As Cores do Mal: Preto (Kolory zła: Czerń) chega à Netflix como o segundo capítulo da trilogia polonesa de suspense iniciada em As Cores do Mal: Vermelho. Dirigido por Adrian Panek e baseado nos livros de Małgorzata Oliwia Sobczak, o filme leva o promotor Leopold Bilski a uma cidade pequena da Caxúbia para investigar o desaparecimento de uma criança.
Para sustentar essa atmosfera sombria, a produção reúne alguns dos rostos mais respeitados do cinema polonês. Conheça abaixo o elenco de As Cores do Mal: Preto, quem cada ator interpreta e por que esses nomes pesam tanto na Polônia.
Jakub Gierszał — Leopold Bilski (promotor)

Jakub Gierszał nasceu em Cracóvia em 1988 e cresceu em Hamburgo, na Alemanha, para onde a família se mudou quando ele era bebê. Estreou no cinema em 2009, em Tudo o Que Amo, mas foi o thriller Sala de Suicídio (2011) que o consagrou, rendendo indicação ao prêmio do cinema polonês de Melhor Ator e o troféu Shooting Stars.
Ao longo da carreira, somou papéis de destaque em produções como Yuma e o horror musical A Sereia (The Lure). Também trabalhou em produções de língua inglesa, ao lado de Luke Evans em Drácula: A História Nunca Contada.
Em As Cores do Mal, Gierszał é o fio condutor da trilogia: retoma o promotor Leopold Bilski, agora levado a uma investigação ainda mais densa e pessoal na Caxúbia.
Marianna Zydek — Julia Sarman (escritora)

Marianna Zydek nasceu em Gdańsk em 1993 e formou-se em 2018 pela renomada Escola Nacional de Cinema de Łódź. O reconhecimento veio com o papel de Marita von Krauss no drama histórico O Mordomo (Kamerdyner, 2018).
Sua filmografia inclui títulos como Piłsudski, Banksterzy e Projekt UFO, além de papéis em séries como Skazane e Korona Królów. Fluente em vários idiomas e pianista nas horas vagas, ela é um dos nomes em ascensão do cinema polonês.
Em As Cores do Mal: Preto, Zydek interpreta a escritora Julia Sarman, uma das grandes novidades da franquia. Ela compõe uma mãe à beira do colapso, com o desespero de quem não sabe o que aconteceu com o próprio filho.
Andrzej Chyra — Andrzej Pakosz (comandante)

Andrzej Chyra, nascido em 1964, é um dos atores mais premiados da Polônia. Formado em atuação e depois em direção pela escola teatral de Varsóvia, ganhou notoriedade como Gerard Nowak em A Dívida (Dług, 1999), papel que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Gdynia.
Em 2006 conquistou o prêmio da Academia Polonesa de Cinema por O Colecionador e, no ano seguinte, integrou o elenco de Katyń, de Andrzej Wajda, indicado ao Oscar. Em 2019 recebeu o Prêmio Zbigniew Cybulski por sua trajetória.
Membro da Academia de Cinema Europeia, Chyra também acumulou indicações por filmes como Nunca Mais Nevará. Em As Cores do Mal: Preto, ele dá peso à figura do comandante Andrzej Pakosz.
Beata Ścibakówna — Fabiola Burchardt (prefeita)

Beata Ścibakówna nasceu em Zamość em 1968 e formou-se pela Escola Estatal de Teatro de Varsóvia em 1992. Estreou ainda estudante no palco, em Pan Tadeusz, e construiu uma sólida carreira teatral no Teatro Nacional polonês.
Na televisão, tornou-se rosto conhecido do grande público com séries de longa duração como Na dobre i na złe, onde viveu a Dra. Zosia Stankiewicz por mais de uma década, além de Samo życie e Diagnoza.
Condecorada com medalhas culturais e cruzes de mérito na Polônia, ela é casada com o ator e diretor Jan Englert. Em As Cores do Mal: Preto, Ścibakówna interpreta a prefeita Fabiola Burchardt, peça-chave no jogo de poder da cidade.
Robert Gonera — Comandante Adamczyk (chefe de polícia)

Robert Gonera nasceu em Syców em 1969 e formou-se pela filial de Wrocław da PWST de Cracóvia em 1991. No teatro, trabalhou sob direção de nomes como Krystian Lupa e viveu o papel-título em Romeu e Julieta.
No cinema, ganhou destaque com Jogos de Rua e, sobretudo, com o thriller A Dívida (Dług), que lhe rendeu o Prêmio do Cinema Polonês de Melhor Ator. Tornou-se popular na TV com a série L dla miłości, recordista de audiência.
Entre seus principais filmes estão Samowolka, Palimpsest e Wieża. Em As Cores do Mal: Preto, Gonera interpreta o comandante Adamczyk, chefe de polícia envolvido na investigação que move a trama.
Adam Bobik — Patryk Deczer

Adam Bobik nasceu em Hajnówka em 1988 e formou-se pela Escola de Cinema de Varsóvia. Decidiu ser ator aos nove anos, depois de assistir a Coração Valente, e estreou profissionalmente em 2011.
Ganhou notoriedade como Łuki Gnatowski na versão polonesa de The Office e participou de produções como Pokot, de Agnieszka Holland, Zenek e Como Me Tornei um Gângster. Em 2016 recebeu o prêmio Piotr Łazarkiewicz de jovem talento no Festival de Cinema Polonês de Los Angeles.
Seu papel de maior projeção foi o jovem Kazimierz Pawlak na prequência Sami Swoi. Początek. Em As Cores do Mal: Preto, Bobik integra o elenco como Patryk Deczer.
Piotr Żurawski — Arek Filipiak

Piotr Żurawski nasceu em Bytom em 1985 e é irmão do também ator Michał Żurawski. Estudou na Academia de Arte Dramática de Varsóvia e estreou no cinema em 2008, no drama esportivo Boisko bezdomnych, ao lado de Marcin Dorociński.
Ficou conhecido como Romek Sajkowski na série de guerra Czas honoru e somou trabalhos em produções como Bodo e Wataha. Recebeu o prêmio de Melhor Ator no festival de estreias de Koszalin por Kamper.
Sua atuação em Interior lhe rendeu indicação ao Prêmio Zbyszek Cybulski. Em As Cores do Mal: Preto, Żurawski dá vida a Arek Filipiak, mais uma engrenagem do mistério que envolve a cidade.
Julian Świeżewski — Michał Pakosz

Julian Świeżewski nasceu em Bydgoszcz em 1991 e formou-se pela Academia de Arte Dramática de Varsóvia em 2015. Ficou conhecido em séries como Rojst ’97, Ludzie i bogowie e Infamia, além de estrear no cinema em Nowy świat.
Em 2025 conquistou o Prêmio do Cinema Polonês de Melhor Ator Coadjuvante e o Prêmio Zbigniew Cybulski por sua atuação em White Courage, um dos reconhecimentos mais cobiçados para jovens atores na Polônia.
Além da carreira diante das câmeras, ele também produz música sob o pseudônimo Vizril. Em As Cores do Mal: Preto, Świeżewski interpreta Michał Pakosz, ligado à família do comandante.
Cezary Łukaszewicz — Marek Chojnacki

Cezary Łukaszewicz nasceu em Wrocław em 1981 e começou no teatro aos quatorze anos, em Varsóvia. Formou-se pela Academia de Teatro de Varsóvia em 2004 e construiu carreira sólida nos palcos, com longa passagem pelo Teatro Polonês de Wrocław.
No cinema, dublou Theo van Gogh na animação indicada ao Oscar Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent). Em 2024 recebeu indicação ao Prêmio Águia, do cinema polonês, na categoria Descoberta do Ano por Os Camponeses (Chłopi).
Também protagonizou a minissérie Netflix Tylko jedno spojrzenie. Em As Cores do Mal: Preto, Łukaszewicz vive Marek Chojnacki, personagem decisivo para os rumos da investigação.
Bartosz Mikulak — Nicki
Bartosz Mikulak, nascido em 1991, formou-se em 2018 pela Academia de Teatro Aleksander Zelwerowicz, em Varsóvia. Ainda na escola, foi premiado no Festival de Escolas de Teatro de Łódź por suas atuações no palco.
Construiu a carreira em produções polonesas de cinema e televisão, com passagem por séries como Wataha. Aos poucos, firmou-se como um dos jovens atores requisitados para papéis intensos e psicologicamente complexos.
Em As Cores do Mal: Preto, Mikulak interpreta Nicki, um dos personagens mais perturbadores da trama e peça central no desfecho do mistério. Para não estragar a surpresa, evitamos detalhar o papel que ele cumpre na investigação.
Com esse elenco, As Cores do Mal: Preto aposta em atores experientes e em jovens talentos premiados para sustentar um suspense polonês denso e atmosférico. Jakub Gierszał segura a continuidade da trilogia, enquanto Marianna Zydek e os demais expandem o universo criado por Małgorzata Oliwia Sobczak.
O filme está disponível na Netflix e dá sequência direta a As Cores do Mal: Vermelho. Se você gostou da investigação, vale conhecer também o primeiro capítulo para entender de onde vem o promotor Bilski.