse
A Meia-Irmã Feia (Den Stygge Stesøsteren no original norueguês, The Ugly Stepsister em inglês) é o filme de body horror norueguês de 2025 escrito e dirigido por Emilie Blichfeldt em sua estreia em longa-metragem. É co-produção entre Noruega, Polônia, Suécia e Dinamarca, com distribuição internacional pela Mubi (que segurou o filme exclusivo em vários mercados após Sundance) e distribuição brasileira pela Mares Filmes e Alpha Filmes.
A história reimagina o conto clássico de Cinderela do ponto de vista da meia-irmã da personagem-título — Elvira (Lea Myren), jovem desesperada por conquistar o príncipe (Isac Calmroth) à custa de qualquer coisa, inclusive sua aparência e saúde. Quando a beleza natural da meia-irmã Agnes (Thea Sofie Loch Næss, a Cinderela do filme) ameaça suas chances, Elvira recorre a procedimentos cirúrgicos medievais brutais e dietas extremas para se transformar fisicamente.
O filme estreou no Festival de Sundance em 23 de janeiro de 2025 como abertura da seção Midnight (cinema de gênero) e foi recebido com aclamação imediata. A direção de Blichfeldt é declaradamente influenciada por David Cronenberg (Crash, A Mosca), Dario Argento (Suspiria), Lucio Fulci e Julia Ducournau (Raw, Titane). É uma obra que mistura conto de fadas com horror corporal extremo — não recomendado para sensíveis ao gore.
Análise — Notícias Flix
A Meia-Irmã Feia é um dos casos mais notáveis de estreia em longa-metragem do cinema escandinavo dos últimos anos. Emilie Blichfeldt, então com 36 anos, desenvolveu o filme a partir do projeto de tese da Norwegian Film School — depois transformado em longa profissional com produção da Mer Film de Maria Ekerhovd. A escolha de gênero (body horror) é deliberada e politicamente carregada: Blichfeldt usa a violência corporal sobre o feminino para denunciar a tirania da beleza imposta pelo conto original e pelo modelo Disney que dominou a cultura ocidental.
A tese central do filme inverte o conto. Cinderela tradicional pune as meia-irmãs como vilãs, sem questionar o que produziu monstros emocionais. Blichfeldt entra na cabeça de Elvira — não a transforma em vítima inocente, mas em personagem trágica destroçada por um sistema social que premia beleza convencional acima de tudo. Lea Myren, atriz norueguesa em estreia em longa importante, sustenta o papel-título com fisicalidade extrema: come massa de pão crua, se mutila com instrumentos cirúrgicos primitivos, vomita repetidamente. É atuação que rivaliza com as performances mais físicas de Florence Pugh em Hereditário e Demi Moore em A Substância.
A fotografia de Marcel Zyskind (Trier, Brian De Palma) usa cores saturadas — vermelhos, dourados, rosas escuros — que evocam ao mesmo tempo Disney clássico e Suspiria de Argento. A direção de arte recriou um castelo medieval/oitocentista de fantasia europeia com detalhamento obsessivo. As sequências de body horror foram feitas majoritariamente com efeitos práticos (próteses, maquiagem, sangue real) — Blichfeldt declarou em entrevistas que CGI nunca seria suficiente para a fisicalidade que queria.
96% no Rotten Tomatoes (Certified Fresh) e elogios uniformes da crítica especializada — o consenso compara o filme a A Substância (Coralie Fargeat, 2024) e Titane (Ducournau, 2021) como nova onda do body horror feminista. Bilheteria internacional modesta (US$ 4,5 milhões mundiais) sobre orçamento estimado em US$ 3-4 milhões — circuito teatral foi limitado pela classificação 18 anos. No Brasil, estreou em circuito teatral em 23 de outubro de 2025 e está disponível para aluguel/compra no Apple TV (cerca de R$ 11,90) e Google Play. A Mubi tem o filme em catálogo de assinatura em vários países.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 4 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 5 mi
- Retorno
- 1,3× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Emilie Blichfeldt
- Fotografia
- Marcel Zyskind
- Trilha sonora
- John Erik Kaada
- Edição
- Marcel Zyskind
- Duração
- 109 min
Curiosidades sobre A Meia-Irmã Feia
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Estreia em longa de Emilie Blichfeldt
É a estreia em longa-metragem da diretora norueguesa Emilie Blichfeldt, que desenvolveu o projeto a partir do trabalho de tese na Norwegian Film School. Antes deste filme, ela havia dirigido apenas curtas-metragens e instalações artísticas. A produção foi capitaneada pela produtora norueguesa Mer Film de Maria Ekerhovd, com financiamento adicional de Polônia, Suécia e Dinamarca.
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Influências declaradas: Cronenberg, Argento e Ducournau
Em entrevistas, Blichfeldt declarou que descobriu o subgênero body horror após assistir Crash (David Cronenberg, 1996). A partir daí, mergulhou nos filmes de Dario Argento (Suspiria, 1977), Lucio Fulci (O Outro Lado do Inferno, 1981) e Julia Ducournau (Raw, 2016, e Titane, 2021). A combinação de influências italianas anos 70 e francesas contemporâneas dá ao filme estética visual única.
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96% no Rotten Tomatoes e Certified Fresh
Recebeu 96% de aprovação entre 127 críticos no Rotten Tomatoes (selo Certified Fresh) — uma das melhores notas do horror dos anos 2020. O consenso da crítica destacou a habilidade da direção em fazer comentário social com violência gráfica. Foi comparado a A Substância (Coralie Fargeat, 2024) e Titane (Ducournau, 2021) como nova onda body horror feminista.
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Abriu a seção Midnight do Sundance 2025
A première mundial aconteceu no Festival de Sundance 2025 em 23 de janeiro como filme de abertura da seção Midnight — destinada ao cinema de gênero ousado. A reação foi imediatamente entusiasmada — vários críticos saíram da sessão entrevistando os cineastas no foyer. Roger Ebert, em retrospectiva do festival, posicionou o filme entre as melhores estreias de 2025.
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Lea Myren teve preparação física extrema
A protagonista Lea Myren passou semanas em preparação para as cenas físicas extremas do filme. Comeu massa crua repetidamente para gravar sequências de bulimia simulada, foi submetida a próteses faciais e dentárias que duravam horas para aplicar, e ensaiou as cenas de mutilação com cuidado coreografado. A atuação dela rendeu comparações com Florence Pugh em Hereditário.
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Cores saturadas evocam Disney e Suspiria
A fotografia de Marcel Zyskind (já trabalhou com Lars von Trier e Brian De Palma) usa paleta de cores deliberadamente saturada — vermelhos sangue, dourados pálidos, rosas escurecidos — que evoca ao mesmo tempo Disney clássico (Branca de Neve, Cinderela 1950) e Suspiria de Dario Argento. A direção de arte recriou castelos medievais com detalhamento obsessivo.
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Efeitos práticos em vez de CGI
As sequências de body horror foram majoritariamente feitas com efeitos práticos: próteses, maquiagem especial, sangue de cinema, instrumentos de medicina antiga reproduzidos historicamente. Blichfeldt declarou em entrevistas que o CGI nunca conseguiria a fisicalidade visceral que ela buscava — o público precisava sentir os procedimentos como reais. A equipe de efeitos especiais é majoritariamente norueguesa e polonesa.
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Estreia BR em outubro de 2025, no streaming a partir de janeiro 2026
O filme estreou nos cinemas brasileiros em 23 de outubro de 2025 distribuído pelas Mares Filmes e Alpha Filmes. Está disponível para aluguel/compra no Apple TV e Google Play desde janeiro de 2026. A Mubi tem o filme em catálogo de assinatura em vários países, mas no Brasil o catálogo Mubi não inclui o título no momento. Não está em Netflix, HBO Max nem Disney+. Classificação 18 anos.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal