A Meia-Irmã Feia
Filme

A Meia-Irmã Feia

"Se o sapato não serve..."

★ 7.3 2025 1h 49m 18 Comédia · Drama · Terror

A Meia-Irmã Feia (Den Stygge Stesøsteren no original norueguês, The Ugly Stepsister em inglês) é o filme de body horror norueguês de 2025 escrito e dirigido por Emilie Blichfeldt em sua estreia em longa-metragem. É co-produção entre Noruega, Polônia, Suécia…

Onde assistir
Diretor
Emilie Blichfeldt
Elenco
Lea Mathilde Skar-Myren, Ane Dahl Torp, Thea Sofie Loch Næss
Produção
Mer Film, Lava Films
Origem
Dinamarca
Título original
Den stygge stesøsteren

Onde Assistir A Meia-Irmã Feia no Brasil

MUBI
MUBI Amazon Channel

Sinopse

A Meia-Irmã Feia (Den Stygge Stesøsteren no original norueguês, The Ugly Stepsister em inglês) é o filme de body horror norueguês de 2025 escrito e dirigido por Emilie Blichfeldt em sua estreia em longa-metragem. É co-produção entre Noruega, Polônia, Suécia e Dinamarca, com distribuição internacional pela Mubi (que segurou o filme exclusivo em vários mercados após Sundance) e distribuição brasileira pela Mares Filmes e Alpha Filmes.

A história reimagina o conto clássico de Cinderela do ponto de vista da meia-irmã da personagem-título — Elvira (Lea Myren), jovem desesperada por conquistar o príncipe (Isac Calmroth) à custa de qualquer coisa, inclusive sua aparência e saúde. Quando a beleza natural da meia-irmã Agnes (Thea Sofie Loch Næss, a Cinderela do filme) ameaça suas chances, Elvira recorre a procedimentos cirúrgicos medievais brutais e dietas extremas para se transformar fisicamente.

O filme estreou no Festival de Sundance em 23 de janeiro de 2025 como abertura da seção Midnight (cinema de gênero) e foi recebido com aclamação imediata. A direção de Blichfeldt é declaradamente influenciada por David Cronenberg (Crash, A Mosca), Dario Argento (Suspiria), Lucio Fulci e Julia Ducournau (Raw, Titane). É uma obra que mistura conto de fadas com horror corporal extremo — não recomendado para sensíveis ao gore.

Análise — Notícias Flix

8.0
de 10

A Meia-Irmã Feia é um dos casos mais notáveis de estreia em longa-metragem do cinema escandinavo dos últimos anos. Emilie Blichfeldt, então com 36 anos, desenvolveu o filme a partir do projeto de tese da Norwegian Film School — depois transformado em longa profissional com produção da Mer Film de Maria Ekerhovd. A escolha de gênero (body horror) é deliberada e politicamente carregada: Blichfeldt usa a violência corporal sobre o feminino para denunciar a tirania da beleza imposta pelo conto original e pelo modelo Disney que dominou a cultura ocidental.

A tese central do filme inverte o conto. Cinderela tradicional pune as meia-irmãs como vilãs, sem questionar o que produziu monstros emocionais. Blichfeldt entra na cabeça de Elvira — não a transforma em vítima inocente, mas em personagem trágica destroçada por um sistema social que premia beleza convencional acima de tudo. Lea Myren, atriz norueguesa em estreia em longa importante, sustenta o papel-título com fisicalidade extrema: come massa de pão crua, se mutila com instrumentos cirúrgicos primitivos, vomita repetidamente. É atuação que rivaliza com as performances mais físicas de Florence Pugh em Hereditário e Demi Moore em A Substância.

A fotografia de Marcel Zyskind (Trier, Brian De Palma) usa cores saturadas — vermelhos, dourados, rosas escuros — que evocam ao mesmo tempo Disney clássico e Suspiria de Argento. A direção de arte recriou um castelo medieval/oitocentista de fantasia europeia com detalhamento obsessivo. As sequências de body horror foram feitas majoritariamente com efeitos práticos (próteses, maquiagem, sangue real) — Blichfeldt declarou em entrevistas que CGI nunca seria suficiente para a fisicalidade que queria.

96% no Rotten Tomatoes (Certified Fresh) e elogios uniformes da crítica especializada — o consenso compara o filme a A Substância (Coralie Fargeat, 2024) e Titane (Ducournau, 2021) como nova onda do body horror feminista. Bilheteria internacional modesta (US$ 4,5 milhões mundiais) sobre orçamento estimado em US$ 3-4 milhões — circuito teatral foi limitado pela classificação 18 anos. No Brasil, estreou em circuito teatral em 23 de outubro de 2025 e está disponível para aluguel/compra no Apple TV (cerca de R$ 11,90) e Google Play. A Mubi tem o filme em catálogo de assinatura em vários países.

Bilheteria

Orçamento
US$ 4 mi
Arrecadação mundial
US$ 5 mi
Retorno
1,3× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Emilie Blichfeldt
Fotografia
Marcel Zyskind
Trilha sonora
John Erik Kaada
Edição
Marcel Zyskind
Duração
109 min

Curiosidades sobre A Meia-Irmã Feia

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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